arte e ecologia / art and ecology

português/english

.

.

A tempestade que vem

The Coming Storm

Catagreena & Raquel Pedro

Colagens realizadas a partir de recortes do relatório Global Risks 2015 (10th Edition) por World Economic Forum e de cópias de paisagens (sobras de imagens impressas que serviram de base em trabalhos anteriores de desenho). Procurou-se atribuir rugosidade e expressividade a termos e conceitos de um documento tecnocrata que fala de catástrofes de forma lisa e fria, questionando desta forma a sua eloquência ou (insuficiente) consequência.

No decorrer dos 12 dias da COP21 (Conferência sobre o clima em Paris, de 30 de Novembro a 11 de Dezembro 2015), estas 12 colagens foram “postadas” nas páginas do facebook, uma por cada dia da conferência, fazendo assim uma reza ou uma exposição lenta ou uma acção simbólica de apoio à COP (Conference of Parties).

.

The Coming Storm is a group of collages carried through from clippings of the Global Risks 2015 (10th Edition) report, by World Economic Forum and of copies of landscapes (leftovers of images printed that had served of base in previous works). It was meant to attribute some roughness and expressiveness to the terms and concepts of a technocrat document that speaks of catastrophes in a smooth and cold form, though questioning its eloquence or (insufficient) consequence.

In elapsing of the 12 days of the COP21 (Conference on the climate in Paris, 30 of November – 11 of December 2015), these 12 collages have been posted the pages of facebook of the authors, one per each day of the conference, thus making a kind of prayer or a slow exposition or a symbolic support to the COP (Conference of Parties).

.

This slideshow requires JavaScript.

.

Catagreena & Raquel Pedro colaboram desde 2012 quando decidiram juntar práticas de colagem e desenho para a realização de uma residência conjunta em Vila Nova de Cerveira. Destacam-se as exposições Montes de Montes na Galeria Má Arte, Aveiro 2014, Risco e Incerteza Galeria Municipal Palácio Ribamar, Algés 2015 e Ubiquidade do Natural na Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande, 2015.

catagreenaxraquelpedro.wordpress.com

Catagreena & Raquel Pedro have been working together since 2012, when they decided to join the practice of collage and drawing for a residency at Vila Nova de Cerveira. Selected exhibitions: Montes de Montes (Hills of Hills) at Galeria Má Arte, Aveiro 2014, Risco e Incerteza (Risk and Uncertainty) at Galeria Municipal Palácio Ribamar, Algés 2015 and Ubiquidade do Natural (Ubiquity of the Natural) Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande, 2015.

.

.

Risks Edition, The Global Risks Landscape

Catagreena & Raquel Pedro

Caderno de colagens realizadas a partir de cópias de paisagens (sobras de imagens impressas que serviram de base para desenho, em trabalhos anteriores*) e de recortes do relatório Global Risks 2015 (10th Edition) pelo World Economic Forum – um documento tecnocrata que mapeia os riscos globais, constitui-se como uma base de informação para criar linhas de orientação para o investimento e a política, para tal monitoriza o globo e devolve a catástrofe sob forma estatística num atraente design de visualização de informação, actualizando a informação anualmente. Prolongamos livremente o gesto lírico.

*Agradecemos aos autores das imagens recortadas.

Notebook of collages made from copies of landscapes (leftovers of printed B&W images*, that were the basis for drawing on previous work) and clippings from the report Global Risks 2015 (10th Edition) by the World Economic Forum – a technocrat document that maps the global risks, it is constituted as an information base to create guidelines for investment and policy, for such, it monitors the globe and returns the catastrophe in statistical form in an attractive information display design, updating information annually. We freely extended the lyrical gesture.

* Our gratitude to the authors of trimmed images.

.

This slideshow requires JavaScript.

 

Catagreena (Catarina Marto) & Raquel Pedro colaboram desde 2012 quando decidiram juntar práticas de colagem e desenho para a realização de uma residência conjunta em Vila Nova de Cerveira. Destacam-se as exposições Montes de Montes na Galeria Má Arte, Aveiro 2014, Risco e Incerteza Galeria Municipal Palácio Ribamar, Algés 2015 e Ubiquidade do Natural na Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande, 2015.

catagreenaxraquelpedro.wordpress.com

Catagreena (Catarina Marto) & Raquel Pedro have been working together since 2012, when they decided to join the practice of collage and drawing for a residency at Vila Nova de Cerveira. Selected exhibitions: Montes de Montes (Hills of Hills) at Galeria Má Arte, Aveiro 2014, Risco e Incerteza (Risk and Uncertainty) at Galeria Municipal Palácio Ribamar, Algés 2015 and Ubiquidade do Natural (Ubiquity of the Natural) Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande, 2015.

 

.


.   português / english / français .

sobre a Arte Planetária e o Tecnoromantismo

. sbimage1

Conversa com Stéphan Barron, a propósito de Arte e Ecologia

 

por Ilda Teresa de Castro

 

.

 

Edgar Morin escreveu: «A Arte Planetária toma a Terra como matéria-prima para a expressão emocional e introspectiva, usando as tecnologias de telecomunicação para pôr em destaque a distância e o espaço geográfico. Esta forma de arte explora as emoções e a poesia da distância e reflecte sobre a globalização e suas consequências humanas e ecológicas; a aventura de Stéphan Barron desperta-nos para uma consciência mais ampla do nosso planeta».

 

Começou a trabalhar sobre a Arte Planetária em meados dos anos 80. Passados todos esses anos, o que mudou nas suas preocupações sobre as consequências ecológicas da globalização? Como é que isso se reflecte no seu trabalho?

 

Na década de 80 estávamos cheios de optimismo e víamos o mundo tecnológico emergindo como uma promessa de mais fraternidade, abolição de fronteiras, autonomia dos artistas, descentralização e resistência. Foi para nós um universo virgem, um campo de experimentação e inovação artística sem limites. Parecia prometer um destino rico para a humanidade, mais uma solução do que um problema. Mas depois dos anos 80 deixou de ser possível à Europa ou aos países desenvolvidos verem a globalização como uma promessa de progresso infinito. Cientistas e ambientalistas têm vindo a avisar-nos acerca do desaparecimento das florestas primárias, da deterioração do ambiente (poluição, ozono), das alterações climáticas e acerca do radical desaparecimento da biodiversidade .

 

Os meus primeiros trabalhos, em 1986/1987, como Thaon / New York, Orient- Express, … chamavam a atenção para uma consciência global, para o uso da tecnologia de telecomunicações com vista à remoção dos movimentos físicos. Essas obras expressam uma poesia da Terra, donde, uma ideia de uma arte planetária. Os trabalhos que se seguiram: As plantas do meu jardim 1991, O céu azul 1994, Ozono 1996, Compost em 2000, adicionaram a estas preocupações ambientais globais sublimadas, um nível de alerta mais forte e crítico, uma expressão da crise ecológica cada vez mais evidente.

 

Com o decurso do tempo, tem constatado um aumento de interesse na “Arte&Ecologia”, tanto por parte dos autores, como do público?

 

O público e os artistas têm vindo a voltar-se cada vez mais para estas questões ambientais, apesar das poderosas instituições, politicamente controladas, das galerias e dos coleccionadores motivados pelo dinheiro e por questões de poderio económico. Os poderes instituídos têm vindo a oferecer resistência a uma visão ecológica crítica; mas o meio da arte pode, eventualmente, integrar esta dimensão se puder ganhar dinheiro com ela. Se o “novo” e “ o que está na moda” passar pela ecologia, especialmente se não for muito crítico, então rapidamente são “repintadas de verde” todas as obras possíveis. A produção artística é tolerada – como a Land Art enquanto arte na Natureza – se não colocar radicalmente em questão o modelo económico presente e o dogma de um crescimento devastador. A Land Art foi, inicialmente, essencialmente uma visão demiúrgica americana de dominação e de reconfiguração da Natureza.

 

De que maneira é que o trabalho artístico relacionado com concepções ecológicas tem vindo a influenciar crescentemente o público para uma eco–consciência? Acha que as pessoas têm vindo a ganhar uma maior consciência dos problemas ecológicos, quer globais, quer locais?

 

As obras de arte têm uma influência profunda. Elas permitem ancorar no fundo do imaginário as questões ecológicas.

 

Certamente, as informações científicas sobre a crise ambiental, os escândalos alimentares, têm vindo a resultar numa consciência cada vez maior, mas ainda muito há a fazer para mudar realmente comportamentos e hábitos. Esta é uma verdadeira revolução interior que exige as mais das vezes lutar contra a nossa educação, a nossa família, os condicionalismos, a pressão social. As questões globais deparam-se com o egoísmo, a cegueira e a ignorância. Parecem questões abstractas e distantes. Para iniciar uma abordagem ecológica, é necessário, por exemplo, aprender a ultrapassar o suposto conforto de andar sozinho de automóvel e passar a sentir prazer em andar de bicicleta no meio das pessoas, na cidade. Não diz muito às pessoas lutar contra o aquecimento dos pólos; mas se se tratar da necessidade de ser saudável, da consciência do corpo, isso sim, já faz com que as pessoas se interessem. Se descobrirem o prazer de mover o corpo numa bicicleta, em vez de num ginásio, de estar em contacto com a cidade, com os outros, isso já constitui realmente uma boa motivação.

 

As mudanças climáticas começam a ser perceptiveis para a agricultura europeia. Brevemente, poderemos ter que enfrentar emergências alimentares na Europa e este problema deixará de estar confinado a África. A relação e interacção entre o nosso interior, o nosso corpo e o que nos rodeia, o distante, o outro, o cosmos, não é apenas uma abstracção científica ou mística, mas uma realidade tangível. Quando tudo isso fizer sentido, a ecologia tornar-se-á algo positivo e construtivo para cada um de nós.

 

Os artistas tornaram-se mais eco-activistas?

 

Nos anos 70 e 80, a arte ecológica, ou melhor, a arte na Natureza, foi principalmente a Land Art, que muitas vezes teve uma atitude dominadora para com a Natureza e nem sempre harmoniosa. Queria colocar como marca do artista o dominío do homem sobre a Natureza. As instituições expunham uma dimensão pastoral e não crítica de uma arte na Natureza. Essa arte não era mais do que uma extensão da escultura tradicional e um prolongamento do gesto de Duchamp, onde a Natureza era mais um objecto a “apresentar” no campo da arte. Apenas com a viragem do século é que artistas críticos abordando temáticas ecológicas, começaram a exprimir uma arte movida pela urgência ecológica.

 

Houve um processo de “Greenwashing” por parte das instituições, empresas e coleccionadores, que cinicamente procuraram demonstrar interesse por esta forma de arte, mostrando artistas bem estabelecidos no mercado da arte ou com um discurso pouco crítico ou até mesmo em contradição com a abordagem ecológica. Depois de afirmarem que os artistas ecologistas eram hippies reaccionários e antiquados, de terem zombado da ecologia e censurado esses artistas, o meio da arte, os próprios artistas, “repintaram de verde” ou como ecológicas, as obras de arte do mercado. Mas durante quanto tempo mais, todas essas atitudes de resistência de uma velha ordem pré-estabelecida serão capazes de resistir? Assistimos a uma transição ecológica na arte.

 

Outros artistas envolvidos na Arte Ecológica são também activistas nas suas vidas diárias. Em 1997 realizámos a obra de intervenção urbana eco-activista O poder das flores, que consistiu numa série de acções de plantação de sementes selvagens junto de casas de renda moderada e no desenvolvimento de um plano alternativo de “zonas verdes” que limitava as zonas de parqueamento dos carros para as substituir por zonas pedonais arborizadas, o que constituiu também uma contestação da ordem política que não aceitava a expressão dos mais pobres.

 

Eles são o que Restany chamou o outro lado da arte, o de um compromisso ético, mais do que da mera produção de objectos. Como Pierre Restany disse, trata-se de uma abordagem existencial, e esses artistas não podem ganhar o seu sustento sem esse compromisso radical na sua arte. Arte e vida são inseparáveis para eles; não se trata de ganhar dinheiro, mas de uma necessidade interna e ética.

 

O Tecnoromantismo enquanto romantismo tecno-ecológico (essência da Arte Planetária) estabelece uma relação entre a tecnologia e a ecologia e um paralelo com a estética Romântica. Parece que este conceito de movimento filosófico, artístico e social que propõe uma mutação antropológica na qual o impacto da tecnologia nos seres humanos e na Natureza seria contrabalançado pelo desenvolvimento de uma nova consciência e uma outra interpretação da auto-consciência, se torna cada vez mais pertinente à medida que o tempo passa.

 

No seu livro, publicado em 2003, sugere uma lista de práticas, como uma praxis de vida, para se alcançar esse equilíbrio entre consciência e espiritualidade versus tecnologia e progresso na sua forma mais materialista.

 

Após dez anos, estamos a caminhar na direcção dessa mutação antropológica?

 

Vemo-lo ao nosso redor todos os dias. A mudança está em marcha. Tudo o que foi tido por uma fantasia de marginais iluminados tornou-se uma realidade, por vezes encorajadora (a conversão ecológica cada vez mais evidente, o abandono da energia nuclear na Alemanha), por vezes trágica (o acidente de Fukushima numa nação de topo na tecnologia, a insistência no nuclear em França). A luta continua.

 

Gregory Bateson, Félix Guattari, Maturana e Varela, Pierre Restany, Bernard Stiegler, Isabelle Stengers, são alguns entre os muitos autores que procuraram uma melhor maneira de ser humano.

 

O que nos falta para alcançarmos uma humanidade mais humana?

 

O amor, a compaixão, tudo o que é ensinado pelas filosofias e religiões, são os verdadeiros impulsionadores da mudança. Tudo flui naturalmente de lá… A obra de arte Monochromes de 2012, é um trabalho que incorpora a dimensão meditativa e a capacidade de cada um ficar imerso nas suas imagens interiores. Esta obra imerge os espectadores na percepção pura de cor sem o “interface de uma obra materializada”. Todos têm uma experiência profunda da cor pura, da cor interior.

 

Monochromes consiste em proporcionar experiências de visualização mental da cor pura num estado de profundo relaxamento meditativo, utilizando as técnicas da soprologia. O objectivo deste projecto é dar aos espectadores o acesso a obras puramente mentais e imateriais. Esses espectadores tornam-se actores, criadores de suas próprias obras de arte interior. Esta obra de meditação convida-os a experimentar a arte de maneira intensa e profunda. Escrevi textos de exercícios de visualização, exercícios mentais para Monochromes. Os exercícios são realizados no estado soprológico (estado induzido pelo relaxamento, entre o estado de sono e o de vigília).

 

Esta obra, que parece muito diferente das obras planetárias ou das obras participativas eco-activistas, é a expressão de uma ecologia mais profunda, de uma visão de arte puramente imaginária e mental. Esta obra pretende expressar de forma directa a dimensão espiritual da arte na origem de uma ecologia do espírito.

 

Monochromes conduz os espectadores numa percepção pura da cor sem a presença da obra de arte física. A pessoa experimenta a profundidade de cor pura – a cor por dentro.

 

entrevista por Ilda Teresa de Castro

 

tradução dina duque

 

nota: uma versão mais desenvolvida desta entrevista será publicada no próximo número da revista artciencia.com

. .

on Planetary Art and Technoromanticism

. sbimage3 .

Interview with Stéphan Barron concerning Arte & Ecology

 

by Ilda Teresa de Castro

 

.

 

Edgard Morin wrote: «Earth Art takes the Earth as its raw material for emotional and introspective expression, using telecommunication technologies to highlight distance and geographical space. This art form explores the emotions and poetry of distance, and reflects on globalisation, and its human and ecological consequences; Stéphan Barron’s adventure awakens and alerts us to a broader conscience of our planet».

 

You start working on Planetary Art in mid 80 ́s. After all these years, what have changed in your concerns about the ecological consequences of globalization? How does it reflects in your work?

 

In the 80s we were full of optimism. We look at the emerging technological world as a promise of more brotherhood, frontiers’ abolition, artistic autonomy, decentralization and resistance. It was for us a virgin universe, an experimentation field of artistic innovation without limits. A rich destiny was promised for Humanity, more a solution than a problem. But since the 80’s it’s no longer possible for Europe or the developed nations look at globalization as the promise of infinite progress. Scientists and environmentalists warn about the disappearance of primary forests, atmosphere’s deterioration (pollution, ozone), climate change and the radical loss of biodiversity.

 

My first works in 1986/1987 as Thaon/New York, Orient-Express, … called for a global consciousness, to use telecommunications technology to remove physical movements. With these works I wanted to express a poetry of Earth therefore, the idea of a planetary Art. The following works added to these sublimated global environmental concerns a louder and critical alert level, an expression of the ecological crisis more and more prevalent: Plants from my garden 1991, The blue sky 1994, Ozone 1996, Compost in 2000.

 

In the course of time did you see an increment of interest on Art&Ecology both from the authors or/and the public?

 

The public and artists have turned increasingly to these environmental issues, despite the politically controlled institutions, the galleries and the collectors motivated by money and economic power. The power offers resistance to a critical ecological vision, but the artistic medium eventually integrates this dimension if it can make money with art. If ecology turns to be new and fashion, especially if not too critical, then quickly all possible works are repainted of green. The artistic production is tolerated, in Nature Art as Land Art, if it doesn’t question radically the economic model and the dogma of a devastating growth. Land Art was initially essentially a demiurgic American vision of domination and of reconfiguration of the nature.

 

In what manner the artistic work related to ecological conceptions had influenced the public growing of an eco-consciousness? Do people have more consciousness of the local and global ecological problems?

 

Works of art have a profound influence. They allow to anchor in the bottom of the imaginary the ecological issues.

 

Certainly, scientific information on the environmental crisis and food scandals for instance, have resulted in greater awareness, but much remains to be done to really change behaviors and habits. This is a real inner revolution which often requires fighting against one’s upbringing, family, social environment, social pressure. Global issues have to fight against the selfishness, blindness and ignorance. These issues seem abstract and distant. To start an ecological approach one must relearn. Instead of going alone in one’s car, one must feel comfortable riding a bike among people around the town. If it is to fight against the polar warming, people are not very concerned. Body awareness and the need to be healthy really helps much more. If one learns the pleasure of moving his body on a bike and not in a gym, to be in contact with the city, the others, is a good motivation.

 

Climate change begins to be noticeable to foster agriculture in Europe. We may soon be facing food emergencies in Europe, and no longer just in Africa. The relationship, the interaction between our inner selves, our bodies, what surrounds us, to the other, the distant, the cosmos is not only a scientific or mystical abstraction, but a tangible reality. When all this turn out to make sense, ecology becomes a positive and constructive act for each other.

 

Did artists becomes more eco-activist ?

 

In the 70s and 80s, ecological art or rather art about nature was mostly land art, which often reflected not an harmonious attitude of man towards nature but a very domineering one. The artist’s imprint was expressed as a domination of man over nature. Institutions were exposing a pastoral dimension and not a critical one. This art was an extension of traditional sculpture and an extension of Duchamp. The nature was presented in the field of art merely as an object amongst others. It was just in the turn of the century that the artists have began to express themselves about the environmental themes and that we begin to express environmental emergencies in the field of art.

 

There is a process of Greenwashing in institutions, companies and collectors who want to demonstrate a cynical interest in this art form, showing well-established artists in the art market or little critical artists, sometimes even in contradiction with the ecological approach. After stating that environmentalists artists were reactionary and outmoded hippies, after having mocked the ecology and having censored these artists, the artists themselves have “repainted in green”. So, for how long all these attitudes of resistance against the ecological evidence? There is an ecological transition of art.

 

Other artists involved are also activists in their daily lives. In 1997 we completed the implementation of eco-activist urban intervention Flower Power. It consists of planting wild seeds near houses of moderate rent, in order to replace parking by pedestrian green zones. It was also a challenge to a political order that didn’t want to accept the expression of the poor.

 

They are what Restany called the other side of the art, that of an ethical commitment, for them, art is more than the mere production of objects. As Pierre Restany said, it is an existential approach, and these artists cannot do their art without this radical commitment. Art and life are inseparable for them. This is not a way to make money, but an inner necessity and ethics.

 

Technoromanticism as a techno-ecological romanticism (essence of Earth Art) establishes a relation between technology and ecology and a parallel with the Romantic aesthetic. It seems that this concept of a philosophical, artistic and social movement which proposes an anthropological mutation in which the im- pact of technology on human beings and Nature would be counterbalanced by the development of a new consciousness, and a modern interpretation of self-awareness becomes more and more accurate as time goes by. In your book, published in 2003, you place a list of practices, like a praxis of life, to achieve this balance between consciousness and spirituality versus technology and progress in it most materialistic form.

 

After ten years, are we growing in the direction of this anthropological mutation?

 

We see it around us every day. Times are changing. What was taken as a marginal fantasy became reality, sometimes encouraging (ecological conversion increasingly obvious, abandonment of nuclear power in Germany), sometimes tragic (the Fukushima accident in a nation at the top technology, and the pursuit of nuclear power in France). The struggle continues.

 

Gregory Bateson, Félix Guattari, Maturana e Varela, Pierre Restany, Bernard Stiegler, Isabelle Stengers, are some of an among of authors that look for a better way of being human. What do we still miss to accomplish a more human humanity?

 

Love, compassion, all that is taught by the philosophies and religions that are the real drivers of change. Everything flows naturally from there… The art work Monochrome 2012, is a work that incorporates meditative dimension and the ability of each to get in immersion with inner images. This work immerses viewers in the pure perception of color without the interface of a hardware implementation. Everyone had a profound experience of pure color, interior color.

 

Monochromes consists on providing experiences of mental visualization of pure color in a state of deep meditative relaxation, using the techniques of relaxation therapy. The purpose of this project is to give viewers access to purely mental and intangible works. These spectators become actors, creators of their own works of interior art. This work of meditation invites you to experience the art in an intense and profound way. I wrote visualization exercises, mental exercises to Monochrome. Exercises are performed in sophronique state (induced relaxation between waking and sleeping state). This work seems very different from the planetary works or eco–activists. However, they are the expression of a deep ecology, a vision of the mental and purely imaginary art. This work wants to express directly the spiritual dimension of art at the origin of an ecology of mind.

 

(MONOCHROMES draw the viewers into a pure perception of colour without the presence of a physical art work. One experiences the depth of pure colour – the colour within).

 

translation dina duque

 

note: a more developed version of this interview will be published in the next issue of the artciencia.com online magazine

 

.

 

.

 

sur L´Art Planétaire et le Technoromantisme

. sbimage2 . Entretien avec Stéphan Barron a propos de L´Art & Ecologie par Ilda Teresa de Castro .

Edgard Morin à écrit: «L’Art Planetaire prend la terre comme matière première pour l’expression émotionnelle et introspective, en utilisant les technologies de télécommunication pour mettre en évidence la distance et l’espace géographique. Cette forme d’art explore les émotions et la poésie de la distance et est une réflexion sur la mondialisation et ses conséquences humaines et écologiques; L’aventure de Stéphan Barron nous réveille et nous alerte sur une conscience plus large de notre planète ».

 

Vous avez commencé à travailler sur l’Art Planetaire au milieu des années 80. Après toutes ces années, ce qui a changé dans vos préoccupations sur les conséquences écologiques de la mondialisation? Comment ça se reflète dans votre travail?

 

Dans les années 80 nous étions plein d’optimisme et nous voyons l’univers technologique naissant comme une promesse de plus de fraternité, d’abolition des frontières, d’autonomie des artistes, de décentralisation, de résistance. Il était pour nous un univers vierge, un terrain d’expérimentation et d’innovation artistique sans limite. Il semblait promettre un destin riche pour l’humanité, une solution plus qu’un problème. Mais depuis les années 80 il n’est plus possible pour les européens ou les nations développées de voir la globalisation comme la promesse d’un progrès infini. Les scientifiques et les écologistes nous mettent en garde sur la disparition des forêts primaires, sur la détérioration de l’atmosphère (pollution, ozone), sur le changement climatique et la chute radicale de la biodiversité.

 

Mes premiers travaux en 1986/ 1987 comme Thaon/New York, Orient-Express, … appelaient à une conscience globale, à une utilisation des technologies de télécommunications pour supprimer les déplacements physiques. Ces oeuvres voulaient exprimer une poésie de la Terre d’où l’idée d’un Art planétaire. Les travaux qui ont suivi ont ajouté à ces préoccupations écologiques globales sublimées, un niveau d’alerte critique plus fort, une expression de la crise écologique de plus en plus prégnante : Les plantes de mon jardin 1991, Le bleu du ciel 1994, Ozone 1996, Compost en 2000.

 

Dans le cours du temps avez-vous témoigné une augmentation de l’intérêt sur l’art et écologie par les auteurs et/ou du public?

 

Le public et les artistes se sont tournés de plus en plus vers ces enjeux écologiques, malgré les résistances très fortes et très puissantes des institutions contrôlées politiquement, des galeries et des collectionneurs motivés par l’argent et issus du pouvoir économique. Les pouvoirs résistent à une vision écologique critique, mais le milieu de l’art fini par intégrer cette dimension à condition de pouvoir gagner de l’argent avec des oeuvres d’art. Si le nouveau et la mode passent par l’écologie, surtout si elle n’est pas trop critique, alors vite ils repeignent en vert toutes les oeuvres possibles. Ils ont toléré d’abord une production artistique plus consensuelle d’un art dans la nature comme le Land Art qui ne remet pas radicalement question le modèle économique et le dogme d’une croissance dévastatrice. Le Land Art était au début essentiellement une vision américaine démiurgique de domination et de reconfiguration de la nature.

 

De quelle façon le travail artistique liée à des conceptions écologiques a influencé la culture publique d’une conscience écologique? Les gens ont plus conscience des problèmes écologiques locaux et mondiaux? 

 

Les œuvres d’art ont une influence profonde elles permettent d’ancrer au fond de l’imaginaire les enjeux écologiques.

 

Les informations scientifiques sur la crise écologique, les scandales alimentaires ont abouti à une meilleure conscience mais il reste beaucoup à faire pour changer vraiment les comportements et les habitudes. C’est une vraie révolution intérieure qui nécessite souvent de lutter contre son éducation, sa famille, ses conditionnements, la pression sociale. Les enjeux globaux se heurtent à l’égoïsme, à l’aveuglement et l’ignorance. Ces enjeux semblent abstraits et lointains. Pour entamer une démarche écologique, il faut par exemple réapprendre à passer du confort paresseux d’être tout seul dans sa voiture à celui de se déplacer sur un vélo au milieu des gens dans la ville. Si c’est pour lutter contre le réchauffement des pôles, les gens ne sont pas très concernés. La conscience du corps et la nécessité d’être en bonne santé aident beaucoup plus. Si on réapprend le plaisir de bouger son corps sur un vélo et pas dans une salle de fitness, d’être au contact de la ville, des autres c’est une bonne motivation. 
Le changement climatique commence à être perceptible pour l’agriculture nourricière en Europe, bientôt nous risquons d’être confrontés à des urgences alimentaires en Europe, ça ne concernera plus seulement l’Afrique. La relation, l’interaction entre notre intériorité, notre corps, ce qui nous environne, jusqu’au lointain, l’autre, le cosmos n’est plus seulement une abstraction scientifique ou mystique, mais une réalité tangible. Quand tout ceci prend du sens, l’écologie devient un acte positif et constructif pour chacun.

Est-ce que les artistes deviennent plus éco-activistes?

 


Dans les années 70 et 80, l’art écologique ou plutôt, l’art dans la nature, était essentiellement le Land Art 
qui avait souvent une attitude très dominatrice sur la nature et pas toujours harmonieuse. Il voulait inscrire l’empreinte de l’artiste comme domination de l’homme sur la nature. Les institutions n’exposaient qu’une dimension bucolique et non critique d’un art dans la nature. Cet art n’était qu’un prolongement de la sculpture traditionnelle et un prolongement du geste de Duchamp, où la nature était un objet de plus à «présenter» dans le domaine de l’art. Ce n’est qu’au tournant du siècle que les artistes critiques abordant les thématiques écologiques on commencer à exprimer un art déplaçant les urgences écologiques dans le domaine de l’art. 
Il y a une démarche de Greenwashing chez les institutions, les entreprises et les collectionneurs qui ont voulu avec cynisme afficher un intérêt pour cette forme d’Art en montrant des artistes bien implantés dans le marché de l’art ou ayant des discours peu critiques, voire en contresens avec la démarche écologique. Après avoir affirmé que les artistes écologistes étaient des hippies réactionnaires et démodés, avoir raillé l’écologie et avoir censuré ces artistes, le milieu de l’art, les artistes eux-mêmes repeignent en vert ou prétendent écologiques des oeuvres d’art du marché. Mais toutes ces attitudes de résistance d’un ordre ancien vont-elles pouvoir tenir longtemps face à l’évidence écologique. Il y a une transition écologique de l’art.

Les artistes peuvent rendre ceci encore plus clair, évident, intégré dans notre imaginaire et donc nos actes.

 

D’autres artistes engagés sont aussi des activistes dans leur vie quotidienne. En 1997 nous avons réalisé l’oeuvre eco-activiste d’intervention urbaine Le pouvoir des fleurs. Elle a constitué en une série d’actions de plantation de graines sauvages au pied des Habitations à Loyer Modéré, en l’élaboration d’un plan de rue verte alternatif limitant la place de la voiture pour la remplacer par des zones piétonnes arborées, et la contestation d’un ordre politique qui n’acceptait pas l’expression des habitants pauvres.

 

Ils sont dans ce que Restany appelait l’autre face de l’art, celle d’un engagement éthique, plus que dans la production d’objets. Comme le disait Pierre Restany, il s’agit d’une démarche existentielle, et ces artistes ne peuvent pas faire l’économie de cette engagement radical dans leur art. L’art et la vie sont pour eux indissociables, ce n’est pas un moyen de faire de l’argent mais une nécessité intérieure et éthique.

 

Technoromantisme comme un romantisme techno-écologique (essence de l’Art Planetaire) établit une relation entre la technologie et l’écologie et un parallèle avec l’esthétique romantique. Il semble que ce concept d’un mouvement philosophique, artistique et social qui propose une mutation anthropologique dans laquelle l’impact de la technologie sur les êtres humains et la nature serait compensée par le développement d’une nouvelle conscience et pour une interprétation moderne de la conscience de soi, devient de plus en plus précis. Dans votre livre, publié en 2003, vous placez une liste de pratiques, comme une praxis de la vie, pour atteindre cet équilibre entre la conscience et la spiritualité par rapport à la technologie et le progrès, dans sa forme plus matérialiste.

 

Après dix ans, nous sommes de plus en plus dans le sens de cette mutation anthropologique?

 

Nous le voyons au quotidien autour de nous, la mutation est en marche. Tout ce qui était pris pour une fantaisie d’illuminés marginaux est devenu une réalité parfois encourageante (la conversion écologique de plus en plus évidente, l’abandon du nucléaire en Allemagne), parfois tragique (l’accident de Fukushima dans une nation au sommet de la technologie et la poursuite du nucléaire en France). La lutte continue.

 

Gregory Bateson, Félix Guattari, Maturana e Varela, Pierre Restany, Bernard Stiegler, Isabelle Stengers, sont quelques-uns parmi d’autres auteurs qui cherchent une meilleure façon de l’être humain. Qu’est-ce que nous manquons encore pour accomplir une humanité plus humaine?

 

L’amour, la compassion, tout ce qui est enseigné par les philosophies et les religions, ce sont les véritables moteurs du changement. Tout découle naturellement de là… L’oeuvre d’art Monochromes de 2012, est une oeuvre qui intègre la dimension méditative et la capacité de chacun d’entrer en immersion avec ses images intérieures. Cette oeuvre immerge les spectateurs dans la perception pure de la couleur sans l’interface d’une œuvre matérielle. Chacun fait l’expérience profonde de la couleur pure, la couleur intérieure.

 

Monochromes consiste à proposer des expériences de visualisation mentale de la couleur pure en état de profonde détente méditative, en utilisant les techniques de la sophrologie. Le but de ce projet est de donner aux spectateurs accès à des œuvres purement mentales et immatérielles.
Ces spectateurs deviennent acteurs, créateurs de leurs propres œuvres d’art intérieures. Cette oeuvre de la méditation invite à vivre l’art de façon intense et profonde. J’ai écris des textes d’exercices de visualisation, exercices mentaux pour Monochromes. Les exercices sont réalisés en état sophronique (état induit par la relaxation entre veille et sommeil).

Cette oeuvre qui semble très différente des oeuvres planétaire ou des oeuvres participatives eco-activistes est pourtant l’expression d’une écologie plus profonde, d’une vision de l’art purement imaginaire et mental. Cette oeuvre veut exprimer de façon directe la dimension spirituelle de l’art à l’origine d’une écologie de l’esprit.

 

(MONOCHROMES draw the viewers into a pure perception of colour without the presence of a physical art work. One experiences the depth of pure colour – the colour within).

 

traduction dina duque

 

note: a more developed version of this interview will be published in the next issue of the artciencia.com online magazine

.


. . .

Not With Us Anymore .

10305507_333539836826950_8173902168393815486_n

Este projecto convida as pessoas de todo o mundo a apresentar imagens de animais que morreram em resultado de uma colisão numa estrada ou noutros acidentes graves que envolvem seres humanos.

É um projecto artístico sem fins lucrativos que quer retratar o pós-mortem de animais anónimos como personalidades com histórias de vida únicas.

Tea Makipaa and Monika Thomas 29th September 2014

This project invites people from around the globe to submit images of animals who have died as a result of a collision on a road or other accident involving humans.

This not-for-profit art project wants to post-mortem portray anonymous animals as personalities with unique life stories.

Tea Makipaa and Monika Thomas 29th September 2014 . ler / full text Not With Us Anymore .


.

Alaskan Composer Wins Pulitzer For ‘Become Ocean’

 

 

interview with John Luther Adam by Tom Huizenga (April, 14, 2014)

jla2-0b7f2db041fc1b213d70c94aefebabd7a3c2f33b-s40-c85 . . ler / full text interview with John Luther Adam ..


. art and animal testing for cosmetics arte e testes animais em cosmética

Artista Jacqueline Traide submetida a torturas similares às infligidas aos animais não-humanos usados em experiências laboratoriais de produtos de cosmética, com a intenção de aumentar a consciência para essa realidade.

Jacqueline Traide

tumblr_m8vj4zvLBA1rwyyzxo1_1280 .

ler / full text Artist Gets Tortured Like an Animal to Raise Awareness for Animal Cosmetics Testing

.

.

.

The Topography of Tears

Rose-Lynn Fisher

tears

A topografia das Lágrimas é um estudo de 100 lágrimas fotografadas através de um microscópio de luz, ampliadas 100x ou 400x. O projeto começou num período de mudanças pessoais, perda e lágrimas copiosas. Um dia, perguntei-me se as minhas lágrimas de tristeza seriam diferentes das minhas lágrimas de felicidade e decidi explorá-las de perto, usando ferramentas da ciência para fazer arte e para refletir sobre questões pessoais e estéticas (…).

ps:
Fico satisfeita se a minha arte acrescentar algo a uma conversa maior e se o interesse público ajudar a motivar a investigação científica e conduzir a uma análise mais profunda sobre a linguagem e conteúdo das nossas lágrimas. Esse é o melhor encontro entre a arte e a ciência, embora não faça nenhuma reivindicação científica no meu trabalho, nem quaisquer declarações sobre qualquer coisa, excepto, talvez, a poesia da vida.

.

The Topography of Tears is a study of 100 tears photographed through a light microscope, magnified 100x or 400x. The project began in a period of personal change, loss, and copious tears. One day I wondered if my tears of grief would look any different from my tears of happiness – and I set out to explore them up close, using tools of science to make art and to ponder personal and aesthetic questions. (…)

ps:
I’m pleased if my artwork has something to add to a larger conversation, and if public interest helps motivate scientific inquiry that ultimately leads to deeper insight about the language and content of our tears. Then it’s the best meeting of art and science. I’m not making any scientific claims in my work though, nor any declarations about anything except perhaps the poetry of life.

ler / full text in Rose-Lynn Fisher

.


. .. Invocations by Catarina Fontoura fly29

 

Invocações é a exploração de uma série de encontros particulares entre os seres humanos e os insectos; uma intensa jornada para capturar o desconhecido e para entender a grande fuga do Homem da Natureza, mas também para compreender a atração do Homem para com as outras formas de vida.Violência e graça estão constantemente presentes em Invocações e seguem o observador enquanto ele caminha no escuro. Voo e inquietação são emparelhados com momentos de vulnerabilidade e iluminação. Esta série de fotografias é o resultado de numerosas visitas de captura e estudo de traças em todo o continente britânico durante o período de dois anos. As traças e as pessoas são retratadas ao lado da paisagem nocturna escura que as envolve.

 

.

 

Invocations is an exploration of a series of particular encounters between humans and insects; an intense journey to capture the unfamiliar and to understand Nature’s grand fleeing from Man but also to comprehend Man’s attraction to other forms of life.

 

Violence and grace are constantly present in Invocations and pursue the observer as he walks in the dark. Flight and restlessness are paired with moments of vulnerability and enlightenment.

 

This series of photographs is the result of numerous visits to moth trapping sessions across the British mainland during the period of two years.

 

Moths and people are portrayed alongside the dark nocturnal landscape that involves them.

 

ler / full text in European Prospects

 

 

.


.

Screening The Forest

not-a-soul1-1

A floresta é naturalmente cinematográfica. Na última década, esta paisagem natural tornou-se um local de exploração criativa para os cineastas na arte contemporânea da Ásia. A curadoria de um programa de cinema asiático geralmente acaba com uma seleção de filmes agrupados de acordo com a suposta importância de seus autores e  identidade e história de cada nação. Screening the Forest toma a natureza como ponto de partida. Ao colocar a floresta no centro de uma prática curatorial, enfatizamos que o cinema não é apenas cultural e esteticamente, mas também, naturalmente, construído. Além disso, através de certas escolhas estéticas, este programa investiga as maneiras pelas quais o cinema comunica a sensação de estar numa floresta de um modo que as outras formas de arte não podem.

O programa entrelaça as florestas cinematográficas de Tailândia, Singapura, Filipinas e Taiwan (e em alguns casos, a floresta não se refere a nada, apenas ao mundo interpretado no seu próprio território).

 

Sensory, colourful and widescreen, the forest is already naturally cinematic. In the past decade, this natural landscape has become a site of creative exploration for contemporary art filmmakers in Asia. Curating a programme of Asian cinema usually ends up with a selection of films grouped according to the supposed importance of their auteurs and to the identity and history of each nation. Screening the Forest takes nature as a point of departure. By placing the forest at the centre of a curatorial practice, we emphasize that cinema is not only culturally and aesthetically, but also naturally, constructed. Moreover, through certain aesthetic choices, this programme investigates the ways in which cinema communicates the sense of being in a forest in a mode that other art forms cannot.

The programme weaves together the cinematic forests of Thailand, Singapore, the Philippines and Taiwan (and in some cases, the forest refers to nothing but a world construed in its own territory).

ler / full text in screening nature . a virtual habitat of flora, fauna, and film

.


.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s