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Estudos Críticos Animais na Europa (Dossier) Critical Animal Studies in Europe

– conversa com Nuria Almiron sobre a 6ª Conferência da Associação Europeia para os Estudos Criticos Animais e o Centro de Ética Animal da Universidade Pompeu Fabra / interview with Nuria Almiron on the 6th Conference of the European Association for Critical Animal Studiesand and on the Centre for Animal Ethics da Universidade Pompeu Fabra, Ilda Teresa de Castro

(entrevista / interview – no. X . 2018-2019)

Estudos Críticos Animais na Europa (Dossier) Critical Animal Studies in Europe

– conversa com Hana Platková sobre a Conferência sobre os Direitos dos Animais na Europa (CARE) e a  Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ) / interview with Hana Platková on the Conference on Animal Rights in Europe and on the Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ), Ilda Teresa de Castro

(entrevista / interview – no. X . 2018-2019)

Os animais não-humanos nunca estiveram em situação mais precária – conversa com Rod Benisson* sobre a Conferência Minding Animals 4 e sobre os Estudos Animais / Nonhuman animals have never been in a more precarious situation – interview with Rod Benisson on the Minding Animals Conference 4 and Animal Studies, Ilda Teresa de Castro

(entrevista / interview – no. IX . 2017-18)

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Estudos Animais na Europa (Dossier) Animal Studies in Europe

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Conversa com Nuria Almiron* por Ilda Teresa de Castro*

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A 6ª Conferência da Associação Europeia para os Estudos Criticos Animais vai realizar-se em Barcelona entre 22 e 24 de Maio de 2019 e a chamada de trabalhos (CFP) já foi lançada. O evento será acolhido pela Universidade Pompeu Fabra em articulação com o Centro para Ética Animal for Animal da UPF e o Departamento de Comunicação da UPF.

Quais são as expectativas deste centro e departamento da Universidade Pompeu Fabra na organização desta conferência internacional?

Esperamos atrair académicos que trabalhem principalmente no campo de Estudos Críticos Animais (CAS), dispostos a discutir as suas pesquisas mais recentes sobre temas relacionados aos CAS e a refletcir sobre o momento em que esse movimento vive atualmente. A conferência é uma conferência do CAS, organizada pela EACAS e pela UPF-CAE e assim, esperamos uma grande quantidade de pessoas que trabalhem os temas dos estudos críticos animais, os estudos sobre veganismo, a ética animal e as questões não-especistas. Esperamos, no entanto também, atrair um número de estudiosos que possam estar nas margens do CAS e prontos para participar nas discussões críticas. E, claro que também esperamos ter a pluralidade de vozes típica de outras conferências da EACAS, incluindo académicos, investigadores, estudantes e atcivistas profissionais e não profissionais. A conferência realmente incentiva a participação de muitos activistas, planeamos ter dois painéis formados exclusivamente por activistas convidados.

Qual o âmbito e abrangência de acção do Centre for Animal Ethics da UPF?

O UPF-CAE promove abordagens éticas não-especistas na academia e na sociedade em geral. Trabalhamos como um think tank académico, que é uma organização académica que produz conhecimento para apoiar a libertação animal através da produção e disseminação de pesquisas, da assessoria a grupos e organizações da sociedade civil e a lobbies. Não nos queremos sobrepor a organizações de defesa dos direitos dos animais, mas apoiá-las com investigação e raciocínio. Também temos como um de nossos principais objetcivos transformar as organizações académicas, de modo que a ética animal, o respeito pelos animais-não-humanos e o anti-especismo se normalizem à medida que os estudos racistas, feministas ou classistas se tornam passado. Hoje em dia, ninguém duvida na academia que as nossas actividades e pesquisas devem ser não-sexistas, não-racistas, não-classistas, etc. Agora é a vez de incorporar a abordagem não-especista à vida universitária qouotidiana.

Qual a actual situação de tomada de consciência para a senciência animal em Barcelona e de modo mais alargado na Catalunha? É possível fazer uma avaliação do impacto dos valores da ética animal na práxis e vida quotidiana das populações? Há casos de hábitos e de tradições em mudança?

A Catalunha tem sido uma referência dentro da Espanha no que respeita à defesa dos outros animais. Isso não significa que tudo seja perfeito aqui, mas foi aqui que uma das legislações pioneiras foi aprovada e depois inspirou o resto da Espanha e outros países. Acho que ainda é uma referência de pioneirismo nestas matérias e depois de tantas campanhas para promover os direitos dos animais, acho que os catalães têm orgulho nisso e o querem preservar e expandir. Por exemplo, proibimos as touradas, tentamos banir os animais nos circos e ter sucesso com os domesticados, temos uma incrível campanha para transformar os jardins zoológicos em algo radicalmente diferente, vimos as opções veganas florescerem nos últimos anos de uma maneira incrível, vimos também a abordagem crítica binária humano-animal entrar na universidade, etc. É verdade que as autoridades de Madrid conseguiram retirar a proibição das touradas mas torturar os touros em corridas tem tão poucos seguidores na Catalunha que essa anulação da proibição não terá nenhuma consequência, enquanto que a proibição ainda está a inspirar muitas outras regiões. No geral, penso que existe uma combinação de muito bom trabalho de advocacia a ser feito aqui, graças ao apoio da população e, uma população que aumentou a sua consciencialização devido, simultaneamente, às campanhas da advocacia.

Como se interconectam os principais temas da Chamada de Trabalhos, “poder, libertação total e anti-especismo” enquanto valores da contemporaneidade?

Acho que chegou o momento em que devemos aceitar abertamente que a sociedade está pronta para uma mudança radical. É claro que sempre haverá grupos de interesse, políticos antiquados, líderes religiosos e grupos de cidadãos que lutarão contra os direitos dos animais, mas a sociedade como um todo alcançou o ponto em que a dissonância cognitiva colectiva é muito elevada. Todos nós sabemos que o que está a acontecer está errado. Temos de o corrigir e sabemos como, então, trata-se apenas uma questão de tempo, de alinharmos o nosso comportamento com os valores do século XXI que de forma alguma incluem o que actualmente fazemos com os outros animais.

Pode comentar a afirmação “The animal liberation movement therefore not only calls for justice and compassion for nonhuman animals, but also confront the results of industrial capitalism and modernity with a radical consciousness-raising claim. This claim is radical because it provides the most accurate condemnation of privilege and the status quo by revealing how inequality does not exist only at the intra-species level, but also at the inter-species level, and that both levels are closely interlinked and thus ought to be addressed jointly.” (CFP)

Os Estudos Criticos Animais (CAS) têm sido fortemente caracterizados por uma crítica estrutural do sistema económico, social e político actual. Os CAS não só reivindicam o respeito pelos animais-não-humanos tal como eles merecem, mas desconstroem a ideologia do especismo de maneira profunda, para que possamos identificar o que está errado, porquê e corrigi-lo. O capitalismo e a desigualdade estão no centro de tudo, a actual opressão animal não pode ser explicada sem o actual capitalismo. Por essa mesma razão, o CAS é profundamente orientado para a intersecção, uma vez que a ideia de que todas as opressões estão interconectadas é fundamental.

*Núria Almiron é Professora Associada de Comunicação na Universitat Pompeu Fabra em Barcelona, Espanha. Os seus principais tópicos de pesquisa estão focados na economia política da comunicação, na ética da mediação, na análise do discurso e nos grupos de interesse e defesa de direitos que abordam questões críticas animais. O seu trabalho tem aparecido em Estudos de Jornalismo, Comunicação Ambiental, Revista Internacional de Comunicação, Gazeta Internacional de Comunicação, Triple-C, American Comportamental Scientis e outros. É co-editora de Critical Animal and Media Studies (Routledge, 2015, com Matthew Cole e Carrie P. Freeman) e coordenadora do mestrado em Estudos Internacionais sobre Mídia, Poder e Diferença.

*llda Teresa de Castro é ecóloga, artista e investigadora. Realiza o pós-doutoramento (2013-2019) Paisagem e Mudança – Movimentos, com apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Doutorada em Ciências da Comunicação / Cinema e Televisão, na FCSH, da Nova de Lisboa, com uma tese sobre a participação do filme na sensibilização ecológica. É formada em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e em Peritos em Arte na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva, Lisboa. É autora de vários ensaios e dos livros Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015); a trilogia sobre Cinema Português, Animação Portuguesa (2004); Cineastas Portuguesas (2001); Curtas Metragens Portuguesas (1999) e o cartoon book Não Fazer Nada É que É Bom 1991-2004 (2005). Enquanto ecoartista desenvolve projectos multidisciplinares num cruzamento entre arte, ecologia, filosofia e ciência com enfoque no domínio ecocritico, ambiental e animal. Os seus ecofilmes têm sido exibidos em ecofestivais e ecoconferências na Amazónia – Brasil, Panjim – Goa, Mexico City – México, Porto, Lisboa e Colares – Portugal. É a fundadora e editora da plataforma e revista online: ecomedia, ecocinema e ecocritica animalia vegetalia mineralia.

tradução de ilda teresa de castro

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(Dossier) Animal Studies in Europe

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Interview with Nuria Almiron* by Ilda Teresa de Castro*

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The 6th Conference of the European Association for Critical Animal Studies will be held in Barcelona between 22 and 24 May 2019, and the CFP has already been launched. The event will be hosted by Universitat Pompeu Fabra in conjunction with UPF’s Centre for Animal Ethics and UPF’s Department of Communication.

What are the expectations of this Centre and Department of Universitat Pompeu Fabra in the organisation of this international conference?

We expect to attract scholars mostly working in the field of critical animal studies (CAS) willing to discuss their latest research on topics related to CAS and to reflect on the moment this movement is living nowadays. The conference is a CAS conference, organized by EACAS and UPF-CAE, and thus we expect a large amount of people working on critical animal studies topics, vegan studies, animal ethics, and non-speciesist stuff. We expect, however, also to attract a number of scholars that may be on the edges of CAS and ready to engage in critical discussions. We of course expect as well to have the typical plurality of voices as in other EACAS conferences, including scholars, researchers, students and professional and non professional activists. The conference actually encourages very much activist participation, we plan to have two panels made up of invited activists exclusively.

What is the scope and scope of action of the UPF Center for Animal Ethics?

The UPF-CAE promotes non-speciesist ethical approaches in academia and society in general. We work as an academic think tank, that is an academic organization producing knowledge to support animal liberation by means of producing and disseminating research, advise to civil society groups and organizations and lobbying. We don’t want to overlap with animal rights organizations but to support them with research and thinking. We also have as one of our main goals to transform academic organizations, so animal ethics, the respect for nonhuman animals and antispeciesism becomes normalized as racist, feminist or classist studies became in the past. Nowadays, no one doubts in the academia that our activities and research must be non-sexist, non-racist, non-classist, etc. Now it is the turn to incorporate the non-speciesist approach to the daily university life.

What is the actual situation of consciousness-raising for animal sentience in Barcelona and more broadly in Catalonia? Is it possible to assess the impact of values of animal ethics on the praxis and daily life of populations? Are there cases of changing habits and traditions?

Catalonia has typically been a reference within Spain regarding the defense of other animals. This doesn’t mean everything is perfect here but it used to be that here some of the most pioneering legislation was passed, and then inspired the rest of Spain and other countries. I think it still is, and after so many campaigns to foster animal rights I think Catalans are proud of this and want to preserve it and expand it. We have for instance banned bullfighting, tried to ban animals in circus and succeed with the domesticated ones, we have an amazing campaign to transform zoos into something radically different, we’ve seen the vegan options blossom in the last years in an incredible way, we’ve seen also the critical approach to the human-animal binary enter the university, etc. It is true that the Madrid authorities managed to withdraw the ban on bullfighting, but torturing bulls in corridas has so little followers in Catalonia that this uplift of the ban won’t have any consequence, while the ban is still inspiring many other regions. Overall, I think there is a combination of very good advocacy work being done here thanks to the support of the population and a population who has raised its awareness because of, at the same time, those advocacy campaigns.

How do interconnect the central themes of the CFP, “power, total liberation and anti-speciesism” as values of contemporaneity?

I think the moment has arrived that we must openly accept that society is ready for a radical change. Of course, there will always be interest groups, old-fashioned politicians, and religious leaders, and groups of citizens that will struggle against animal rights, but the society as a whole has reached the point where the collective cognitive dissonance is too high. We all know that what is going on is wrong. We must fix it and we know how, so it is just a matter of time we align our behavior with the 21st century values that in no way include what we currently do to other animals.

Will you please comment the statement “The animal liberation movement therefore not only calls for justice and compassion for nonhuman animals, but also confront the results of industrial capitalism and modernity with a radical consciousness-raising claim. This claim is radical because it provides the most accurate condemnation of privilege and the status quo by revealing how inequality does not exist only at the intra-species level, but also at the inter-species level, and that both levels are closely interlinked and thus ought to be addressed jointly.”(CFP) ?

Critical animal studies (CAS) have been strongly characterized by a structural criticism of the current economic, social and political system. CAS do not only make a claim for respecting nonhuman animals as they deserve, but it deconstructs the ideology of speciesism in a profound way, so we can identify what is wrong, why and fix it. Capitalism and inequality is at the heart of it all, current animal oppression can’t be explained without current capitalism. For this same very reason, CAS is profoundly intersectional-oriented, since the idea that all oppressions are interconnected is at its heart.

*Núria Almiron is Associate Professor of Communication at the Universitat Pompeu Fabra in Barcelona, Spain. Her main research topics are focused on the political economy of communication, the ethics of mediation, discourse analysis, and interest groups and advocacy addressing critical animal issues. Her work has appeared in Journalism Studies, Environmental Communication, International Journal of Communication, International Communication Gazette, Triple-C, American Behavioral Scientis, and others. She is the co-editor of Critical Animal and Media Studies (Routledge, 2015 with Matthew Cole and Carrie P. Freeman), and coordinator of the MA in International Studies on Media, Power, and Difference.

*Ilda Teresa de Castro is an ecologist, artist and researcher. She is doing the postdoctoral research (2013-2019)  Landscape and Change – Movements, with support by the Foundation for Science and Technology. PhD in Communication Sciences/Cinema and Television at Faculty of Social and Human Sciences, at NOVA University of Lisbon with a thesis which deals with the part films play in the construction of an ecocritical perception. She is graduated in Cinema Studies at Superior School of Theater and Cinema in Lisbon, and in Art Experts at Superior School of Decorative Arts, Foundation Ricardo do Espírito Santo Silva in Lisbon. She is the author of several essays as well as the book Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (I Animal – arguments for a new paradigm – cinema and ecology, 2015); a trilogy of interviews on Portuguese Cinema, Animação Portuguesa, (Portuguese Animation Movies, 2004); Cineastas Portuguesas (Portuguese Women´s Cinema, 2001); Curtas Metragens Portuguesas (Portuguese Short-Films, 1999) and the cartoon book Não Fazer Nada É que É Bom 1991-2004 (To Do Nothing At All – That’s The Life!, 2005). As ecoartist she develops multidisciplinary projects  at a crossroad between art, ecology, philosophy and science, focusing on the ecocritic, environmental and animal domain. As a ecocinema filmmaker and video artist, she has had his works screened in ecofestivals and ecoconferences in Amazonia – Brasil, Panjim – Goa, Mexico City – Mexico, Porto, Lisboa and Colares – Portugal.  She is co-author of the multimedia opera Descartes Never Saw A Monkey (2017). She is the founder and editor of the online ecomedia, ecocinema and ecocritic platform and journal animalia vegetalia mineralia.

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Estudos Animais na Europa (Dossier) Animal Studies in Europe

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Conversa com Hana Platková* por Ilda Teresa de Castro*

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A última Conferência sobre os Direitos dos Animais na Europa (CARE) realizou-se em Praga em Outubro 2018, organizada pela Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ).  Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ) é “uma organização sem fins lucrativos fundada para promover a protecção animal activa e eficaz. A nossa visão é a de uma sociedade que não perceba os animais como fonte de benefício humano, mas como seres vivos com os seus próprios interesses, que devem ser respeitados a partir de bases éticas. Estamos conscientes de que é uma situação muito distante da actual. É por isso que pretendemos concentrar as nossas actividades diárias em pequenos passos individuais que podem melhorar as atitudes da nossa sociedade em relação aos animais, aproximando-nos gradualmente da nossa visão a longo prazo.”

Quais as expectativas na organização desta conferência internacional?

A Conferência sobre os Direitos dos Animais na Europa (CARE) é uma conferência internacional destinada a conectar e inspirar grupos de direitos dos animais em toda a Europa. É uma oportunidade de conhecer e crescer com organizações e indivíduos, novos e estabelecidos. Ao apoiar-se mutuamente através de discussões e debates, o movimento pelos direitos dos animais pode evoluir, fortalecer-se e solidificar-se. Embora o movimento possa ser composto de indivíduos, acreditamos que reunirmo-nos num encontro de mentes, troca de ideias e partilha de estratégias fortalece a causa como um todo. Através de workshops e de oportunidades de networking, todos os grupos podem unir-se e fortalecer-se uns aos outros, no sentido de estabelecer as melhores direcções para o movimento dos direitos dos animais.

Que outras acções fazem parte do programa da Animal Defenders Czech Republic?

No Verão de 2017, o Parlamento Checo adotou uma proibição completa das fábricas de peles que entra em vigor em 2019. Isto aconteceu depois de uma intensa campanha liderada pela OBRAZ desde sua fundação em 2015. Os nossos principais projectos incluem uma campanha contra ovos engaiolados, a campanha Less Meat (Menos Carne) com ênfase em alternativas veganas, a construção de grupos de activistas regionais com eventos regulares de rua e uma campanha de consciencialização contra as fábricas de filhotes (“criadores de cães”).

Qual a actual consciencialização sobre os direitos dos animais não-humanos em Praga e de modo mais alargado na República Checa e na Europa? É possível fazer uma avaliação do impacto dos valores da ética animal na práxis e vida quotidiana das populações? Há casos de hábitos e de tradições em mudança?

Na República Checa e em toda a Europa, os activistas dos direitos dos animais procuram constantemente garantir que o trabalho que realizam e o tempo que passam a lutar pelos animais é o mais eficaz possível. Com isso em mente, gostamos particularmente de nos concentrar em campanhas com o potencial de ajudar a maior quantidade possível de animais. O número de animais criados e depois mortos, tanto para o negócio de pele como para o consumo de carne é enorme, pelo que estas duas áreas são objectivos estratégicos fundamentais para os activistas na Europa.

De um modo mais geral, vemos uma mudança no sentido das campanhas mais institucionais, como solicitar às empresas que concordem com melhores padrões de bem-estar para os frangos, como é o exemplo do sucesso global da campanha sem-gaiolas, e no trabalho com as empresas para garantir que haja mais e melhores opções de comida vegana com melhor qualidade em todo o continente europeu. Também continuamos a trabalhar em campanhas de mudanças individuais, como o Vegan Challenge.

Podemos avaliar até certo ponto o impacto que a campanha pelos direitos dos animais teve sobre o público europeu, analisando indicadores como a frequência com que as palavras vegano e vegetariano (ou as versões traduzidas) são pesquisadas e divulgadas na imprensa – ambos, especialmente o veganismo está subindo continuamente com uma inclinação acentuada nos últimos cinco anos. A quantidade de opções de comida vegana em lojas e restaurantes também é um bom indicador (mostra que há uma procura crescente e o desejo por parte das empresas em atender a essa procura), bem como o aumento do número de consumidores de carne que ocasionalmente comem refeições veganas e que foi enorme. Assistimos neste momento ao nascimento dos direitos dos animais em países como a Ucrânia e a Bielorrússia.

A quantidade de pessoas envolvidas em campanhas pelos direitos dos animais em todo o mundo nunca tão grande quanto que hoje.

A Chamada de Trabalhos tem um enfoque prático muito evidente nos temas principais: “Campanhas de sucesso; Como planear e executar campanhas? Gestão de campanhas, pensamento estratégico, liderança, etc.; Comunicação e narração de histórias de sucesso; Dificuldades e desafios − do zero até organização internacional; Erros e desafios; Produtividade, gestão de tempo, etc.; Cooperação entre organizações, a força do movimento internacional; Angariação de fundos.” Estamos num momento crítico que requer uma avaliação de metodologias e a tomada de medidas na organização dos eventos? Quais as razões para esta opção?

Sim, nós somos assim. Se realmente queremos mudar o mundo para os animais, precisamos de continuamente questionar os nossos métodos e garantir que estamos sendo tão eficazes e eficientes quanto possível. Precisamos sempre de criar estratégias e de pensar seriamente sobre os nossos objetivos e métodos.

A população humana cresce a cada segundo e isso obviamente está ligado à crescente procura de recursos limitados. Tudo o que precisamos de fazer é ler um artigo sobre as mudanças climáticas para ver a ameaça real que enfrentamos, nós e as gerações futuras. Os defensores dos animais têm vindo a dizer desde há anos que o preço que a agricultura animal coloca no nosso ambiente frágil é perigosamente significativo e precisa de ser drasticamente reduzido, mas nos últimos anos estamos finalmente a ver cada vez mais artigos científicos e especialistas documentando essa realidade. Muito simplesmente, não temos tempo a perder, nem os animais nem o nosso planeta.

Como se relacionam os vários grupos de defesa dos direitos animais na Europa e no mundo?

As organizações de defesa dos direitos dos animais têm vindo a comunicar-se desde há décadas em todo o mundo. Mas nos últimos anos, com a ascensão das medias sociais, assistimos a uma união sem precedentes de indivíduos com ideias semelhantes e com os mesmos objectivos. Agora podemos partilhar o nosso conhecimento e experiência em todo o mundo com uma rápida chamada gratuita no Skype ou uma postagem no Facebook. Podemos conectar-nos com outros ativistas através do Twitter e podemos, é claro, encontrar-nos pessoalmente em grandes eventos como o CARE. Conhecer outros activistas de todas as nacionalidades, que podem partilhar os seus conhecimentos e estratégias é um dos maiores benefícios de participar da Conferência CARE. É também muito valioso na medida em que permite prestar atenção e apoio a activistas da Europa Oriental e Central que bem o merecem pelo trabalho de mudança do mundo que estão a realizar.

*Hana Platková é doutoranda em Biologia e trabalha no centro de pesquisa em Praga. É voluntária da OBRAZ – Obránci zvířat (Defensores de Animais) onde actualmente organiza o terceiro leilão de tatuagem que apoia a campanha sem gaiolas lançada na República Tcheca durante o verão de 2018.

*llda Teresa de Castro é ecóloga, artista e investigadora. Realiza o pós-doutoramento (2013-2019) Paisagem e Mudança – Movimentos, com apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Doutorada em Ciências da Comunicação / Cinema e Televisão, na FCSH, da Nova de Lisboa, com uma tese sobre a participação do filme na sensibilização ecológica. É formada em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e em Peritos em Arte na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva, Lisboa. É autora de vários ensaios e dos livros Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015); a trilogia sobre Cinema Português, Animação Portuguesa (2004); Cineastas Portuguesas (2001); Curtas Metragens Portuguesas (1999) e o cartoon book Não Fazer Nada É que É Bom 1991-2004 (2005). Enquanto ecoartista desenvolve projectos multidisciplinares num cruzamento entre arte, ecologia, filosofia e ciência com enfoque no domínio ecocritico, ambiental e animal. Os seus ecofilmes têm sido exibidos em ecofestivais e ecoconferências na Amazónia – Brasil, Panjim – Goa, Mexico City – México, Porto, Lisboa e Colares – Portugal. É a fundadora e editora da plataforma e revista online: ecomedia, ecocinema e ecocritica animalia vegetalia mineralia.

tradução de ilda teresa de castro

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(Dossier) Animal Studies in Europe

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Interview with Hana Platková* by Ilda Teresa de Castro*

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Last Conference on Animal Rights in Europe was held in Prague in October (2018) and is organized by the Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ). Animal Defenders Czech Republic (OBRAZ) is “a non-profit organization founded to promote active and effective animal protection. Our vision is a society that does not perceive animals as a source of human benefit, but as living beings with their own interests, which should be respected on ethical grounds. We are aware that it is a vision very distant from the current situation. That is why we intend to focus our workaday activities on individual steps which can improve our society’s attitude towards animals, getting closer to our long-term vision gradually.”

What are the expectations in the organization for this international conference?

The Conference on Animal Rights in Europe (CARE) is an international conference aimed a connecting and inspiring animal rights groups throughout Europe. It´s a chance to meet and grow with organizations and individuals both new and established. By supporting each other through discussion and debate, the animal rights movement can evolve, strengthen, and solidify. While the movement may be made up of individuals, we believe that coming together to meet minds, exchange ideas, and share strategies strengthens the cause as a whole. Through workshops and networking opportunities, all groups can come together and empower each other to establish the best possible directions for the animal rights movement to take.

What other actions are part of the Animal Defenders Czech Republic program?

In summer 2017, the Czech parliament adopted a complete ban on fur farms effective from 2019. This happened after an intensive campaign led by OBRAZ starting from its foundation in 2015. Our current main projects include a campaign against caged eggs, the Less Meat campaign with an emphasis on vegan alternatives, building regional activist groups with regular street events and an awareness campaign against puppy mills.

What is the current consciousness-raising about the rights of non-human animals in Prague and more broadly in Czech Republic and Europe? Is it possible to make an assessment of the impact of values of animal ethics on the praxis and daily life of populations? Are there cases of changing habits and traditions?

In Czech Republic and throughout Europe, animal rights activists are constantly looking to ensure the work they do and the time they spend fighting for animals is as effective as possible. With this in mind we particularly like to focus on campaigns with the potential to help the highest amount of animals possible. The number of animals farmed and then killed for both fur and flesh is huge, so these two areas are key strategic aims for activists in Europe.

More broadly speaking, we are seeing a shift towards more institutional campaigns, such as urging companies to agree to better welfare standards for chickens as seen with the global success of the cage-free campaign, and by working with companies to ensure there are more and better quality vegan food options across the continent. We also continue to work on individual change campaigns like the Vegan Challenge.

We can gage to an extent the impact that animal rights campaigning has had on the European public by looking at indicators like how often the words vegan and vegetarian (or translated versions) are googled and featured in the press – hint: both of them, especially veganism, are continually rising with a sharp incline having taken place over the last five years. The amount of vegan food options in stores and restaurants is also a good indicator (this shows there is increasing demand and a desire on the behalf of companies to meet that demand), along with the number of meat-eaters who occasionally eat vegan meals which has increased dramatically. We are now seeing the birth of animal rights in countries like Ukraine and Belarus.

The amount of people engaged in campaigning for animal rights worldwide has never been higher than today.

The CFP has a very obvious practical focus on the main themes: “Succesfull campaign; How to plan and execute campaigns? Campaign management, strategic thinking, leadership etc.; Successful communication and storytelling; Difficulties and challenges – from zero to an international organization; Mistakes and challenges; Productivity, time management etc.; Cooperation between organizations, the force of international movement; Fundraising.” Are we in a critical moment that requires an evaluation of methodologies and the taking of measures in the organization of the events? What are the reasons for this option?

Yes, we are. If we really want to change the world for animals, we need to be continuously questioning our methods and ensuring we are being as effective and as efficient as possible. We always need to strategise and spend time thinking seriously about our goals and methods.

The human population is growing every second and this is of course linked to increasing demands on limited resources. All we need to do is read one article about climate change to see the very real threat facing us and future generations. Animal advocates have been saying for years that the toll animal agriculture puts on our fragile environment is dangerously significant and needs to be dramatically reduced, but in recent years we are finally seeing more and more scientific papers and experts documenting this reality. Quite simply, we don’t have time to waste, nor do the animals or our planet.

How do the various animal rights groups connect in Europe and the world?

Animal rights organisations have been communicating for decades around the world, but in the last few years with the rise of social media we have seen an unprecedented union of like-minded individuals with the same goals. We can now share our knowledge and expertise around the world in one quick free Skype call or Facebook post. We can connect with other activists via Twitter and can of course meet each other in person at great events like CARE. Meeting other activists from around
the world who can share their knowledge and strategies with you is one of the greatest benefits to come from attending the CARE Conference. It’s also very valuable in that it empowers activists in Eastern and Central Europe who have yet to receive the attention and support they deserve for the world changing work they are doing.

*Hana Platková is a Ph.D. student in Biology and works at the research center in Prague. She is a volunteer with OBRAZ – Obránci zvířat (Animal Defenders) where she is currently organizing her 3rd tattoo design auction which supports the cage free campaign launched in the Czech Republic during the summer of 2018.

*Ilda Teresa de Castro is an ecologist, artist and researcher. She is doing the postdoctoral research (2013-2019)  Landscape and Change – Movements, with support by the Foundation for Science and Technology. PhD in Communication Sciences/Cinema and Television at Faculty of Social and Human Sciences, at NOVA University of Lisbon with a thesis which deals with the part films play in the construction of an ecocritical perception. She is graduated in Cinema Studies at Superior School of Theater and Cinema in Lisbon, and in Art Experts at Superior School of Decorative Arts, Foundation Ricardo do Espírito Santo Silva in Lisbon. She is the author of several essays as well as the book Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (I Animal – arguments for a new paradigm – cinema and ecology, 2015); a trilogy of interviews on Portuguese Cinema, Animação Portuguesa, (Portuguese Animation Movies, 2004); Cineastas Portuguesas (Portuguese Women´s Cinema, 2001); Curtas Metragens Portuguesas (Portuguese Short-Films, 1999) and the cartoon book Não Fazer Nada É que É Bom 1991-2004 (To Do Nothing At All – That’s The Life!, 2005). As ecoartist she develops multidisciplinary projects  at a crossroad between art, ecology, philosophy and science, focusing on the ecocritic, environmental and animal domain. As a ecocinema filmmaker and video artist, she has had his works screened in ecofestivals and ecoconferences in Amazonia – Brasil, Panjim – Goa, Mexico City – Mexico, Porto, Lisboa and Colares – Portugal.  She is co-author of the multimedia opera Descartes Never Saw A Monkey (2017). She is the founder and editor of the online ecomedia, ecocinema and ecocritic platform and journal animalia vegetalia mineralia.

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Os animais não-humanos nunca estiveram em situação mais precária

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Conversa com Rod Benisson* sobre a Conferência Minding Animals 4 e sobre os Estudos Animais

por Ilda Teresa de Castro

O próximo MAC4 vai ser realizado na Cidade do México em 2018, após o último encontro em Nova Deli, em 2015. Trata-se de prosseguir a diversificação dos países de acolhimento e promover a Minding Animals Internacional em redor do globo, ideia sobre a qual falámos na entrevista anterior em 2015 ou, nessa escolha, é possível entrever algum questionamento sobre as práticas exercidas nos países de acolhimento, em diálogo com o impacto e cuidado ético dos objectivos e missão do Minding Animals? A Minding Animals Internacional está informada sobre as condições legais, culturais e tradicionais dos animais não-humanos nos países que escolhe para a realização dos seus encontros?

É intenção da Minding Animals International realizar conferências em todo o mundo. Realizámos conferências na Austrália, Holanda, Índia e, em breve, no México. Continuaremos, dentro das limitações de nossas barreiras logísticas e financeiras, enquanto instituição de caridade, a realizar conferências em vários países. Sendo a Minding Animals International uma organização que reúne estudiosos em Estudos Animais e que promove o desenvolvimento desta disciplina académica e dos seus alunos, estamos muito conscientes da necessidade de defender também a protecção dos animais. Razão pela qual procuramos sempre, envolver organizações de protecção animal nas nossas conferências. Sobretudo, procuramos envolver estas organizações de protecção aos animais nos países onde realizamos conferências, quer mediante a colaboração em patrocínios quer através dos Seminários de Protecção Animal realizados no programa da conferência.

A Minding Animals espera obter algum impacto nos meios sociais e académicos mexicanos com a realização do MAC4?

Estamos muito conscientes da necessidade de ter impactos positivos nas nações que nos recebem. Esperamos que várias organizações mexicanas de protecção animal participem na conferência em Janeiro de 2018 e tenham oportunidade de se envolver directamente com os proteccionistas animais mais influentes do planeta. É um privilégio para a Minding Animals International providenciar aos participantes contacto com os intervenientes mais respeitados nas mudanças sobre a protecção animal .

O que caracteriza a situação dos animais não-humanos na actualidade no mundo desenvolvido e não desenvolvido? Que mudanças positivas ou negativas podem ser registadas nas últimas duas décadas?

Os animais não-humanos nunca estiveram em situação mais precária. De facto, o planeta enfrenta mudanças ambientais maciças sob a acção humana com o impacto das mudanças climáticas. O aumento do impacto do complexo industrial animal, a devastação ambiental, o aumento do uso de pesticidas e o estrago incontável provocado pelos plásticos. Parece que os únicos aspectos positivos para os animais nas últimas duas décadas tem sido uma maior consciencialização sobre o sofrimento dos animais e sobre a mudança legislativa e a protecção das espécies ameaçadas, ambas mascaradas pelos impactos prejudiciais.

Como tem decorrido a evolução dos Estudos Animais nas suas variantes, nomeadamente no impacto sobre os estatutos legais e a exploração animal?

Os Estudos Animais fornecem o melhor veículo académico para os fundamentos filosóficos que precisamos na protecção animal. Sem grande alarde, dada a terrível situação em que o planeta está. Mas estou orgulhoso de que a Minding Animals International facilite aos estudiosos o envolvimento e diálogo sobre a mudança planetária.

Em The Rise (and Fall) of Critical Animal Studies Ascensão (e Queda) da Crítica em Estudos Animais, Steven Best começa por referir “The rapid surge in animal studies programs, moving it from the margins to the mainstream, is both laudable and lamentable. For as animal studies is a potential force of enlightenment and progressive change in public attitudes and policies toward nonhuman animals, its academic proponents can only advance it within tight institutional constraints and intensive normalizing regimes that frequently demand conformity, “neutrality”, disengaged detachment, and activism within narrowly accepted limits (…)”. Estes aspectos criticos são sentidos pela Minding Animals?

As afirmações de Steve Best são reais. No entanto, esses impactos não foram sentidos pela Minding Animals. Também é suposto que os académicos estejam mais ligados à conformidade e ao institucional do que a serem coerentes com aquilo em que acreditam. Alguns académicos de Estudos Animais estudam as relações humano/não-humano em estruturas mais destacadas, mas é pouco provável que isso seja a norma, com mais académicos comprometidos com a proteção dos animais do que pessoas como Steve Best refere. Além disso, a Minding Animals é uma instituição de caridade dos EUA que inclui académicos e não académicos. Essa é uma vertente forte da Minding Animals − ser um grupo de pessoas comprometidas com a protecção animal dentro da academia e apoiado por pessoas que estão fora da academia.

Com que expectativas encara o desenvolvimento e impacto futuro dos Estudos Animais um pouco por todo o mundo? Existe interesse suficiente na disseminação destas questões? E no que respeita a mudanças efectivas nas práticas e legislação relativa aos animais não-humanos?

Os Estudos Animais (incluindo a Antrozoologia e o Estudos de Animais Humanos) cresceram exponencialmente nos últimos 30 anos e o seu futuro é mais sólido. O número de artigos de periódicos, revistas e textos fornece uma clara indicação da saúde desta transdisciplina. É claramente evidente que a posição salutar e o interesse deste campo é proporcionar vantagens práticas para os animais não-humanos e mudanças legislativas fundamentais, apesar dos impactos maciços que os animais e o meio ambiente experimentam de um modo geral.

Interrogo-me se existem contactos entre as diversas organizações e investigadores em Estudos Animais. A Minding Animals tem contacto com outras organizações em Estudos Animais, por exemplo, com a EACAS, a Associação Europeia para os Estudos Criticos Animais?

A Minding Animals faz parte de uma ampla rede de organizações de estudos em animais e muitos membros possuem cargos e são membros em vários grupos, incluindo o MAI.

Quais as perspectivas e expectativas para este MAC4? Que estudiosos e activistas vão estar presentes, quais as secções em destaque ? Alguma novidade?

A principal diferença desta Minding Animals Conference é o retorno a um conceito usado na primeira Conferência, o então chamado Círculos de Estudos. Espera-se que o uso de Painéis nesta quarta conferência na Cidade do México, seja estruturado nas redes e parcerias desenvolvidas nas anteriores Conferências Minding Animals e em outros eventos similares.

Em jeito de conclusão desta breve conversa, para quando a programação de uma Minding Animals Conference em Lisboa?

Um dia, esperamos regressar à Europa para a realização de outra conferência, talvez em Portugal? As nomeações para a Minding Animals 5, em 2021, estão agora abertas!

* Dr Rod Benisson, fundador e presidente do conselho da Minding Animals, esteve envolvido na protecção animal desde o final da década de 1970, das linhas mais recuadas até à imersão profunda no activismo pelos direitos animais. Académico durante 13 anos, agora administra uma equipa dedicada de cientistas ambientais numa empresa de engenharia e consultoria ambiental, com base no Hunter Valley, na costa leste da Austrália. A sua tese de doutoramento intitulada Inclusão Ecológica examinou as inter-relações que existem entre animais humanos e não-humanos, com especial atenção para o caráter histórico dessas inter-relações. Tem um forte interesse na intersecção da protecção dos animais e do ambiente, nomeadamente na razão pela qual alguns animais humanos visualizam alguns animais não-humanos e plantas como pragas ferozes, ervas daninhas ou invasivas, como estando de algum modo “fora do lugar”.

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Nonhuman animals have never been in a more precarious situation

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Interview with Rod Benisson* on the Minding Animals Conference 4 and Animal Studies.

by Ilda Teresa de Castro

Next MAC4 will be held in Mexico City in 2018 after New Delhi in 2015. It is to pursue the policy of diversification of host countries promoted by Minding Animals International around the globe that we talked about last time in 2015 ? Or is it possible to establish a relationship between the non-human animals practices and legislation in the host countries and the impact and ethical care of the objectives and mission of Minding Animals? Is Minding Animals International informed about the legal, cultural and traditional conditions of non-human animals cultural practices of the countries you choose about?

It is the intent of Minding Animals International to hold conferences right across the globe.  We have held conferences in Australia, the Netherlands, Índia and soon to be in Mexico.  We will continue, within the limitations of our logistical and financial barriers as a charity, to hold conferences in a range of countries. As Minding Animals International is an organisation that brings together Animal Studies scholars and to foster the development of this academic discipline and of its students, we are very aware of the need to also advocate for the protection of animals. We have always sought to engage animal protection organisations in the delivery of, and participation in, our conferences. We seek to engage the organisations that aim to protect animals in the countries where we hold conferences.  We do this in sponsorship collaboration, and in offering the Protecting the Animals Seminar Series, a set of seminars held within the conference programmes.

Does the Minding Animals Conference expect to have any impact on Mexican social and academic circles with MAC4?

We are very cognizant of the need to have positive impacts for animals in host nations.  It is expected that several Mexican animal protection organisations will participate in the conference in January, 2018, and have the chance to engage directly with the most highly influential animal protectionists on the planet.  Minding Animals International is always blessed in being able to provide delegates access to the most respected animal protection change makers available.

What characterises the situation of non-human animals? What positive or negative changes can be underlined in the last two decades?

Nonhuman animals have never been in a more precarious situation, in fact the planet is faced with massive environmental change through the actions of humans, with the impacts of climate change, increased impacts of the animal industrial complex, environmental despoliation, increased use of pesticides and the untold havoc posed by plastics.  It seems the only positives for animals for the past two decades is a greater awareness of the suffering of animals and of respondent legislative change, and protection of threatened species, both masked by the otherwise detrimental impacts posed.

How has been the evolution of Animal Studies in its variants, in particular, the impact of legal statutes and animal exploitation?

Animal studies now provides the best academic vehicle for the philosophical foundations that we need to protect animals, no mean feat given the dire situation that the planet is in.  I am proud that Minding Animals International facilitates animal studies scholars to engage in earth-changing dialogue.

In “The Rise (and Fall) of Critical Animal Studies”, Steven Best begins by referring “The rapid surge in animal studies programs, moving it from the margins to the mainstream, is both laudable and lamentable. For as animal studies is a potential force of enlightenment and progressive change in public attitudes and policies toward nonhuman animals, its academic proponents can only advance it within tight institutional constraints and intensive normalizing regimes that frequently demand conformity, “neutrality”, disengaged detachment, and activism within narrowly accepted limits (…)”. Are these critical aspects felt by Minding Animals?

Steve Best’s assertions are real.  However, these impacts have not been felt by Minding Animals.  It is also assumed that academics are more akin to conformity and the establishment than being true to their beliefs.  Some Animal Studies academics do study human nonhuman relationships in more detached frameworks, but this is far less likely to be the norm, with more academics committed to animal protection than people like Steve Best assert.  Also, Minding Animals is an US charity with many academics and non-academics.  This is one of the powerful positions that Minding Animals finds itself – a group of people committed to animal protection from within and supported by those outside the academy.

How do you see the prospects for the future regarding Animal Studies impact all over the world? Is there sufficient interest and dissemination of these issues? And what about regarding effective changes on practices and regulations on non-human animals?

Animal Studies (including anthrozoology and human animal studies) has grown exponentially over the past 30 years and its future is most sound.  The number of journal articles, journals and texts provide a clear indication of the health of this transdiscipline.  It is clearly evident that its health and the interest in the field is providing practical advantages for nonhuman animals and fundamental legislative change for animals, despite the massive impacts that animals and the environment more generally are experiencing.

I am asking myself if there are contacts between the various organizations and scholars on Animal Studies. Do Minding Animals have any contact with other organisations on Animal Studies like, for example, with EACAS, the European Association for Critical Animal Studies? 

Minding Animals are part of a broad network of animal studies organisations and many members hold memberships or board positions on several groups, including MAI.

What are the perspectives and expectations for this MAC4? Scholars, activists and sections? Anything new?

The main difference with this Minding Animals Conference is a return to a concept used for the first Minding Animals Conference – then called Study Circles, the use of Panels for the fourth conference in Mexico City is hoped to build on the networks and partnerships developed in previous Minding Animals Conferences and other similar events.

In order to conclude this brief conversation, when will a Minding Animals Conference be scheduled in Lisbon?

One day we hope to return to Europe and hold another animal studies conference there, maybe Portugal?  Nominations for Minding Animals 5 in 2021 are now open!

* Dr Rod Benisson, founder and chair of the board of Minding Animals has been involved in animal protection issues since the late 1970s, from the sidelines to being deeply immersed in animal rights activism. He was a sessional academic for 13 years and now manages a dedicated and tight-knit team of environmental scientists in an engineering and environmental consulting firm based in the Hunter Valley on Australia’s eastern seaboard. His doctoral thesis was entitled Ecological Inclusion and examined the interrelationships that exist between human and nonhuman animals, with particular attention drawn to the historical nature of those interrelationships. He has a strong interest in the intersection of animal and environmental protection, particularly the rationale of why some human animals view some nonhuman animals and plants as pests, feral, weeds or invasive, as being somehow ‘out of place’.

Ano IV . Número IX . Inverno 2017-18 . Year IV . Number IX . Winter 2017-18

 

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Animals under Capitalism: Art and Politics

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Animais sob o Capitalismo: Arte e Política

25th of May, 2016 – the Institute of Advanced Studies, University of Bristol

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Ecocinema e Teoria Ecocritica do Filme / Ecocinema and Ecocritical Film Theory

May 31 – June 2 . 2016 Calgary, Alberta, Canada

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Decolonizing Critical Animal Studies / Descolonizar Os Estudos Animais

June 21 – 23 . 2016 University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada

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SCOS 2016 – O Animal / SCOS 2016 – The Animal

11 – 14 July . 2016 Uppsala University, Sweden

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David Abram – Entre o Corpo e a Terra que Respira: Linguagem Selvagem e Ecologia da Experiência Sensível

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20 April 2016 – Teatro Maria Matos, Lisboa

integrado no programa as 3 Ecologias

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Ecocinema: Celebrating Landscapes and Waterscapes

Ecocinema: Comemorando as Paisagens Terrestres e as Aquáticas

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9 – 10  October 2015 . Department of Humanities and Social Sciences, Birla Institute of Technology and Science Pilani, K.K. Birla Goa Campus, Goa

The conference is organised as part of tiNai Ecofilm Festival 2015

http://www.teff.in/conference-registration

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Animais Humanos & Não Humanos – Human & Non Human Animals


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Arctic Cinemas and the Documentary Ethos University of Illinois at Urbana-Champaign, 27-29 August 2015 conference – book – call for papers

Arctic Cinemas and the Documentary Ethos seeks to counteract pervasive mythologies of the Arctic as a blank space or desolate end of the world. Instead, the conference seeks to engage with how past, present, and future power dynamics shape this circumpolar region, its indigenous populations, and relationship to the rest of the world through documentary filmmaking. The conference and proposed edited volume examines the Arctic as a profoundly transnational and heterogeneous space through the rubric of Arctic documentary (including film, video, television, digital media, and installation art).

Arctic Cinemas and the Documentary Ethos reflects the state of the field by calling on the expertise by a range of established and emerging film scholars from Europe, Canada, and the United States. The conference seeks to juxtapose different forms of filmmaking not typically placed in dialogue, and whose interrelations are overlooked. We are as interested in presentations on films made in the eight Arctic countries (Canada, Denmark/Greenland, Finland, Iceland, Norway, Russia, Sweden, USA), as we are in documentaries made by non-Arctic countries, and in early cinema as much as digital media. Through this practice, we seek to uncover a counter-history that reveals the complexity of Arctic visual, cultural, ideological, and political representation in a globalized and international world. Given its importance in the history of cinematic representations of the Arctic, the conference will focus on documentary cinema broadly conceived.

Arctic Cinemas and the Documentary Ethos will be held at the University of Illinois at Urbana-Champaign on August 27-29, 2015. Confirmed participants include scholars of documentary, media, ethnographic, and circumpolar indigenous cinemas who will address particularly significant aspects of Arctic documentary cinema from the early 1900s to today. These aspects include environmental documentaries, explorer films, indigenous media, and political filmmaking, as well as production and distribution trends of the Circumpolar North.

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Arte e Natureza II – por caminhos do visível.

Da poiesis como ligação fundamental. Do filmico como ferramenta ecocritica. Movimentos.

por Ilda Teresa de Castro

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“Numa viagem recente que tive oportunidade de fazer ao norte da Índia, onde fui apresentar uma comunicação no encontro internacional Minding Animals, pude constatar como os conceitos que nos orientam são determinantes na forma como nos inscrevemos no mundo em que vivemos. Alguns conceitos detêm-nos na sua própria descrição. (…)

Se toda a humanidade desaparecesse amanhã, seria pouco provável que uma única espécie de insectos se extinguisse, exceptuando 3 formas de piolhos humanos do corpo e da cabeça. Como curiosidade, as formigas que podem totalizar cerca de 10 mil biliões, pesam aproximadamente o mesmo que os cerca de 6,5 mil milhões de seres humanos. E, por isso, o biólogo E. O. Wilson, professor em Harvard durante 50 anos, interroga, será que alguém acredita que estas pequenas criaturas apenas existem para ocupar espaço? (…)”

excertos da comunicação “Arte e Natureza II”, Casa do Infante . Porto . 7 de Março 2015. 17h.

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A Linguagem das Plantas entre a Literatura e a Filosofia

por Patrícia Vieira e Michael Marder – 30 Novembro 2014 –

Jardim Botânico de Lisboa – Museu Nacional de História Natural e da Ciência

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Ecocriticism and Moving Images Archives Society for Cinema and Media Studies Conference, Montreal, March 2015 montreat2015 .


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Minding Animals Conference 3 (MAC3)

January, 13 – 20, 2015, New Delhi

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The Minding Animals Conference is held every three years by Minding Animals International Inc. The third conference will be held in New Delhi, 13 to 20 January, 2015.

The host for the conference will be the Wildlife Trust of India, in collaboration with Jawaharlal Nehru University (JNU).

The conference will be held at JNU and other locations in New Delhi.

The conference will be Vegan with an Indian cuisine.

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Between Apes and Angels : Human and Animal in the Early Modern World

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An Interdisciplinary Conference at the University of Edimburg 4 – 6  December 2014

about the project about the conference conference blog .

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Os Mil Nomes de Gaia: Do Antropoceno à Idade da Terra

Colóquio Internacional – Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro
15 a 19 de Setembro de 2014

Realização: Departamento de Filosofia da PUC-Rio; PPGAS do Museu Nacional – UFRJ

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Há um sentimento crescente na cultura contemporânea de que a “humanidade” e o “mundo” — a espécie e o planeta, as sociedades e seus ambientes, mas também o sujeito e o objeto, o pensamento e o ser — entraram, já faz algum tempo, mas apenas agora com uma evidência cada vez mais difícil de ignorar, em uma conjunção cosmológica nefasta, associada frequentemente aos nomes controversos de Antropoceno e Gaia. O primeiro termo designaria um novo tempo, ou antes um novo conceito e uma nova experiência da temporalidade, nos quais a diferença de magnitude entre a escala da história humana e as escalas cronológicas da biologia e das ciências geofísicas diminuiu dramaticamente, senão mesmo tendeu a se inverter, com o “ambiente” mudando mais depressa que a “sociedade” e o futuro próximo se tornando, com isso, cada vez mais imprevisível e ominoso. O segundo, “Gaia”, nomearia uma nova maneira de ocupar e de imaginar o espaço, chamando a atenção para o fato de que nosso mundo, a Terra, tornado, de um lado, subitamente exíguo e frágil, e, de outro lado, suscetível e implacável, assumiu a aparência de uma Potência ameaçadora que evoca aquelas divindades indiferentes, imprevisíveis e incompreensíveis de nosso passado arcaico. Imprevisibilidade, incompreensibilidade, sensação de pânico diante da perda do controle, e talvez mesmo de perda da esperança: eis o que são certamente desafios inéditos para a orgulhosa segurança intelectual e o destemido otimismo histórico da modernidade. O título do colóquio, Os Mil Nomes de Gaia: do Antropoceno à Idade da Terra, faz assim referência a estes dois conceitos emblemáticos dentro do que chamaríamos de pensamento contemporâneo da crise.

Position paper completo aqui

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All Things Great and Small: Interdisciplinary Interspecies Community

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Keynote Speaker: Frans de Waal November 15-17, 2014 UC Davis campus

An innovative interdisciplinary conference of animal science and medicine, contemporary humanistic approaches, and other fields engaging the key problems and prospects of interspecies community, traditional Animal Studies, and current directions in order to challenge and provoke new work.

Keynote speaker Frans de Waal is C.H. Candler Professor of Primate Behavior at Emory University. Dr. de Waal’s work, including his work on empathy, humans and animals, and animal cognition, articulates interdisciplinary modes of animal research to inspire broad interspecies thinking in both popular and academic settings.

The conference will also feature plenary speakers working in theoretical, historical, and other animal studies fields, including a Director’s Talk and film preview of Canine Soldiers with filmmaker Nancy Schiesari, talks by David L. Clark, Claire Jean Kim, Tom van Dooren, and more. Full speaker information: http://nonhumans.org/about/.

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Smaller Than A Mouse

The British Animal Studies Network
November 14-15, 2014
University of Exeter

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As with all previous BASN meetings, this one takes as its focus a key issue in animal studies that it is hoped will be of interest to scholars from a range of disciplines.

deadline for abstracts: 21 June 2014.

Topics covered at this meeting might include (but are not limited to):

  • Insects, small mammals, arachnids, molluscs, worms, (small) fish and amphibians
  • Overcoming the mammalian hegemony in animal studies
  • Empirical examples of investigating human-small animal relationalities
  • Ethical issues associated with working (and living) with the very small
  • Intercorporalities and microscopic species interminglings (including microbes and viruses)
  • Immunologies, contagions, zoonoses, parasites
  • How the study of small and smaller ‘animals’ contributes to (or challenges) contemporary animal studies.

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Menor Do Que Um Rato

The British Animal Studies Network
14-15 Novembro de 2014
Universidade de Exeter

Como em todas as reuniões anteriores do BASN, este tem como foco uma questão-chave em estudos animais que se espera venha a ser de interesse para os estudiosos de uma ampla gama de disciplinas.

data limite para resumos: 21 de Junho de 2014.

Os tópicos deste encontro podem incluir (mas não estão limitados a):

  • Insectos, pequenos mamíferos, aracnídeos, moluscos, vermes, (pequenos) peixes e anfíbios
  • A superação da hegemonia dos mamíferos em estudos animais
  • Exemplos de investigação empírica sobre relacionalidades entre humanos e pequenos animais
  • Questões éticas associadas ao trabalho (e vida) com o muito pequeno
  • Intercorporalidades e espécies microscópicas interminglings (incluindo micróbios e vírus)
  • Imunologias, contágios, zoonoses, parasitas
  • Como o estudo do pequeno e de pequenos animais contribui para (ou desafia) os estudos animais contemporâneos.

(tradução ildateresacastro)

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Fluid

Oct. 9-12, 2014 – Dallas, Texas

slsa_header_9 28th Annual Conference for the Society for Literature, Science, and the Arts

Abstracts of 150-250 words are due by April 30.

The concept of fluid in the arts, sciences, and humanities evokes multiple, overlapping definitions that work across and around the edges of disciplinary boundaries. Fluid can describe the property of flow, particles that move freely among themselves and that form and deform under pressure. It can refer to liquids both bodily and cultural, for example, blood and capital. It evokes anything that is not solid, fixed, or stable.

For this year’s conference, we encourage presentations, papers, and artworks that explore fluid as a word, idea, and process applied to borderlands, canvases (and other media in other art forms), philosophical indeterminacies, or dynamic systems, to offer a few suggestions. This is a deliberately expansive topic intended to appeal to a broad range of work in fields, including

bioarts; critical media theory; bioethics; medical humanities; new frontiers in digital media; animal studies; liminal studies; environmentalism and ecological studies; science and critical race studies; the history and philosophy of science; gender and/in science studies; rhetoric.

This list is suggestive, not exhaustive. Other topics falling within the boundaries of SLSA work will also be welcome.

Panel proposals must include full contact information for all panelists.

Fluido

Conferência Anual 28 para a Sociedade de Literatura , Ciência e as Artes 09-12 outubro de 2014 – Dallas , Texas

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O conceito de fluido nas artes, ciências e humanidades evoca múltiplas definições que se sobrepõem e que funcionam nas margens das fronteiras disciplinares. Fluido pode descrever a propriedade de fluxo, as partículas que se movem livremente entre si e que se formam e deformam sob pressão. Pode referir-se a líquidos, tanto corporais como culturais, por exemplo, o sangue ou o capital. Evoca tudo o que não é sólido, fixo ou estável.

Para a conferência deste ano encorajamos as apresentações, documentos e obras de arte que exploram o fluido como palavra, ideia e processo aplicado a territórios de fronteiras, telas (e outros meios noutras formas de arte), indeterminações filosóficas ou sistemas dinâmicos. Este é um tema deliberadamente expansivo na intenção de apelar a uma ampla gama de campos de trabalho, incluindo

bioarte teoria crítica dos media bioética humanidades médicas novas fronteiras do media digital estudos animais estudos liminares ambientalismo e estudos ecológicos ciências e estudos raciais críticos história e filosofia da ciência gênero e / em estudos científicos retórica

Esta lista é sugestiva , não exaustiva. Outros temas que caem dentro dos limites do trabalho SLSA também será bem-vindo.

Resumos de 150-250 palavras devem ser enviados até 30 de Abril . Propostas de Painel devem incluir informações de contato completo para todos os participantes do painel.

tradução ildateresacastro

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Ecomusicologies 2014: Dialogues

4-5 October 2014 University of North Carolina at Asheville (USA)

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Deadline for proposals: 30 April 2014

Ecomusicologies 2014: Dialogues will bring together artists and scholars to stimulate discussion on music, culture, and the environment. The conference is part of the multi-day event series, “Ecomusics” (3-7 October 2014), which will include concerts, soundwalks, workshops, and outings (e.g., field trips to the Moog Factory, Black Mountain College, and Great Smoky Mountains National Park). Not only do the fall colors of October in the Appalachian Mountains make Asheville, North Carolina, an ideal place to be, but its history also makes it an ideal gathering spot for a conference on ecomusicology: it is where Bartok composed his Piano Concerto No. 3, where John Cage conducted happenings, and where Buckminster Fuller created his geodesic dome. If you would like to participate in the conference but would prefer not to travel for environmental or other reasons, you will have the option to participate as presenter or audience member via the Internet.

The conference theme, “Dialogues”, aims to foster common ground, where participants representing diverse backgrounds (academic, artistic, industry, non-profit, et al.) can learn about and exchange ideas on ecomusics. In addition to general ecomusicology topics, the conference committee encourages submissions that respond, but are not limited, to the following topic fields:

– Musical collaboration (in, for, or with the environment) – Improvisation (human and non-human) – The music industry – The sound of “green” – Acoustic ecology – Ecopoetics and sound – Race, class, gender – Sustainability – Musician/academic-as-activist.

*Dates to note: *30 April, deadline for proposals; 15 June, decisions on proposals will be sent; 1 August, pre-registration and registration for presenters (discounted price) will begin; 29 August, registration will open (regular price); 1 September, program will be posted.

Sponsors: Ecocriticism Study Group of the American Musicological Society, Ecomusicology Special Interest Group of the Society for Ethnomusicology, and the University of North Carolina at Asheville.

For more information on ecomusicology see ecomusicology.info ; for more on past ecomusicology conferences see ecomusicologies.org . Contact and submissions: ecomusicologies [at] gmail.com

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Ecomusicologias 2014: Diálogos

4-5 Outubro 2014 University of North Carolina em Asheville ( EUA )

Ecomusicologias 2014: Diálogos reunirá artistas e estudiosos para estimular a discussão sobre música, cultura e meio ambiente. A conferência faz parte da série de multi-dia do evento ” Ecomusics ” ( 03-07 outubro 2014) , que incluirá concertos, passeios sonoros, workshops e passeios (por exemplo, viagens de campo para a Moog Factory, Black Mountain College e Great Smoky Mountains National Park ) . Não só as cores de Outubro nas Montanhas Apalaches fazem Asheville, na Carolina do Norte, um lugar ideal para estar, mas também a sua história a torna um ponto de encontro ideal para uma conferência sobre ecomusicologia : é onde Bartok compôs o seu Piano Concerto No. 3 , onde John Cage conduziu happenings, e onde Buckminster Fuller criou a sua cúpula geodésica. Se gostaria de participar da conferência mas prefere não viajar por razões ambientais ou outras, tem a opção de participar como apresentador ou membro da plateia através da Internet.

O tema da conferência, ” Diálogos “, tem como objetivo fomentar um terreno comum, onde os participantes de origens diversas (acadêmicas, artísticas, da indústria, sem fins lucrativos, etc.) possam conhecer e trocar ideias sobre ecomúsica . Além dos temas gerais da ecomusicologia, o comitê de conferência incentiva submissões que respondam mas não estão limitadas, aos seguintes tópicos :

– Colaboração musical (no, pelo, ou com o meio ambiente) – Improvisação (humana e não-humana) – A indústria da música – O som do “verde” – Ecologia acústica – Ecopoética e som – Raça, classe, gênero – Sustentabilidade – Músico / académico-activista.

(tradução ildateresacastro)

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Após a Perda, Depois do Desespero: Literatura Ambiental, Memorialização e Futuridade   08 -11 janeiro de 2015 , em Vancouver , BC.

O ambientalismo deve considerar a perda ao mesmo tempo que olha em frente: lamentamos as perdas e mudanças ambientais que já ocorreram, mitigamos as que estão a ocorrer, e trabalhamos para prevenir futuras. Firmemente entrincheirado no Antropóceno, o nosso futuro ambiental parece muito sombrio. As visões apocalípticas abundam e a tristeza, a raiva e até mesmo o desespero, permeiam as muitas arenas do discurso ambiental. No entanto, o perigo do desespero é precisamente a ausência de esperança que o define e ameaça acabar com encenações de futuros alternativos. Então, como seguir em frente, quando as mudanças ecológicas materiais − perdas − trazem também mudanças psíquicas culturais e individuais padronizadas pelo desespero? Como é que as representações literárias de perdas materiais nos podem ajudar a politizar o desespero? Timothy Morton deu-nos uma teoria da “ecologia escura” e mais recentemente Rob Nixon pediu-nos que considerássemos “a violência lenta”, mas como é que vamos lamentar as horríveis mudanças ecológicas que escapam à representação fácil e se espalham além de períodos temporais pré-imaginados? De que forma o pesar, a memória e a memorialização podem conduzir visões e encenações de futuros alternativos ?

Este painel convida trabalhos que analisam a literatura e os media ambientais como um local para memorializar a perda ambiental, catalogar e combater o desespero, e prever futuros viáveis. Apesar de não serem limitados a estes assuntos, os ensaios podem abordar: • Memória, arquivos e literatura ambiental • O ambientalismo & políticas de desespero • Tempo profundo, perda ambiental & memória • Teoria do afecto & ambientalismo • Elegias ambientais & futuridade • Testemunhar & o papel do escritor activista • Perda material & trauma

(tradução ildateresacastro)

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After Loss, After Despair: Environmental Literature, Memorialization, and Futurity: ASLE-Sponsored Panel at 2015 MLA Convention, 8–11 January, 2015, Vancouver, BC.

dead line March 15, 2014.

Environmentalism must consider loss while also looking forward: we mourn the environmental changes and losses that have already occurred, mitigate those that are upon us, and work to prevent those in the future. Firmly entrenched in the Anthropocene, though, our environmental future appears very bleak. Apocalyptic visions abound, and grief, anger, and even despair pervade the many arenas of environmental discourse. Yet the danger of despair is the very absence of hope that defines it and threatens to quell enactments of alternative futures. How do we move forward, then, when material ecological changes—losses—also bring about cultural and individual psychic changes patterned by despair? How might literary representations of material losses help us politicize despair? Timothy Morton has given us a theory of “dark ecology” and Rob Nixon has more recently asked us to consider “slow violence,” but how do we grieve horrific ecological changes that evade easy representation and span beyond readily imagined temporal periods? In what ways can grief, memory, and memorialization drive visions and enactments of alternative futures.

This panel invites papers that examine environmental literature and media as a site for memorializing environmental loss, cataloguing and combatting despair, and envisioning viable futures. While by no means limited to these subjects, essays might address:

•    Memory, archives, and environmental literature •    Environmentalism & the politics of despair •    Deep time, environmental loss, & memory •    Affect theory & environmentalism •    Environmental elegies & futurity •    Witnessing & the role of the writer-activist •    Material loss & trauma

  Please submit a 250-word abstract and brief CV to Clare Echterling, Association for the Study of Literature and Environment MLA Liaison at cechterling@ku.edu by March 15.   .


 

Escola de Verão de Oxford sobre Religião e Proteção Animal

21-23 Julho de 2014, na St Stephen’s House, Oxford

A Escola de Verão vai examinar a adequação ética das atitudes religiosas para com os animais.

Inspirada na afirmação do Pregador Baptista Charles Spurgeon segundo a qual uma pessoa não pode ser verdadeiramente cristã se o seu cão ou gato não for o melhor para si, a Escola de Verão irá considerar se as pessoas e as instituições religiosas beneficiam os animais. Têm elas maior ou menor probabilidades de serem respeitadoras dos animais – quer os mantidos como companheiros quer os que são utilizados para outros propósitos humanos?

A Escola de Verão será internacional, multi-fé, e multidisciplinar e pretende atrair não só os teólogos e pensadores religiosos, mas também outros académicos incluindo cientistas sociais, psicólogos, historiadores e criminologistas.

tradução ildateresacastro

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Oxford Summer School on Religion and Animal Protection

21-23 July 2014 at St Stephen’s House, Oxford

The Summer School will examine the ethical adequacy of religious attitudes to animals.

Inspired by Baptist Preacher Charles Spurgeon’s claim that a person cannot be a true Christian if his dog or cat is not the better off for it, the Summer School will consider whether religious people and religious institutions benefit animals. Are they more or less likely to be respectful to animals – either those kept as companions or those used for other human purposes?

The Summer School will be international, multi-faith, and multi-disciplinary and intends to attract not only theologians and religious thinkers, but also other academics including social scientists, psychologists, historians, and criminologists.

Papers are invited from academics world-wide.

Abstracts of proposed contributions (no more than 300 words) should be sent to Clair Linzey via email: depdirector@oxfordanimalethics.com  by 15 December 2013.

All selected papers will be published in book form or in the Journal of Animal Ethics.

The School is being arranged by the Oxford Centre for Animal Ethics. St Stephen’s House is an Anglican Theological College and a Hall of the University of Oxford.

To register for the Summer School, see here.

Academic Credits

The Graduate Theological Foundation (GTF) is awarding 3 academic credits for those who provide verification of attendance of the Summer School and submit a 10-12 page response paper directly to the GTF.  See www.gtfeducation.org.

Exhibition space is available to book for the Summer School.  For further information please contact Clair Linzey at depdirector@oxfordanimalethics.com.

 


 

 

Paisagem e Meio Ambiente

O 24th International Screen Studies Conference é organizada pelo jornal Screen e será programado pelos editores da Screen, Alison Butler e Alastair Phillips .

Desde os seus primórdios, o cinema e a televisão têm-se preocupado com o registo do lugar através da capacidade única da imagem em movimento para transmitir a experiência do local ao longo do tempo. Nos últimos anos, os estudos ecrã/tela envolveram-se com as políticas de localização, especialmente através do site da cidade cinemática e das perguntas inter-relacionadas da modernidade, arquitetura e transformação cultural urbana. O tema principal da conferência deste ano oferece uma oportunidade de ampliar o debate crítico aos campos da paisagem e do meio ambiente. Ao fazê-lo, oferece uma emocionante gama de perspectivas interdisciplinares, a fim de refletir sobre os caminhos reais e imaginários com que nos relacionamos com o mundo por meio do portal do ecrã/tela.

Martin Lefebvre argumentou que a paisagem se manifesta como um olhar interpretativo. Ancorado na vida humana não apenas como algo para olhar, mas para viver socialmente como uma forma cultural. A geografia cultural argumenta agora que a paisagem não só deve ser entendida como o resultado de interações entre a natureza e a cultura, mas que as práticas de paisagismo, como caminhar, olhar, conduzir e, claro, filmar também pode estar na origem das nossas ideias sobre o que a “natureza” e a “cultura” realmente são. Se o investimento humano no espaço produz a noção de paisagem, quais são então as principais formas com que a imagem em movimento articula esse processo ? Como é que o cinema e a televisão articularam a tensão necessária entre a imersão incorporada dentro de um espaço topográfico específico e a reflexão crítica sobre os contextos históricos e culturais específicos que moldam o ecrã/tela mundial da cultura do passado e do presente?

Os Screen Studies Conference, recebe propostas de papers / painéis sobre qualquer uma das questões e  seguintes tópicos relacionados com o tema principal da conferência (como de costume, as propostas de outros assuntos também serão considerados):

A representação geográfica e as paisagens ecrã/tela historicamente específicas As políticas ambientais e culturas ecrã/tela Gênero, narrativa e paisagem Fenomenologia e paisagens ecrã/tela Paisagem e cultura televisiva Viagens e paisagens: passear e viajar no ecrã/tela As paisagens do cinema mundial Paisagem e ambiente: autobiografia, história, memória Culturas de ecrã/tela no interior do ambiente A dialética do lugar e não-lugar em filme e em vídeo Práticas de site-specific screening

tradução ildateresacastro

Screen Studies Conference, Universidade de Glasgow 27-29 junho 2014

 

Landscape and Environment deadline for submitting proposals is Friday, 10th January 2014

The 24th International Screen Studies Conference is organised by the journal Screen and will be programmed by Screen editors Alison Butler and Alastair Phillips.

From their earliest inception, film and television have been concerned with the registration of place through the unique capacity of the audiovisual moving image to convey the experience of locale over time. In recent years, screen studies has engaged with the politics of location especially through the site of the cinematic city and inter-related questions of modernity, architecture and urban cultural transformation. The main theme of this year’s Screen conference will offer an opportunity to extend critical debate into the fields of landscape and the environment. In so doing, it will offer an exciting range of inter-disciplinary perspectives in order to reflect on the real and imaginary ways that we interact with the world through the portal of the screen.

Martin Lefebvre has argued that landscape manifests itself as an interpretative gaze. It is anchored in human life not just as something to look at but to live in socially as a cultural form. Cultural geography now argues that landscape must not only be understood as the outcome of interactions of nature and culture, but that practices of landscaping such as walking, looking, driving and, of course, filmmaking might also be the origin of our ideas about what ‘nature’ and ‘culture’ actually are. If human investment toward space produces the notion of landscape, what then are the principal ways in which the moving image articulates this process? How have film and television articulated the necessary tension between embodied immersion within a specific topographical space and critical reflection on the specific historical and cultural contexts that shape global screen culture past and present?

The confirmed plenary speakers are: Professor Sean Cubitt, Goldsmiths, University of London Professor Elizabeth Cowie, University of Kent Professor Mette Hjort, Lingnan University, Hong Kong/University of Copenhagen Janine Marchessault, York University

The Screen Studies Conference, one of the longest running and most successful events of its kind in the world, welcomes proposals for papers/panels on any of these questions and on the following topics related to the main conference theme (as usual, proposals for other subjects beyond this focus will also be considered):

The representation of geographically and historically specific screen landscapes; Environmental politics and screen cultures; Genre, narrative and the landscape; Phenomenology and screen landscapes; Landscape and television culture; Journeys and landscapes: walking and travelling on screen; The landscapes of world cinema; Landscape and environment: autobiography, history, memory; Screen cultures within the environment; The dialectics of place and non-place in film and video; Site-specific screening practices

The deadline for submitting proposals is Friday, 10th January 2014.  Submissions for pre-formed three-person panels will be considered but not prioritised. Individual papers from pre-formed panels may be accepted although the panel is rejected.

Instructions for individual proposals

Please submit your proposal on the following template, then save it with your surname as the filename, and email to screen@arts.gla.ac.uk, using the email subject line, “SSC2014 proposal”. Download SSC2014 single proposal template.

Instructions for pre-formed panel proposals

All panel members should submit a separate proposal, using the following panel template, saving it with their surname as the filename. In addition, in Section 2, they should give the name of a main panel contact for correspondence, and the title and rationale of the proposed panel. The main panel contact may forward the panel’s files in a single email, but please ensure  contact details are complete for each panel member within the attachments. Download SSC2014 panel proposal template.

If you have any queries about the submission process, please contact Heather Middleton, Screen Administrator, at screen@arts.gla.ac.uk or 0141 330 5035.

Gilmorehill Centre, University of Glasgow, Glasgow G12 8QQ, Scotland, UK tel: +44 (0)141 330 5035 fax: +44 (0)141 330 3515 email: screen@arts.gla.ac.uk

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Sentindo. A Rede dos Estudos Animais Britânicos
Tendo realizou dez encontros no centro de Londres entre 2007 e 2009, com o apoio da AHRC e Middlesex University, a rede foi relançado com o apoio financeiro da Universidade de Strathclyde, em Maio de 2012. Sob a liderança de Erica Fudge, mais uma vez, espera-se que o novo lar para BASN acolha os antigos e novos membros que se reunam em conversas multidisciplinares e interdisciplinares sobre os seres humanos e os outros animais.

Feeling . The British Animal Studies Network

Having held ten meetings in central London between 2007 and 2009, with the support of the AHRC and Middlesex University, the network was re-launched with the financial support of the University of Strathclyde in May 2012. Under the leadership of Erica Fudge once again, it is hoped that the new home for BASN will welcome both old and new members to join the multidisciplinary and interdisciplinary conversations about humans and other animals.

** Breaking News **

From 2014 BASN will hold its first meeting each year at the University of Strathclyde in Glasgow and the second at another university in Britain. In 2014 BASN’s late summer/autumn meeting will take place at the University of Exeter.

To see details of the first five meetings, and to hear some of the papers, click on the links below:
§ Wild (25-26 May 2012)
§ Farm (16-17 November 2012)
§ Looking (26-27 April 2013)

§ Winged Creatures (11-12 October 2013)

§ Feeling (25-26 April 2014)

Papers at each meeting are by invitation and also by open call, and plenty of time is scheduled for informal conversation and socialising.
It is hoped that these meetings, as with those held in London, will be attended by a range of people involved in animal studies and related areas. This might include scholars and postgraduates working within the field; scholars from outside of animal studies who are beginning to recognise the significance of studying the role, place and perception of animals; people from non-academic institutions – animal welfare charities, museums, NGOs who are working with and for animals, and artists who are representing and thinking about animals in their work.

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Sensibilities Symposium – Artists, Animals and Plants (supported by Vollmer Fries award)

April 22, 2014 6:30 PM – 9:00 PM

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Steve Baker –  The redescription of the world Monika Bakke – And the plant responded ler aqui / read here

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Museu de Escultura Contemporânea, Centro Polaco de Escultura de Oronsko

Museum of Contemporary Sculpture, Centre of Polish Sculpture in Oronsko

8 Março . 15 Junho 2014 / 8th March – 15th June 2014

Ecce animalia é uma exposição internacional com enfoque na subjetividade e individualidade animal, bem como nas relações entre pessoas e animais.

Esta exposição é acompanhada de um conjunto de conferências académicas internacionais sob o título “Animais e o Seu Povo. A Queda do Paradigma Antropocêntrico?” organizado pelo Instituto de Pesquisa Literária da Academia Polaca de Ciências, com o patrocínio da Animals & Society Institute, Minding Animals International e do Institute for Critical Animal Studies.

Ecce animalia is an international exhibition focusing on animal subjectivity and individuality as well as the relationships between people and animals.

The exhibition is accompanied by international academic conference entitled Animals and Their People. The Fall of the Anthropocentric Paradigm? organized by the Institute for Literary Research of the Polish Academy of Sciences, with the patronage of Animals & Society Institute, Minding Animals International and the Institute for Critical Animal Studies.

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A Ciência do Pensamento e Emoção Animal 17-18 Março 2014

A Ciência do Pensamento e Emoção Animal será uma conferência instigante sobre as habilidades cognitivas de espécies não-humanas.

Monday, March 17, 2014 – Tuesday, March 18, 2014

The Science of Animal Thinking and Emotion

The Science of Animal Thinking and Emotion will be a thought-provoking conference on the cognitive abilities of non-human species. Please join us as our speakers and other symposium participants discuss biological, practical, legal, and institutional challenges and opportunities for the science of animal cognition in the 21st century.

http://www.humanesociety.org/about/departments/hsisp/

The Kellogg Conference Center at Gallaudet Univ. 800 Florida Avenue, NE Washington, District of Columbia 20002 United States

https://www.regonline.com/builder/site/Default.aspx?EventID=1213795

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Natureza em Movimento: Ecologias Cinematográficas e Ambientes

Organizado pelo Departamento de Estudos de Cinema da Universidade de St Andrews
20-21 Fevereiro 2014

No final do século XIX , um crítico observou que , no cinema, somos capazes de ver a “Natureza apanhada em flagrante”. Na verdade, o cinema e a Natureza parecem ligados de maneiras poderosas e complexas. Desde as aplicações proto – cinemáticas na área dos estudos de movimento biológicos e visualizações contemporâneas de modelos climáticos, aos documentários populares como Uma Verdade Inconveniente (2006) ou trabalhos mais experimentais como Leviathan (2012) , a imagem em movimento continua a moldar profundamente a forma como vemos e compreendemos a natureza e o mundo natural. Além disso, o cinema manifesta um paradoxo provocativo: é um fenômeno extremamente artificial, inimaginável para além dos modernos avanços científicos e tecnológicos que permitiram a quase total dominação de Natureza pela atividade humana. No entanto, as representações cinematográficas pode produzir as que, indiscutivelmente, são as imagens ‘naturalistas’ com maior sucesso, disponíveis para as artes plásticas. Além disso, o próprio cinema interage com uma rede de outras tecnologias de comunicação e de representação num verdadeiro ecossistema de media tão complexo como qualquer outro encontrado na Natureza.

Uma vez que tanto esses meios de comunicação como o nosso planeta passam por mudanças rápidas no século XXI, a relação entre eles, e também entre a ecosfera e a esfera tecno-social humana, clama por novas abordagens práticas e por conhecimento teórico integrado. Como, por exemplo, poderíamos entender o esgotamento do suporte de celulóide face às novas tecnologias cinematográficas digitais, em paralelo com o esgotamento das reservas de recursos da Terra e com o alerta para as novas tecnologias de energia alternativa? O que é que a imagética de substituição da realidade física pela virtual gerada por computador no cinema, sugere sobre o nosso relacionamento atual com o mundo material?

Questões teóricas:
Natureza e teoria do cinema clássico ( Bazin , Benjamin , Kracauer , etc )
Ecocrítica cinematográfica contemporânea
Cinema e ecosofia ( Heidegger e a “visão de mundo” , Næss e a “ecologia profunda”, etc.)
Ecologia media: espaços de exibição cinematográfica (tecnologias de cinema e ambientais expandidas, etc)

Questões de Representação:
Cinema e tempo geológico , paisagem, ou animal/artistas não-humanos
Os efeitos especiais e a sublime cinematográfica
Estudos comparativos do conteúdo ambiental no cinema comercial versus no cinema avant -garde
Filmes sobre desastres e crises ecológicas
Documentário retórico e activismo ambiental

Questões práticas:
Produção de filmes e o seu impacto ambiental
Cinema como ferramenta para a execução de pesquisa científica ou de comunicação/ambiental
A aplicação da imagem em movimento em ciências ambientais/ciências da vida.

tradução ildateresacastro

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Nature in Motion: Cinematic Ecologies and Environments

St Andrews, 20.-21. February 2014

8th NECS Graduate Workshop

Hosted by the Department of Film Studies, University of St Andrews
20-21 February 2014

Call for Papers – Submissions deadline: December 31th, 2013

At the end of the nineteenth century, one critic remarked that, in film, we are able to see “nature caught in the act.” Indeed, cinema and nature seem linked in powerful and complex ways. From proto-cinematic applications in the field of biological motion studies and contemporary visualizations of climate models, to popular documentaries like An Inconvenient Truth (2006) and more experimental work such as Leviathan (2012), the moving image continues to profoundly shape how we see and understand nature and the natural world. Furthermore, the cinema manifests a provocative paradox: it is a supremely artificial phenomena, unimaginable apart from the modern scientific and technological advances that have enabled the almost-total domination of nature by human activity. Nevertheless, cinematic representations can produce what are arguably the most successfully ‘naturalistic’ images available to the plastic arts. Moreover, the cinema itself interacts with a network of other technologies of communication and representation–a veritable media ecosystem as complex as any found in nature.

As both these media and our planet undergo rapid changes in the twenty-first century, the relationship between them, and indeed, between the ecosphere and the human techno-social sphere, calls out for new practical approaches and integrated theoretical understanding. How, for instance, might we understand the exhaustion of the celluloid medium in the face of new digital cinematic technologies in parallel with the depletion of the Earth’s resource reserves and the call for new alternative energy technologies? What does the cinema’s replacement of physical reality with virtual, computer-generated, imagery suggest about our current relationship to the material world?

NECS invites doctoral candidates and early-career researchers to submit proposals for contributions addressing these and related topics, including, but not limited to:

Theoretical Issues:
Nature and classical film theory (Bazin, Benjamin, Kracauer, etc.)
Contemporary cinematic ecocriticism
Cinema and ecosophy (Heidegger and “the world picture”, Næss and ‘Deep Ecology’, etc.)
Media ecology: Spaces of cinema exhibition (expanded cinema and environmental technologies, etc.)

Representational Issues:
Cinema and geological time, landscape, or animal/non-human performers
Special effects and the cinematic sublime
Comparative studies of environmental content in commercial cinema versus the avant-garde
Disaster films and ecological crises
Documentary rhetoric and environmental activism

Practical Issues:
Film production and its environmental impact
Cinema as tool for executing or communicating scientific/environmental research
The moving image’s application in environmental/life sciences

Please address abstracts (300-500 words) along with institutional affiliation and brief biographical note to: graduates@necs.org Notification will follow shortly thereafter.

The conference language is English.

Participants will need to cover their own travel and accommodation expenses. Travel information as well as a list of affordable hotels and other accommodation will be provided in the beginning of January.

Conference attendance is free, but valid NECS-membership is required to participate.
Participants must register with NECS at www.necs.org and pay their fee by February 1st. For the terms of NECS membership, please also refer to our website.

NECS Graduate Workshop Organizers:
Dr. Miriam De Rosa (Catholic University of Sacred Heart, Milan)
Heath Iverson, Doctoral Candidate (University of St Andrews)
Alena Strohmaier, Doctoral Candidate (Philipps-University Marburg)

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