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português/english

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Literatura e animalidade

Maria Esther Maciel .  2016

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por Maria Esther Maciel*

Como alguns escritores modernos e contemporâneos lidam com a alteridade animal em suas obras, bem como com a noção de humano? Em que medida as discussões bioéticas, biopolíticas e ecológicas do nosso tempo incidem, ainda que obliquamente, no enfoque literário dessas questões? O que definiria o conceito de animalidade? Como os poetas buscam capturar pelas palavras a subjetividade animal? Até que ponto é possível escrever o animal?

Essas são algumas das questões que atravessam o recém-publicado livro Literatura e Animalidade, primeira obra no Brasil voltada exclusivamente para reflexões sobre animais, animalidade e os limites do humano na literatura moderna e contemporânea, a partir das contribuições teóricas sobre o tema nas áreas de filosofia, estudos literários, etologia e biopolítica.

O livro contextualiza a questão do animal em obras de autores de diferentes nacionalidades, com ênfase na produção literária da segunda metade do século 20 e início do século 21. Isso, sem deixar de fazer também remissões a séculos passados, com vistas a traçar as principais linhas de força da chamada zooliteratura ocidental. Entre os muitos escritores abordados, estão J.M. Coetzee, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Ted Hughes, Jacques Roubaud, Marianne Moore, Wilson Bueno, Astrid Cabral, Herberto Helder, Luíza Neto Jorge e Eucanaã Ferraz. Escritores esses que inventaram – cada à sua maneira – diversas vias de acesso à alteridade animal, possibilitando a nós, leitores, uma travessia das fronteiras entre as espécies, rumo também ao encontro da animalidade que nos habita.

Tomando como referência as contribuições do pensamento de Michel de Montaigne, Jacques Derrida e, principalmente, de J.M. Coetzee, o estudo busca ainda mostrar como a filosofia humanista antropocêntrica contribuiu não apenas para alimentar uma relação predatória dos homens com os animais, mas também para estabelecer hierarquias e práticas de violência nas relações dos humanos com os próprios humanos. Daí a necessidade de se repensar o conceito de humanismo e as relações entre as espécies fora dos limites do antropocentrismo e do especismo que definiram (e ainda definem) a noção de vida.

O volume, dividido em um prólogo e três capítulos (“Pensar o animal”, “Narrativas da animalidade” e “Animais poéticos, poesia animal”), inclui como anexo uma entrevista feita com o filósofo e etólogo francês Dominique Lestel, autor de quase uma dezena de livros sobre a noção de animalidade e condição dos animais no mundo contemporâneo.

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*Maria Esther Maciel é escritora e professora titular de Teoria da Literatura e Literatura Comparada na Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Publicou, entre outros, os livros: A memória das coisas – ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (2004); O livro de Zenóbia (ficção, 2005); O livro dos nomes (ficção, 2008); Escrever/Pensar o Animal – ensaios de zoopoética e biopolítica (org. 2011); e Literatura e animalidade (ensaios, 2016).

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Literatura e Animalidade (Literature and Animality)

Maria Esther Maciel . 2016

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by Maria Esther Maciel*

How do some modern and contemporary writers deal with the alterity of animals in their works, as well as with the very notion of humanity? To what extent do our time’s bioethical, biopolitical and environmental discussions affect, even if tangentially, the literary focus of these questions? How would the concept of animality be defined? How do poets attempt to incorporate animal subjectivity into their poems? To what extent is it possible to write the animal?

These are some of the questions present in the recently-published book Literatura e Animalidade (Literature and Animality), the first Brazilian publication focused exclusively on reflections regarding animals, animality and the limits of the human in modernist and contemporary literature, utilising related theoretical contributions in the fields of philosophy, literary studies, ethology and biopolitics.

The book contextualises the question of the animal in works of authors of various nationalities, with an emphasis on literary production from the second half of the 20th century up until the early 21st century – without, however, reneging works from previous centuries, as key pillars of the so-called Western zooliterature can be traced back to them. Among the many writers examined are J.M. Coetzee, Clarice Lispector, Wilson Bueno, Astrid Cabral, Herberto Helder, Luíza Neto Jorge and Eucanaã Ferraz. All these are writers who invented – each in their own way – different ways of accessing animal alterity, thus enabling us, readers, to cross the boundaries between species and head towards the animality within us.

With the contributions and thoughts of Michel de Montaigne, Jacques Derrida and, especially, J.M. Coetzee as reference, this study also aims to show how a humanist and anthropocentric philosophy contributed not only to fuel a predatory relationship between humans and animals, but also to establish hierarchies and violent practices in the relations between humans themselves. Therein lies the need to rethink the concept of humanism and interspecies relations outside the boundaries of anthropocentrism and speciesism that have defined (and continue to define) the very concept of life.

The volume is split into a prologue and three chapters (“Pensar o Animal”, Narrativas da Animalidade” and “Animais Poéticos, Poesia Animal”; ”Thinking the Animal”, “Narratives of Animality” and “Poetic Animals, Animal Poetry”), and includes as an appendix an interview with French philosopher and ethologist Dominique Lestel, who has authored almost ten books on the concept of animality and the state of animals in the contemporary world.

*Maria Esther Maciel she is a writer and a full professor of Literary Theory and Comparative Literature at the Federal University of Minas Gerais, Brazil. She has published, among others, the books: A memória das coisas – ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (2004) (The memory of things – literature essays, film and visual arts); O livro de Zenóbia (ficção, 2005) (The book of Zenóbia); O livro dos nomes (ficção, 2008) (The book of names); Escrever/Pensar o Animal – ensaios de zoopoética e biopolítica (org. 2011) (Writing / Thinking the Animal – zoopoética tests and biopolitics); and Literatura e animalidade (ensaios, 2016) (Literature and animality).

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Eu Animal

argumentos para um novo paradigma (cinema e ecologia)

Ilda Teresa de Castro . 2015

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© HGabriel e Ilda Teresa Castro

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A Imagem Fílmica do Vivo

por Inês Gil*

Refletir sobre o Vivo através da sua representação cinematográfica não é tarefa fácil, e no entanto, é talvez a forma mais eficaz para despertar as consciências para a urgência de repensar os valores existenciais.

Mas como definir o Vivo questiona Ilda Castro ? E qual é a sua relação com o Outro vivo, animal, vegetal ou até o cosmos? O que está aqui em causa é a história do Homem com aquilo que o rodeia. Da pura materialidade à capacidade de se projetar numa espiritualidade absoluta, o ser humano vê-se se confrontado com a condição consciente de si, do mal e da sua finitude. Talvez seja esse medo que gere nele uma necessidade de controlo desinsofrido do mundo, usando os outros seres vivos para o seu próprio interesse, esquecendo que ele próprio tem deveres para com o Outro vivo. O progresso industrial e consumista afasta o Homem da sua natureza espiritual e mergulha-o em crenças de necessidades artificiais, como a aquisição individualista de bens materiais. As obras de Bresson, Tarkovski, Sokurov ou Belá Tarr obrigam o espetador a interrogar o porquê do desejo humano de omnipotência, esquecendo que o seu destino é igual ao dos outros seres vivos: isto é, nascer só e morrer só. Ilda Castro salienta a importância dos filmes de missão eco-crítica que utilizam a imagem sensorial para mostrar o vivo, isto é, a estética das sensações que toca o espetador, ora na sua beleza representativa (Home, 2009), ora no seu extremo horror (Earthlings, 2005). Os campos de concentração não desapareceram mas deslocaram-se: os deportados são hoje os animais. De facto, quem são os animais?

Em 1949, Georges Franju realizou Le sang des bêtes, um documentário sobre um matadoro em Paris. Apesar da crueza das imagens, a estética a preto e branco permite um distanciamento. É possível olhar para elas porque assumem-se mais como imagens e menos como espelho da realidade. Mas quando se trata de imagens que espelham a cor das atrocidades, a sua visão torna-se insuportável.

Na sua análise de Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera de Kim Ki-duk, Ilda Castro toca o que há de mais profundo em nós: que pedra carregamos quando negamos a existência sensível do Outro, o maltratamos e até incorporamos?

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*Inês Gil é Professora Associada da Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação e Coordenadora do centro UNESCO Imagem, Som e Criatividade na Universidade Lusófona.

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No Seio da Terra e do Unimultiverso

por Paulo Borges*

Esta obra de Ilda Teresa de Castro destaca-se por, abrindo a área da ecocrítica fílmica numa vasta investigação interdisciplinar, habitar plenamente a vanguarda do nosso tempo no que respeita a questionar o paradigma antropocêntrico dominante e apontar vias para a sua mudança. Mediante uma arqueologia do Vivo na história do Ocidente, mostra a conexão entre as representações antropocêntricas, as leituras mecanicistas da vida na Terra e a crise ecosocial contemporânea, apresentando as principais emergências alternativas, no domínio da ecoespiritualidade, da filosofia, da ciência e do cinema, bem como dos vários movimentos do activismo contemporâneo.

Estamos perante uma obra importante, no plano científico e cultural, na medida em que alia o largo fôlego da investigação, o rigor e a sensibilidade hermenêuticos e a síntese das principais propostas contemporâneas para uma nova cultura e uma nova civilização, assentes na experiência e na evidência da interconexão entre todos os seres e formas de vida no seio da Terra e do unimultiverso. O título, Eu Animal, é uma feliz sugestão do reequacionamento em curso da subjectividade humana no seio de tudo o que é vivo e animado. Com efeito, do mesmo modo que a raiz da crise contemporânea, que nos ameaça com um colapso ecológico-social sem precedentes, radica na ficção de um sujeito humano ontologicamente dotado de uma realidade substancial, supostamente independente da comunidade dos viventes e da totalidade planetária e cósmica, também os caminhos da sua superação passam irrecusavelmente pela reinvenção ou redescoberta dessa subjectividade como um fluxo de relações metamórficas, inseparáveis da orgânica tessitura da consciência, da vida e da matéria. Intuímos que, também movido pelo próprio progresso da ciência ocidental, o futuro conferirá crescente e renovado crédito às mais antigas tradições sapienciais planetárias e indígenas no sentido de superarmos as compartimentações estanques do humano desvelando em seu lugar a multidimensionalidade de um ser polimórfico, simultaneamente animal-humano-divino-vegetal-mineral.

Este livro de Ilda Teresa de Castro é um excelente roteiro para esse futuro já presente. Por isso lhe estamos gratos.

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*Paulo Borges é Professor Auxiliar do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vice-presidente da Assembleia da Sociedade de Ética Ambiental, e presidente do Círculo do Entre-Ser, associação Filosófica e Ética.

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I Animal

arguments for a new paradigm (cinema and ecology)

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.© HGabriel e Ilda Teresa Castro

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The Filmic Image of the Living

by Inês Gil *

Reflecting about the Living through their cinematic representation is not easy, yet it is perhaps the most effective way to raise awareness on the urgency to rethink existential values. But, how to define the Living, questions Ilda Castro? And what is its relation with the Other living, animal, plant or even cosmos? What is here at stake is the history of Man with what surrounds him. From the pure materiality to the ability to project him in absolute spirituality, the human being faces the conscious condition of itself, of the evil and of his finitude. Perhaps it ´s this fear that generates his own need to a nonpainful world control, using other living beings for its own interests, forgetting that he also has duties to the Other living. The industrial and consumeristic progress separates Man from his spiritual nature, plunging him into beliefs of artificial needs, such as individualistic material acquisitions. The works of Bresson, Tarkovsky, Sokurov or Bela Tarr force the spectator to question the reason of the human desire for omnipotence, forgetting that their destination is equal to the other living beings: that is, born alone and die alone. Ilda Castro points the -importance of the films with an ecocritical mission, that use the sensory image to show the living, that is, the aesthetic sensations that touches the spectator, as well in its representative beauty (Home, 2009), as in its extreme horror (Earthlings, 2005). The concentration camps have not disappeared but have shifted: nowadays the deportees are the animals. In fact, who are the animals?

In 1949, Georges Franju made Le sang des bêtes, a documentary about a slaughterhouse in Paris. Despite the crudeness of the images, the black and white aesthetic allows a detachment. It is possible to look at them because they are assumed more as images and less as a mirror of reality. But when it comes to images that reflect the colour of the atrocities, its vision becomes unbearable.

In its analysis of Spring, Summer, Fall, Winter … Spring, by Kim Ki-duk, Ilda Castro touches what is deepest in us: what stone do we carry when do we deny the sensitive existence of the Other, mistreat and even incorporate him?

*Inês Gil is Associate Professor of the School of Communication, Arts and Information Technologies and Coordinator of the center UNESCO  Image, Sound and Creativity at the University Lusophone.

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Within the Earth and the Unimultiverso

by Paulo Borges *

This work of Ilda Teresa de Castro stands out for, opening the field of film ecocriticism on a wide interdisciplinary research, fully inhabit the forefront of our time regarding to question the dominant anthropocentric paradigm and pointing out ways for it to shift. Through an archaeology of the Living in Western history, shows the connection between anthropocentric representations, the mechanistic readings of life on Earth and the contemporary ecosocial crisis, presenting the main alternatives emergencies in the area of ecoespiritualidade, philosophy, science and cinema, as well as the various movements of modern activism.

This is an important work in the scientific and cultural level, which combines the wide breath of research, the accuracy and hermeneutical sensitivity and the summary of the main contemporary proposals for a new culture and a new civilization, based on the experience and evidence of the interconnectedness of all beings and life forms within the Earth and unimultiverso. The title, I Animal, is a happy suggestion of the actual re-equation of human subjectivity within all that is alive and lively. Indeed, just as the root of the contemporary crisis which threatens us with an unprecedented ecological and social collapse, is structured in the fiction of a human subject ontologically endowed with a substantial reality, supposedly independent from the living community and planetary and cosmic whole, also the ways to overcome that pass by the reinvention or rediscovery of this subjectivity as a stream of metamorphic relations, inseparable from the organic tessitura of consciousness, life and matter. We intuit, that also moved by the very progress of Western science, the future will give increased and renewed credit to the oldest planetary wisdom and indigenous traditions, in order that we overcome the strict separations of the human, instead revealing the multidimensionality of a polymorphic being simultaneously animal- human-divine-vegetable-mineral. This Ilda Teresa de Castro book is an excellent roadmap for this future already present. So we are grateful.

* Paulo Borges is Auxiliary Professor in the Philosophy Department of the University of Lisbon, vice-president of the Assembly of Environmental Ethics Society and presidente do Círculo do Entre-Ser, Ethic and Philosophical Association.

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Animal Music – Sound and Song in the natural World´ I Sonic Terrain

Edited by Tobias Fischer & Lara Cory. 2015

Includes specially-compiled 60 minute CD of field recordings from the Gruenrekorder label.

Animal Music rides in on a wave of energy that fuses the worlds of science and art in an accessible and engaging way. A definite page turner if ever there was one. Caught by the River

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Confessions of a Wildlife Filmmaker

Chris Palmer’s . 2015

prefácio de / foreword by Jane Goodall

lançamento / launch : Environmental Film Festival, 24.03.2015

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Sister Species – Women, Animals, and Social Justice

Exposing links of oppression and how feminists have responded

ed. Lisa Kemmerer

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“Exposing links of oppression–and how feminists have responded

Sister Species: Women, Animals, and Social Justice addresses interconnections between speciesism, sexism, racism, and homophobia, clarifying why social justice activists in the twenty-first century must challenge intersecting forms of oppression.

This anthology presents bold and gripping–sometimes horrifying–personal narratives from fourteen activists who have personally explored links of oppression between humans and animals, including such exploitative enterprises as cockfighting, factory farming, vivisection, and the bushmeat trade. Sister Species asks readers to rethink how they view “others,” how they affect animals with their daily choices, and how they might bring change for all who are oppressed. These essays remind readers that women have always been important to social justice and animal advocacy, and they urge each of us to recognize the links that continue to bind all oppressed individuals. The astonishing honesty of these contributors demonstrates with painful clarity why every woman should be an animal activist and why every animal activist should be a feminist.

Contributors are Carol J. Adams, Tara Sophia Bahna-James, Karen Davis, Elizabeth Jane Farians, Hope Ferdowsian, Linda Fisher, Twyla François, Christine Garcia, A. Breeze Harper, Sangamithra Iyer, Pattrice Jones, Lisa Kemmerer, Allison Lance, Ingrid Newkirk, Lauren Ornelas, and Miyun Park.”

in University of Illinoy Press

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Moving Environments: Affect, Emotion, Ecology, and Film,

ed. Alexa Weik von Mossner . 2014

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“In Moving Environments: Affect, Emotion, Ecology, and Film, international scholars investigate how films portray human emotional relationships with the more-than-human world and how such films act upon their viewers’ emotions. Emotion and affect are the basic mechanisms that connect us to our environment, shape our knowledge, and motivate our actions. Contributors explore how film represents and shapes human emotion in relation to different environments and what role time, place, and genre play in these affective processes. Individual essays resituate well-researched environmental films such as An Inconvenient Truth and March of the Penguins by paying close attention to their emotionalizing strategies, and bring to our attention the affective qualities of films that have so far received little attention from ecocritics, such as Stan Brakhage’s Dog Star Man.

The collection opens a new discursive space at the disciplinary intersection of film studies, affect studies, and a growing body of ecocritical scholarship. It will be of interest not only to scholars and students working in the field of ecocriticism and the environmental humanities, but for everyone with an interest in our emotional responses to film.”

in WLU Wilfried Laurier University Press

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Zoopolis

Sue Donaldson & Will Kymlicka . 2014

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“Sue Donaldson and Will Kymlicka

  • Shifts animal rights debate from moral theory to political theory
  • Clear elegant prose accessible to specialists, students, and general public
  • Makes connections with larger debates in political theory about citizenship and the environment
  • Provides a provocative research agenda”

in Oxford University Press

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Routledge Handbook of Human-Animal Studies

ed. Garry Marvin, Susan McHugh . 2014

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“The Routledge Handbook of Human-Animal Studies presents a collection of original essays from artists and scholars who have established themselves internationally on the basis of specific and significant new contributions to human-animal studies. It offers a broad interpretive account of the development and present configurations of the field of human-animal studies across many cultures, continents, and times.”

in Routledge Taylor & Francis Group

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Local: The New Face of Food and Farming in America

by Douglas Gayeton . 2014

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“Local: The New Face of Food and Farming blends their insights with stunning collage-like information artworks and Gayeton’s Lexicon of Sustainability, which defines and de-mystifies hundreds of terms like “food miles,” “locavore,” “organic,” “grassfed” and “antibiotic free.” In doing so, Gayeton helps people understand what they mean for their lives. He also includes “eco tips” and other information on how the sustainable movement affects us all every day.”

in Harper Collins Publishers

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Citizen Canine: Our Evolving Relationship with Cats and Dogs

by David Grimm . 2014

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“Part of our growth and evolution as a society is our changing relationship to the beings around us (…) The changing status of cats and dogs forces us to confront some very complicated questions of how inclusive we want to be.”

entrevista com David Grimm / interview with David Grimm

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O Guia Mundial de Proteção Animal – Um compêndio interdisciplinar das questões dos direitos dos animais em todo o mundo

Andrew Linzey . 2014

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Para a sensibilização da indiferença humana e crueldade para com os animais, O Guia Mundial de Proteção Animal inclui mais de 180 artigos introdutórios que pesquisam a extensão da exploração humana de animais em todo o mundo a partir de uma variedade de perspectivas. Além de exemplos muitas vezes perturbadores da crueldade humana para com os animais, o livro fornece perspectivas inspiradoras por parte de indivíduos corajosos − incluindo Jane Goodall, Shirley McGreal, Biruté Mary Galdikas, Bernard E. Rollin, e Roger Fouts − que desafiam uma mudança das práticas exploradoras.

(tradução ildateresacastro)

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The Global Guide to Animal Protection – An interdisciplinary compendium of worldwide animal rights issues

Andrew Linzey . 2014

Raising awareness of human indifference and cruelty toward animals, The Global Guide to Animal Protection includes more than 180 introductory articles that survey the extent of worldwide human exploitation of animals from a variety of perspectives. In addition to entries on often disturbing examples of human cruelty toward animals, the book provides inspiring accounts of attempts by courageous individuals–including Jane Goodall, Shirley McGreal, Biruté Mary Galdikas, Bernard E. Rollin, and Roger Fouts–to challenge and change exploitative practices.

in http://www.press.uillinois.edu/books/catalog/69wgp5qn9780252036354.html

http://www.oxfordanimalethics.com/what-we-do/publication/animal-ethics-book-series

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Eat Like You Care,

Gary L Francione & Anna Charlton . 2013

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“We all claim to care about animals and to regard them as having at least some moral value. We all claim to agree that it’s wrong to inflict unnecessary suffering and death on animals and–whatever disagreement we may have about when animal use is necessary—we all agree that the suffering and death of animals cannot be justified by human pleasure, amusement, or convenience. (…)

So how can we justify the fact that we kill many billions of land animals and fish every year for food?  However “humanely” we treat and kill these animals, the amount of animal suffering we cause is staggering. Yet no one maintains that animal foods are necessary for optimal health. Indeed, mounting empirical evidence points to animal foods being detrimental for human health. But however you evaluate that evidence, there can be no serious doubt that we can have excellent health with a vegan diet. There is also broad consensus that animal agriculture is an ecological disaster. Animal agriculture is responsible for water pollution, air pollution, deforestation, soil erosion, inefficient use of plant protein and water, and all sorts of other environmental harms.

The best justification we have for the unimaginable amount of suffering and death that we impose on animals is that they taste good. We enjoy the taste of animal foods. But how is this any different from Michal Vick claiming that his dog fighting operation was justifiable because he enjoyed watching dogs fight? Vick liked sitting around a pit watching animals fight. We enjoy sitting around the summer barbecue pit roasting the corpses of animals who have had lives and deaths that are as bad, if not worse than, Vick’s dogs. What is the difference between Michael Vick and those of us who eat animal foods?”

in eat like you care book

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Animacias: Biopolítica, Preocupação Racial e Afecto Queer Mel Y. Chen . 2012 10.1_hilton

Em Animacias, Mel Y. Chen baseia-se em debates recentes sobre a sexualidade, raça e afectos para examinar como a matéria que é considerada insensata, imóvel, ou morta, anima as vidas culturais. Para isso, Chen investiga a divisão entre os vivos e os mortos, ou o que está além do humano ou animal. Dentro do campo da linguística, “animacy” foi descrita como uma qualidade de agência, consciência, mobilidade, sensibilidade, ou vivacidade. Chen vira-se para a linguística cognitiva para ressaltar como a linguagem habitualmente diferencia o animado e o inanimado. Expandindo essa construção, Chen afirma que a “animacy” sustenta muito do que é urgente e volátil na cultura contemporânea, desde os debates dos direitos dos animais às preocupações de biossegurança.

(tradução ildateresacastro)

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Animacies: Biopolitics, Racial Mattering, and Queer Affect Mel Y. Chen . 2012

In Animacies, Mel Y. Chen draws on recent debates about sexuality, race, and affect to examine how matter that is considered insensate, immobile, or deathly animates cultural lives. Toward that end, Chen investigates the blurry division between the living and the dead, or that which is beyond the human or animal. Within the field of linguistics, animacy has been described variously as a quality of agency, awareness, mobility, sentience, or liveness. Chen turns to cognitive linguistics to stress how language habitually differentiates the animate and the inanimate. Expanding this construct, Chen argues that animacy undergirds much that is pressing and indeed volatile in contemporary culture, from animal rights debates to biosecurity concerns.

in http://www.dukeupress.edu/Animacies

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Artista Animal

Steve Baker . 2012

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Artista Animal examina o trabalho de artistas contemporâneos que confrontam diretamente questões da vida animal e que abordam os animais não esteticamente ou simbolicamente, mas sim como seres que compartilham activamente o mundo com a humanidade. Apresentando exemplos da sua arte, situa os artistas dentro do projecto mais amplo de pensar além do humano, afirmando o poder da arte na abertura a novas formas de pensar sobre os animais.

(tradução ildateresacastro)

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Artist Animal

Steve Baker . 2012

Artist Animal examines the work of contemporary artists who directly confront questions of animal life, treating animals not aesthetically or symbolically but rather as beings who actively share the world with humanity. Featuring full-color examples of their art, it situates artists within the wider project of thinking beyond the human, asserting art’s power to open new ways of thinking about animals.

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Poética da Criatura: a Animalidade e a Vulnerabilidade na Literatura e no Cinema

Anat Pick . 2011

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Explorando a “lógica da carne” e o uso do corpo para marcar a identidade das espécies, Anat Pick re-imagina uma poética que começa com a vulnerabilidade dos corpos, não com a omnipotência do pensamento. Pick propõe uma abordagem da “criatura”, baseada na corporeidade compartilhada de seres humanos e animais e numa perspectiva pós-secular sobre as relações humano-animal. Vira-se para a literatura, o cinema e outros textos culturais, desafiando o inventário familiar do ser humano: a consciência, a linguagem, a moralidade e a dignidade. Reintroduzindo a elaboração de Weil (Simone Weil) de temas como testemunho, comemoração e memória cocletiva, Pick identifica o animal dentro de todos os seres humanos, enfatizando o corpóreo e as suas questões de poder e de liberdade. Na sua poética da criatura, a impotência é o ponto a partir do qual o pensamento estético e ético deve começar.

(tradução ildateresacastro)

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Creaturely Poetics: Animality and Vulnerability in Literature and Film

Anat Pick . 2011

Exploring the “logic of flesh” and the use of the body to mark species identity, Anat Pick reimagines a poetics that begins with the vulnerability of bodies, not the omnipotence of thought. Pick proposes a “creaturely” approach based on the shared embodiedness of humans and animals and a postsecular perspective on human-animal relations. She turns to literature, film, and other cultural texts, challenging the familiar inventory of the human: consciousness, language, morality, and dignity. Reintroducing Weil’s elaboration of such themes as witnessing, commemoration, and collective memory, Pick identifies the animal within all humans, emphasizing the corporeal and its issues of power and freedom. In her poetics of the creaturely, powerlessness is the point at which aesthetic and ethical thinking must begin.

in http://cup.columbia.edu/book/978-0-231-14786-6/creaturely-poetics

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Antologia de Ética Animal

Anthologie d’Éthique Animale

Jean Baptiste Jeangène Vilmer . 2011

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Uma antologia sobre o estatuto moral dos animais que reúne textos de Pitágoras, Leonardo da Vinci, Cirano de Bergerac, Rousseau, Voltaire, Sade, Schopenhauer, Lamartine, Darwin, Wagner, Hugo, Tolstoï, Zola, Gandhi, Russell, Colette, Claudel, Yourcenar, Singer, Levi-Strauss, Derrida, Houellebecq, Onfray e muitos outros, num total de 180 autores. Posições criticas sobre os direitos dos animais e sobre a utilização humana que deles é feita no quotidiano, da alimentação ao entretenimento, passando pela experimentação científica.

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A Idade da Empatia The Age of Empathy Frans de Waal . 2010 cover_small

«Frans de Waal, nos seus mais recentes trabalhos, identifica múltiplos niveis de empatia que ocorrem num conjunto alargado de espécies, que incluem humanos e não-humanos, nomeadamente nos primatas, e com particular incidência nos chimpanzés bonobos. (…) Apesar de sempre ter sido possível observar e testemunhar a tendência para a cooperação e ajuda em espécies animais — De Waal é assertivo neste aspecto: “todas as espécies que dependem de cooperação — dos lobos e elefantes até às pessoas – mostram lealdade de grupo e tendências de ajuda”»

Ilda Teresa Castro, Empatia e Consciência Moral (no prelo)

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The Age of Empathy Frans de Waal . 2010

«Frans de Waal, on his more recent works, identifies multiple levels of empathy that occur in a wide range of species, including humans and non-humans, particularly primates, with particular focus on bonobos chimpanzees. (…) Although always had been possible to observe and witness the trend towards cooperation and assistance in animal species – De Waal is assertive on this point: “all species that depend on cooperation – from wolves and elephants to people – show loyalty group and trends help”»

Ilda Teresa Castro, Empathy and Moral Consciousness (forthcoming)

(tradução dinaduque)

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Alteridade Animal – Ficção Científica e a Questão do Animal

Sherryl Vint . 2010

9781846312342

Alteridade Animal usa leituras de textos de ficção científica para explorar a centralidade dos animais no modo de pensar humano. Argumenta que o campo académico de estudos animais e o do género popular de ficção-científica partilham uma série de preocupações críticas: pensar sobre alteridade e a natureza do ser humano; desejar a comunicação entre diferentes espécies; e interrogar as consequências sociais e éticas das mudanças na ciência e na tecnologia. Vivemos um complexo conjunto de relações contraditórias e conflituosas com os animais não-humanos. Este livro mapeia este complexo terreno, argumentando que somos mais capazes de perceber as opções de uma transformação política se nos apercebemos das nossas diversas relações materiais com os animais não-humanos dentro de uma compreensão mais profunda das funções da categoria «animal».

(tradução ildateresacastro)

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Animal Alterity – Science Fiction and the Question of the Animal
Sherryl Vint . 2010
Animal Alterity uses readings of science fiction texts to explore the centrality of animals for our ways of thinking about human. It argues that the academic field of animal studies and the popular genre of science fiction share a number a critical concerns: thinking about otherness and the nature of human being; desiring communication across species difference; and interrogating the social and ethical consequences of changes in science and technology. We are living in a complex set of contradictory and conflicting relations with non-human animals. This book maps this complex terrain, arguing that we are better able to perceive options for a transformed politics if we perceive our various material relations with non-human animals within a deeper understanding of the functions of the category ‘animal’.
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Why Animal Suffering Matters Philosophy, Theology, and Practical Ethics
Andrew Linzey . 2009
9780195379778

In this superbly argued and deeply engaging book, Andrew Linzey not only shows that animals can and do suffer but also that many of the justifications for inflicting animal suffering in fact provide grounds for protecting them. Linzey further shows that the arguments in favor of three controversial practices–hunting with dogs, fur farming, and commercial sealing–cannot withstand rational critique. He considers the economic, legal, and political issues surrounding each of these practices, and shows that they are rationally unsupportable and morally repugnant.

http://global.oup.com/academic/product/why-animal-suffering-matters-9780195379778?cc=pt&lang=en&

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Neste livro profundamente envolvente, Andrew Linzey não só mostra que os animais podem sofrer e sofrem, mas também que muitas das justificativas para lhes infligir sofrimento deveriam fornecer motivos para os proteger. Linzey mostra ainda que os argumentos a favor de três práticas controversas – a caça com cães, a exploração de pele, e o comércio de focas – não pode resistir a crítica racional. Considera as questões económicas, legais e políticas em torno de cada uma dessas práticas, e mostra que são racionalmente insustentáveis e moralmente repugnantes.
(tradução ildateresacastro)

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Filosofia e Vida Animal

Philosophy and Animal Life

Stanley Cavell, Cora Diamond, John McDowell, Ian Hacking, and Cary Wolfe . 2008

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«Cavell faz notar que a extrema variação nas respostas a esta questão – que para alguns é totalmente indiferente e até algo a promover –, não reside numa diferença de acesso à informação. Com efeito, embora o acesso à informação seja mais ou menos generalizado (nas “sociedades desenvolvidas”), tal não significa que a apreensão dessa informação também o seja, i.e., o facto de o acesso à informação existir não significa que a informação seja acedida. Também John Mcdowell refere que precisamente o conhecimento sobre a forma como os animais são tratados na indústria alimentar não é difundido de um modo satisfatório (…)  E acrescenta alguns dados sobre a “criação pela mão humana” de animais incapazes de andar ou procriar, sem hipótese de qualquer dignidade destinados às festividades americanas, e sobre os ratos transgénicos de laboratório, alterados geneticamente para desenvolverem cancro e granjeadores de royalties para a Universidade de Harvard.»
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Ilda Teresa Castro, Eu animal – a ordem do fílmico na consciencialização ecocritica e na mudança de paradigma, 493.

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Philosophy and Animal Life

Stanley Cavell, Cora Diamond, John McDowell, Ian Hacking, and Cary Wolfe . 2008

«Cavell notes that the extreme variation in responses to this question – which for some is totally indifferent and even something to promote – does not lie on a difference of information access . Indeed, although access to information is more or less universal, this does not mean that the seizure of such information also is, i.e. , the fact that access to information exists does not mean that the information is accessed . John McDowell also notes that precisely the knowledge about how animals are treated in the food industry is not widespread in a satisfactory manner (…) He adds some information about the “creation by human hand ” of animals unable to walk or procreate without no chance of any dignity for the American festivities, and on transgenic lab mice, genetically modified to develop cancer and garner royalties to the University of Harvard.»

Ilda Teresa Castro, I animal – the order of the filmic in ecocriticism awareness and the paradigm shift, 493.

(translation dinaduque)

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Zoografias: A Questão Animal de Heidegger a Derrida

Matthew Calarco . 2008

 

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Zoografias desafia o antropocentrismo da tradição filosófica continental e avança a posição de que, embora algumas distinções sejam válidas, humanos e animais são melhor vistos como parte de um todo ontológico. Matthew Calarco baseia-se na evidência etológica e evolucionária e na obra de Heidegger, que clama por uma responsabilidade radical em relação a todas formas de vida. Convoca também Levinas, que levantou questões sobre a natureza e o alcance da ética; Agamben, que avançou a “máquina antropológica” como responsável pelos horrores do século XX, e Derrida, que iniciou uma ética não-antropocêntrica. Calarco conclui com uma chamada para a abolição de versões clássicas da distinção humano-animal e pede que concebamos novas maneiras de pensar e viver com os animais.

(tradução ildateresacastro)

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Zoographies: The Question of the Animal from Heidegger to Derrida

Matthew Calarco . 2008

 

Zoographies challenges the anthropocentrism of the Continental philosophical tradition and advances the position that, while some distinctions are valid, humans and animals are best viewed as part of an ontological whole. Matthew Calarco draws on ethological and evolutionary evidence and the work of Heidegger, who called for a radicalized responsibility toward all forms of life. He also turns to Levinas, who raised questions about the nature and scope of ethics; Agamben, who held the “anthropological machine” responsible for the horrors of the twentieth century; and Derrida, who initiated a nonanthropocentric ethics. Calarco concludes with a call for the abolition of classical versions of the human-animal distinction and asks that we devise new ways of thinking about and living with animals.

in http://www.cup.columbia.edu/book/978-0-231-14022-5/zoographies

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L´Animal que donc je suis

Jacques Derrida . 2006

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«Derrida noticia após dois séculos de sujeição da vida animal à violência – industrial, mecânica, química, hormonal, genética, e à negação organizada das torturas infligidas –, o surgimento de vozes minoritárias, no que, “ainda de forma tão problemática, se apresenta como direitos dos animais”, e revela e releva quer de um estado de compaixão quer de um assumir de responsabilidades sobre o «vivo» (…). Considera nestes dois séculos instituída uma guerra entre os que violam esse sentimento de compaixão e a vida animal, e os que apelam a um testemunho irrecusável dessa piedade. Guerra que – atravessamos e pela qual somos atravessados –, actualmente numa fase crítica, e pede que a pensemos, não apenas como responsabilidade mas como necessidade. Chama a atenção para a impossibilidade de em seriedade se continuar a negar que a humanidade tudo faz para esconder ou para esconder de si mesma, a crueldade a que sujeita os animais não-humanos, numa espécie de esquecimento orquestrado à escala mundial e passível de ser comparado aos piores genocídios.»

Ilda Teresa Castro, Eu animal – a ordem do fílmico na consciencialização ecocritica e na mudança de paradigma, 501.

L’animal que donc je suis : Première partie de la conférence de Jacques Derrida (15 juillet 1997). Suite de la conférence : http://youtu.be/t0bh631yxj4

Site internet regroupant les vidéos :
http://www.portraits-derrida.fr

in http://www.ccic-cerisy.asso.fr/derridaPRG97.html

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L´Animal que donc je suis

Jacques Derrida . 2006

«Derrida notes that after two centuries of subjecting the animal life to violence – industrial, mechanical, chemical , hormonal , genetic , and to the organized denial of the inflicted tortures – the emergence of minority voices, as “still in a so problematic form, presents as animal rights”, reveals either a state of compassion and an assumption of responsibility for the ‘live’ (…). Derrida considers established a war in these two centuries between those who violate this sense of compassion and the animal life, and those who call for a irrefutable proof of that piety. War – that we are in and crossed by – that is currently at a critical stage, and that he asks us to think not only as a responsibility but also as a necessity . Draw attention to the impossibility of continuing to deny seriously that humanity does everything to hide or to conceal from herself, the cruelty that non-human animals are subjected in a kind of worldwide oblivion orchestrated that is likely to be compared to the worst genocides.»

Ilda Teresa Castro, I animal – the order of the filmic in ecocriticism awareness and the paradigm shift, 520.

(translation dinaduque)

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Primatas e Filósofos – como evolui a moralidade Primates and Philosophers – how morality evolved

Frans de Waal . 2006

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«De Waal sustenta ainda que as bases da moralidade estão fortemente enraizadas na natureza humana e são partilhadas na sua essência social e natural com outros primatas inteligentes. E, a respeito do panorama filosófico actual, no que respeita à moralidade humana numa explicação não teológica, genericamente desenha duas perspectivas: uma perspectiva dualista, que designa de Teoria Veneer (Veneer Theory), cuja origem posiciona em Huxley e na qual enquadra filósofos como Richard Dawkins, George Williams ou Robert Wright, que opõem a cultura à Natureza e os humanos aos outros animais — nesta teoria, a moralidade é entendida como uma opção do sujeito humano e estabelecida numa transição do animal amoral para o humano moral. Outra, uma perspectiva unitária, numa linhagem darwiniana, que postula a continuidade entre a moralidade humana e as tendências sociais animais como evolução gradual, numa transição do animal social para o animal moral. De Waal denomina-a de Evolução Ética (Evolution Ethics

Ilda Teresa de Castro, Empatia e Consciência Moral (no prelo)

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“De Waal also maintains that the morality foundations are deeply rooted in human nature and are shared on their social and natural essence with other intelligent primates. Regarding the current philosophical scene, concerning the human morality in a non-theological explanation, he draws two general perspectives: a dualistic perspective designated as Veneer Theory, with roots in Huxley, that fits in philosophers like Richard Dawkins, Robert Wright and George Williams, in which the culture is opposed to the nature and the humans to other animals – in this theory, the morality is seen as an option of the human subject and it´s established as a transition, from the amoral animals to the “moral humans”. Another perspective, a unitary perspective, coming from the Darwinian lineage, postulates the continuity between human morality and animal social trends like a gradual transition from the social animal to the moral animal. De Waal calls it “Ethics Evolution”.

Ilda Teresa de Castro, Empathy and Moral Conscience (forthcoming)

(translation dinaduque)

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Elizabeth Costello

J.M.Coetzee . 2003

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«As pessoas queixam-se de que tratamos os animais como objectos, mas, na realidade, tratamo-los como prisioneiros de guerra. Sabes que, quando, pela primeira vez, se abriram ao público os jardins zoológicos, os zeladores tinham de proteger os animais dos ataques dos visitantes? Os visitantes achavam que os animais estavam ali para serem insultados e abusados, como prisioneiros depois da vitória. Houve, em tempos, uma guerra contra os animais, a que chamámos caça, embora, de facto guerra e caça sejam a mesma coisa (Aristóteles percebeu-o com toda a clareza). Essa guerra durou milhões de anos. Só há uns séculos atrás é que a ganhámos, quando inventámos as armas. Só depois da vitória estar consolidada é que pudemos dar-nos ao luxo de cultivar a compaixão. Mas a nossa compaixão é muito superficial. Por baixo dela existe uma atitude mais primitiva. O prisioneiro de guerra não pertence à nossa tribo. Podemos fazer dele o que quisermos. Podemos sacrificá-lo aos nossos deuses. Podemos degolá-lo, arrancar-lhe o coração, lançá-lo às chamas. Quando se trata de prisioneiros de guerra, não há leis.»

J. M. Coetzee, Elizabete Costello, 106.

The idea of human cruelty to animals so consumes novelist Elizabeth Costello in her later years that she can no longer look another person in the eye: humans, especially meat-eating ones, seem to her to be conspirators in a crime of stupefying magnitude taking place on farms and in slaughterhouses, factories, and laboratories across the world. (…) As in the story of Elizabeth Costello, the Tanner Lecture is followed by responses treating the reader to a variety of perspectives, delivered by leading thinkers in different fields. Coetzee’s text is accompanied by an introduction by political philosopher Amy Gutmann and responsive essays by religion scholar Wendy Doniger, primatologist Barbara Smuts, literary theorist Marjorie Garber, and moral philosopher Peter Singer, author of Animal Liberation. Together the lecture-fable and the essays explore the palpable social consequences of uncompromising moral conflict and confrontation.

in http://press.princeton.edu/titles/6543.html

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A Vida dos Animais The Lives of Animals

J.M.Coetzee . 1999 

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A compilação de um par de conferências académicas proferidas na Universidade de Princeton, entre 1997 e 1998, a que o autor deu a forma de ficção e editadas em 1999 com a inclusão de reflexões críticas de autores relacionados embora de campos disciplinares diversos: Amy Gutman, Marjorie Garber, Peter Singer, Wendy Doniger e Barbara Smuts. Republicadas em 2003, desta vez inseridas num conjunto de 8 palestras e sob o título Elizabeth Costello, obra que ganhou o Prémio Nobel da Literatura 2003.

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O Silêncio das Bestas

Le Silence des Bêtes

Elisabeth de Fontenay, 1998

9782757829660

«Tomando em consideração a polémica suscitada por diferentes interpretações quanto ao paralelismo entre os genocídios animais e as práticas de genocídio nazi, Elisabeth Fontenay esclarece que a analogia não reside na falta de reconhecimento do carácter de singularidade que foi a destruição dos judeus na Europa, mas, sim, no reconhecimento da similaridade entre as duas barbáries, distanciando-se da indignação moral que distingue a semelhança, ao invés do facto dessa semelhança existir (…).Fontenay, de ascendência judia, lembra que esta analogia foi já anteriormente identificada por grandes autores judeus da segunda metade do séc. XX, de que são exemplo Vassili Grossman (1905-1964), La paix soit avec vous (1965), ou Isaac Bashevis Singer (1904-1991), prémio Nobel da literatura em 1978 e autor de The Letter Writer (1968), Enemies, a Love Story (1972) ou The Penitent (1983). Mais recentemente, outro prémio Nobel da literatura (2003), J. M. Coetzee, também integra esta abordagem em duas das suas obras mais carismáticas, A Vida dos Animais (1999) e Elizabeth Costello (2003) (…) Estes posicionamentos literários e filosóficos vêm recentemente a ser secundados pelo filme na abordagem e denúncia da violência exercida sobre o animal não-humano.»

Ilda Teresa Castro, Empatia e Consciência Moral (no prelo)

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“Taking into account the controversy caused by different interpretations of the parallelism between animal genocides and Nazi genocide practices, Elisabeth Fontenay clarifies that the analogy don´t tends to consider the lack of recognition of the singularity that was the destruction of the Jews in Europe, but yes, the recognition of the similarity between the two barbarisms, distancing herself from the moral indignation that distinguishes the similarity, rather than accepting the fact that similarity really exists ( … ) . Fontenay , of Jewish ancestry, remembers that this analogy had been previously identified by large Jewish authors of the second half of the twentieth century, as Vasily Grossman (1905-1964), “La paix soit avec vous” (1965 ), or Isaac Bashevis Singer ( 1904-1991 ), Nobel Prize for literature in 1978 and author of The Letter Writer (1968 ), Enemies, a Love Story (1972 ) or the Penitent (1983 ). More recently, another Nobel Prize for literature ( 2003) , JM Coetzee, also integrates this approach in two of its most characteristic works, The Lives of Animals (1999 ) and Elizabeth Costello (2003 ) ( … ) These literary and philosophical positions have been supported recently by the movie industry in approach and in violence denunciation against the non-human animal.”

Ilda Teresa de Castro, Empathy and Moral Conscience (forthcoming)

(translation dinaduque)

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Dos Animais e dos Homens

Jacob Von Uexkull (1864-1944)

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«Jacob von Uexkull procurou entender e reconstruir o ambiente de cada ser vivo que estudava. Nomeou Umwelt e Innenwelt os mundos subjectivos e perceptivos do ser vivo na relação com o seu meio ambiente. O Umwelt, mundo-próprio, resulta de uma selecção realizada pelo ser entre todos os elementos do ambiente que o rodeiam, tendo em conta os que convêm às suas necessidades específicas, os elementos «marcas» ou «portadores de significado». O mundo-próprio de cada espécie é genericamente o mesmo, podendo no entanto encontrar-se variações entre sujeitos da mesma espécie (…)Innenwelt, o mundo-de-percepção é a representação interna que o ser vivo faz do seu mundo-próprio através dos seus orgãos perceptivos e que naturalmente não é coincidente com o Umwelt. O mundo-próprio do sujeito é uma unidade composta pelo seu mundo-de-percepção, tudo o que este assinala, e pelo seu mundo-de-acção, tudo o que realiza.Assim, ao mundo único no tempo e no espaço onde todas as espécies entretecem as suas relações conforme a teoria da ciência clássica, Uexkull contrapõe uma multiplicidade de mundos perceptivos, interligados e delineados pelas «marcas» ou «portadores de significado» que são os elementos que interessam os animais em cada mundo-ambiente e o constituem.»

Ilda Teresa Castro, Eu animal – a ordem do fílmico na consciencialização ecocritica e na mudança de paradigma, 180.

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A Foray into the Worlds of Animals and Humans, with A Theory of Meaning

Jacob Von Uexkull (1864-1944)

«Jacob von Uexkull tried to understand and reconstruct the environment of each living being he studied . He named Umwelt and Innenwelt the subjective and perceptive worlds of beings in the relationship with their environment. Umwelt, the own-world, is the result of a selection made by the living being among all elements of the environment around him, taking into account what suits to their specific needs, the elements ‘ marks’ or ‘ carriers of significance’ . The own-world of each species is generally the same, although may occur variations between individuals of the same species (…) Innenwelt , the world of perception is the internal representation that the living being make of its own-world through its perceptual organs and that of course is not coincident with the Umwelt . The subject own-world is a unit made up of its world – of -perception, all that he points, and its world – of – action, everything he made. So,  to the only world in time and space where all species interweave their relations according to the theory of classical science, Uexkull pits a variety of perceptual worlds, interconnected and outlined by the ‘ marks’ or ‘ carriers of significance’ which are the elements that concern the animals in each world-environment and that constitute each one of them.»

Ilda Teresa Castro, I animal – the order of the filmic in ecocriticism awareness and the paradigm shift , 180.

(translation dinaduque)

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