filmes / films

.

português / english

.

.

Alvorada Vermelha

conversa com João Pedro Rodrigues* e João Rui Guerra da Mata*

alvoraavm

por Ilda Teresa de Castro*

comentário por Maria Carbonária* e Ricardo Andrade*

.

Alvorada Vermelha foi proibido na China. O fax oficial que receberam da Associação Internacional da Cultura Chinesa (China International Culture Association), dizia: Esta obra é passível de provocar uma experiência desconfortável e emoções negativas no público chinês. (This work is likely to cause an uncomfortable sensory experience and negative emotions to chinese audiences). Como entendem essa proibição face ao conteúdo do filme e ao que ele documenta?

− Foi uma medida de uma enorme hipocrisia, visto que o filme mostra imagens do quotidiano do Mercado Vermelho em Macau, muito semelhantes à maior parte dos mercados na China Continental. Esta forma de comercializar animais vivos para consumo era práctica corrente na Europa até há relativamente pouco tempo e justifica-se pela simples razão da conservação e frescura dos alimentos. Na China, esta práctica continua a fazer parte do dia a dia de grande parte da população que procura os alimentos mais frescos e de melhor qualidade.

O filme documenta um encontro interespécies humano/ não-humano que envolve o confronto com a morte em vida de animais não-humanos, esquartejados vivos para prover alimentação a humanos. [ nota: concretamente e para quem não conheça o filme, peixes vivos a que o vendedor corta o pedaço que o cliente pede e continuam vivos nas bancadas, movendo-se sem uma parte do corpo, até que surja um cliente seguinte que compre mais um bocado desse corpo.] Esse confronto esteve presente na vossa motivação para filmar este conteúdo ou o que moveu a vontade de fazer este filme?

− A vontade de fazer o filme veio do desejo de registar em filme (ou video, neste caso, mas continuamos a chamar-lhe um filme) a forma tradicional de comercializar os alimentos, animais ou não, num mercado tipicamente chinês. Estes tipos de mercado têm tendência a desaparecer com as novas formas de comercialização dos alimentos no mundo de hoje, com a prevalência dos supermercados, dos produtos embalados, do vácuo… O Mercado Vermelho pertence ao passado do João Rui e a forma de o fazermos continuar a existir no nosso presente, agora comum, foi filmá-lo: os gestos e as rotinas de um dia de mercado, desde a abertura até ao fecho. Claro que esta concentração, num único dia, que respeita a unidade de tempo e lugar das formas clássicas de contar histórias, foi fabricada na montagem, pois filmámos muitos dias naquele mercado até encontrar os momentos “justos”, aqueles que, para nós, melhor contam uma página da vivência do dia a dia em Macau.

A sereia Jane Russell poderia cumprir uma função entre o humano e o não-humano como projecção de um outro (tempo e) relacionamento entre as espécies.

− A Jane Russell é a protagonista do filme “Macao” (1951) de Josef von Sternberg (terminado por Nicholas Ray). Nesse filme, faz de uma aventureira que se refugia em Macau, território que nos é apresentado como uma espécie de terra sem lei onde tudo é permitido, refúgio de criminosos, opiómanos e expatriados. Uma das muitas representações do mito do Extremo Oriente Hollywoodesco. O “Alvorada Vermelha” foi filmado enquanto estávamos em Macau a filmar “A última vez que vi Macau”, a nossa longa-metragem “asiática”. Durante as filmagens, o João Rui estava a ler as memórias da Jane Russell, em que ela fala com bastante desalento e amargura dos filmes em que entrou. Lamenta quase só ter feito filmes em que foi escolhida pelos seus atributos físicos, a sua voluptuosidade, pela “flesh”. Eis senão quando, em Fevereiro de 2011, soubemos da notícia da sua morte através dos jornais portugueses de Macau. O choque não podia ter sido maior. Ela, o filme “Macao” que sentíamos guiar-nos pelos labirintos das nossas memórias individuais e colectivas tinha desaparecido. E tudo fez sentido: as sereias que tínhamos imaginado dentro dos tanques de peixe do mercado eram não mais que reflexos de Jane Russell, ela própria meia humana, meia animal, uma mulher que perdeu os sapatos porque se metamorfoseou numa criatura mítica e brincalhona, para sempre encerrada num tanque de peixes macaense. Por isso, o filme inicia-se com o plano de um sapato de salto alto abandonado no meio da rua, primeiro prenúncio dessa metamorphose. Sapato imediatamente atropelado, ou não fosse essa metamorfose, a partida para uma outra vida.

.

.

alvorada1

«You can murder me less brutally, but you cannot murder me “more humanely.”»

(John Sanbonmatsu)

.

por Maria Carbonária* e Ricardo Andrade*

.

Alvorada Vermelha, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata documenta um sistema: testemunhamos cronologias de um processo que nos é alheio e estranho, que se nos apresenta como grotesco, sujo, contaminado, cadenciado por golpes no vivo, que incomodam, chegando mesmo a causar repulsa. Sentimo-nos aliviados por poder relegá-lo para tempos remotos ou lugares distantes, pois o nosso sistema industrializado é mais evoluído, mais limpo e, sobretudo, menos violento. À luz deste contraste, ficamos como que eticamente purgados e até demitidos de escavar o problema.

Contudo, do ponto de vista do animal, tanto o nosso sistema ocidental como aquele que o filme nos dá a (re)conhecer, prevalecente em tantas outras regiões asiáticas, são iguais − a condição de mercadoria/produto/unidade proteica e a anulação da individualidade e valor intrínsecos e invariavelmente reais de cada um, de cada animal, dá o mote e determina o paralelismo. Ambos os sistemas vedam a animalidade ao animal, o exercício dos seus atributos mais elementares, da sua personalidade, o vivenciar das relações sociais e afectivas, e impedem a possibilidade de fuga perante a ameaça permanente à sua integridade. Ambos os sistemas impõem ambientes sobrelotados, insalubridade, imobilidade, mutilações em vida, manuseamento violento, ansiedade, terror, antevisão da morte, testemunho de violência para com os seus semelhantes. Tudo é repetido na cronologia dos procedimentos, desde o acondicionamento do animal vivo até ao desmembrar do seu corpo.

Entre nós, o embalamento a vácuo, a assepticidade, dá-nos a ilusão de uma correcção exemplar no processo industrializado. Imaginamos um sistema eficiente na produção, porque o vemos eficiente na distribuição. Nesta linha de pensamento, o produto final é tão só isso mesmo: um produto. Catalogado, identificado, higienizado/asséptico, esvaziado de indícios do que foi antes e do que é agora, de facto, ainda que morto: um animal. Numa espécie de sub-processo de rectificação do que está errado, como se o que está errado é ter sido vivo e o que está certo é ser coisa − fresco, mas coisa −, corrige-se o que é imperfeito, remetendo qualquer noção do que foi vida para o infinitamente longe. Uma vez eliminado o cheiro, os resíduos/vestígios de vida, imaginamos todo um sistema menos violento, alicerçado em maquinaria de ponta e em legislação de suporte ao bem-estar e à atenuação do sofrimento. Resta, enfim, a funcionalidade que lhe foi destinada, antes mesmo de ser animal, de nascer.

Por chocante oposição – gráfica e sensorial −, observamos neste filme, naquele sistema, o animal waste, o cheiro e o estertor da morte no fim do processo, na banca de venda, e é isso que nos leva a apaziguar todo um sistema em detrimento de outro, exatamente igual para quem o vive. Esta ideia contribui para mantermos uma posição acrítica perante o nosso próprio sistema, anula ou diminui consideravelmente a nossa capacidade de reacção e acaba, também, por se transformar numa fragilidade explorada pela indústria da publicidade. Assim se reforça, engenhosa e perniciosamente, o ciclo e a alienação, o que ajuda a legitimar, banalizar e perpetuar uma prática hiper-sofisticada, no limite já reduzida ao estatuto de um mero processo de crueldade e matança gourmet.

.

*João Pedro Rodrigues começou por estudar Biologia na Universidade de Lisboa para se tornar ornitólogo, mas cedo abandonou os estudos para se formar na Escola de Cinema de Lisboa. O seu trabalho explora o desejo humano em todas as suas formas – e disfarces – reflectindo a história multifacetada do cinema, dos géneros clássicos ao filme documentário e experimental. Realizou cinco longas-metragens: O Fantasma (2000), Odete (2005), Morrer Como Um Homem (2009), A Última Vez Que Vi Macau (2012) co-realizado com João Rui Guerra da Mata – e O Ornitólogo (2016). Também realizou curtas-metragens, algumas com Guerra da Mata, sendo Iec Long (2014), o seu mais recente filme em conjunto e pertencente a um corpo de trabalho que gostam de intitular de “filmes asiáticos”. Os seus filmes foram premiados nos principais festivais de cinema do mundo, incluindo Cannes, Veneza, Locarno e Berlim. Foi bolseiro do Centro de Estudos de Cinema de Radcliffe-Harvard e Carl Fellow, da Fundação Lily Pforzheimer na Universidade de Harvard, EUA (2014-2015) e “Artista Convidado” (pela segunda vez), em Le Fresnoy, Studio National des Arts Contemporains, França (2015/2016). Santo António, criado com Guerra da Mata para o Mimesis Art Museum na Coreia do Sul (2013-2014), foi a sua primeira exposição. Uma instalação vídeo de quatro canais, parte da exposição coreana, foi inaugurada em Outubro passado na Johnson-KuluKundis Family Gallery, no Radcliffe Institute da Universidade de Harvard e, Do Rio das Pérolas ao Ave (2016), na Solar, Galeria de Arte Cinematográfica, Vila do Conde. Uma retrospectiva do seu trabalho em conjunto com João Rui Guerra da Mata decorre no Centro Pompidou, em Paris, como parte do Festival d’Automne (2016/2017).

* João Rui Guerra da Mata estudou e formou-se em Design Gráfico e Tipografia e começou a trabalhar no cinema em 1995. Foi docente de Direcção de Arte / Design de Produção na Escola de Cinema de Lisboa (ESTC), de 2004 a 2011. Trabalhou em vários filmes como co-argumentista, assistente de realização, director de arte, designer de produção, figurinista e maquilhador, notadamente os dirigidos por João Pedro Rodrigues. Em 2012, realizou O Que Arde Cura, o seu primeiro filme. Co-realizou com João Pedro Rodrigues: China, China (curta-metragem, 2007), Alvorada Vermelha (documentário de curta-metragem, 2011), A Última Vez Que Vi Macau (curta-metragem, 2013), Iec Long (curta-metragem, 2014). Desenvolve design gráfico e design de interiores. Uma retrospectiva do seu trabalho em conjunto com João Pedro Rodrigues, decorre no Centro Pompidou, em Paris, como parte do Festival d’Automne (2016/2017). A sua obra está presente na colecção permanente do Museu de Arte Moderna (MOMA), em Nova York. Foi homenageado com várias retrospectivas internacionais em conjunto com João Pedro Rodrigues, nomeadamente no Harvard Film Archive e no BAMcinématek, Brooklyn, EUA (2010); TIFF Bell Lightbox, Toronto – Os Novos Autistas (2011) e, numa retrospectiva itinerante no Japão, em 2013. Em Junho de 2015, participou, juntamente com João Pedro Rodrigues, no painel “A Metamorfose do Cinema”, na Universidade Rikkyo, em Tóquio e em Outubro de 2016, apresentou uma palestra, juntamente com João Pedro Rodrigues, na mesma cidade, na Universidade Waseda.

*Maria Carbonária é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Seguidora entusiasta dos cínicos e de todos os outros cães, dedica particular interesse à ética e bem-estar do humano e do não-humano.

*Ricardo Andrade é Mestrando em Cinema, com particular interesse pela articulação entre a Antrozoologia e o Cinema Documental. É também um músico intermitente, fascinado por animais: humanos e não-humanos.

* Ilda Teresa Castro é investigadora no AELab – Laboratório de Estética e Filosofia das Práticas Artísticas do IfilNova. Pós-doc com o projecto “Paisagem e Mudança − Movimentos”, apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Fundadora e Editora da plataforma e jornal online  AnimaliaVegetaliaMineralia, Publicou Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015). Doutorada em Ciências da Comunicação/Cinema e Televisão, pela Universidade Nova de Lisboa. Prossegue investigação em Estudos Fílmicos, Ecocinema e Ecocriticismo. Inicialmente estudou Artes e Técnicas do Fogo para via de Belas-Artes, tendo optado por formação na Escola Superior de Cinema de Lisboa (ESTC) e em Peritos em Arte (CESE), na Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD), da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS) em Lisboa. Artista pluridisciplinar, o seu trabalho mais recente assume um cruzamento entre arte e ecologia com enfoque no domínio ecocritico, ambiental e animal. Conjuga práticas artísticas distintas: desenho, fotografia, webdesign, joalharia, escultura e filme. Realiza ecofilmes e instalações.

.

.

Red Dawn

interview with João Pedro Rodrigues* and João Rui Guerra da Mata*

alvoraavm

by Ilda Teresa de Castro*

comment by Maria Carbonária* and Ricardo Andrade*

.

Red Dawn was banned in China. The official fax they received from the China International Culture Association said: “This work is likely to cause an uncomfortable sensory experience and negative emotions to Chinese audiences”. How should we understand this prohibition in the light of the content of the film and of what it documents?

— It was a very hypocritical measure, given that the film shows images of daily life at the market “Mercado Vermelho” (Red Market) in Macau, which is very similar to most of the markets in Mainland China. This form of trading live animals for consumption was current practice in Europe until relatively recently and is justified by the simple reason of the conservation and the freshness of the food. In China, this practice continues to be part of the daily lives of most of the population looking for the freshest and best quality foodstuffs.

The film documents an interspecies meeting of humans and nonhumans, involving the confrontation with the “death in life” of nonhuman animals, which are dismembered alive to provide food for humans [note: concretely and for those who do not know the film, live fish to which the seller cuts the piece that the customer asks for and stay still alive on the benches, moving without a part of the body, until the arrival of a next customer who buys one bit of that body.] Was this confrontation part of your motivation to film this content? What motivated you to make this film?

— We wanted to record on film (or video, in this case, but we can still call it a film) the traditional way to market food, be it animals or not, in a typical Chinese market. These types of markets tend to disappear as new forms of marketing food, such as supermarkets, packaged products and vacuum, are on the increase… The Red Market belongs to João Rui’s past, and the common way to preserve it was to film it: the gestures and routines of a market day, from the opening to the closing. Of course, this concentration in a single day, which respects the unity of time and place of the classical forms of storytelling is created in editing because we filmed over many different days in that market to find the “right” moments, those which, for us, best illustrate everyday life in Macau.

The mermaid Jane Russell could fulfil a role between the human and the nonhuman, as a projection of another time and another relationship between the species.

— Jane Russell is the protagonist of the film “Macao” (1951) by Josef von Sternberg (finished by Nicholas Ray). In this film, she plays an adventurer who takes refuge in Macau, a territory that is presented to us as a kind of lawless land where everything is permitted, a refuge to criminals, opium addicts, and expatriates. It is one of the many representations of Hollywood’s myth of the Far East. “Red Dawn” was filmed while we were in Macau filming “The last time I saw Macau”, our “Asian” feature film. During filming, João Rui read the memoirs of Jane Russell, in which she speaks with a lot of disappointment and bitterness of the films she had made. She regrets having made only films for which she was chosen for her physical attributes, her voluptuousness, for the “flesh”. In February 2011, we learned the news of her death through Macau’s Portuguese newspapers. The shock could not have been greater. She and the film “Macau”, that we felt was guiding us through the labyrinths of our two individual and collective memories, had disappeared. And it all made sense: the mermaids we had imagined inside the fish tanks at the market were no more than reflections of Jane Russell, she herself being half human, half animal, a woman who lost her shoes because she metamorphosed into a mythical, playful creature, to be locked up forever in a Macanese fish tank. This is why the film begins with a high-heeled shoe left in the middle of the street, the first harbinger of this metamorphosis. A shoe immediately run over, or if it were not this metamorphosis, the departure to another life.

translated by Gabriela Carvalho

.

alvorada1

«You can murder me less brutally, but you cannot murder me “more humanely.”»

(John Sanbonmatsu)

.

comment by Maria Carbonária* and Ricardo Andrade*

.

Alvorada Vermelha documents a system: we witness the chronologies of a process that is alien and strange to us, that presents itself to us as something grotesque, filthy, contaminated, cadenced by blows to the quick that disturb and even cause revulsion. We feel relieved that we may relegate it to remote times or distant places; after all, our industrial system is more evolved, cleaner and, most of all, less violent. In the light of this contrast, we feel ethically cleansed and even dispensed from looking into the problem.

However, from the animal’s point of view, both our Western system and the one the film (re)acquaints us with, predominant in various Asian territories, are the same – the condition of merchandise/product/proteid unit and the annulation of the intrinsic, invariably real individuality and value of every one, of every animal, set their tone and define them as parallel. Both systems deny the animality of animals, depriving them of their most basic attributes, their personality, their experiencing of social and affective relationships, and prevent them from evading the constant threat to their integrity. Both systems impose on them crowded living spaces, insalubrity, immobility, mutilations, violent handling, anxiety, terror, foresights of death and the witnessing of violent acts against others like them. All this is repeated in the chronology of procedures, from the accomodation of living animals to the butchering of their corpses.

Among us, vaccum-packaging and asepticism offer us the illusion of exemplary correctness in the industrialised process. We imagine a system that is effective in terms of production, because we see its effectiveness in terms of distribution. In this line of thought, the final product is just that: a product. Catalogued, identified, hygienic/aseptic, devoid of signs of what it was before and what it is now, in fact, though dead: an animal. In a sort of sub-process of righting what is wrong, as if being alive was wrong and being a thing – a fresh thing, but still a thing – was right, the imperfect is corrected, casting any idea that something was once alive into an infinite distance. Once the smell and all traces of life have been removed, we imagine a whole system that is less violent, based on cutting-edge machinery and laws that uphold animal well-being and the diminution of suffering. All that is left, in the end, is the functionality that was attributed to them, even before they were animals, even before they were born.

In shocking (graphic and sensorial) opposition, we are shown in this film, in that other system, the animal waste, the smells and the agony of death at the end of the process, at the market stalls, and this leads us to tolerate one system above the other, while both are exactly the same for those undergoing them. This notion helps us preserve an uncritical stance regarding our own system; it annuls or considerably impairs our capacity for indignation, eventually becoming a fragility that is exploited by the advertising industry. Thus the cycle of alienation is cleverly and perniciously strengthened, further legitimising, banalising and perpetuating a hyper-sophisticated practice, which has now been reduced to the condition of a mere gourmet process of cruelty and slaughter.

.

*João Pedro Rodrigues began by studying Biology at Lisbon University to become an ornithologist but soon gave it up for Cinema Studies and graduated from Lisbon Film School. His work explores human desire in all its guises – and disguises – reflecting the multifarious history of film, from classic genres to documentary and experimental film. He directed five features: O Fantasma (2000), Odete (2005), Morrer Como Um Homem / To Die Like A Man, (2009), A Última Vez Que Vi Macau / The Last Time I Saw Macao (2012) – co-directed with João Rui Guerra da Mata – and O Ornitólogo / The Ornithologist (2016). He also directed several shorts, some together with Guerra da Mata, being IEC LONG (2014) their newest film together and belonging to a body of work they like to call their “Asian films”. His films premiered and won prizes at the world’s foremost film festivals, including Cannes, Venice, Locarno and Berlin. He was a Radcliffe-Harvard Film Study Center Fellow and Carl and Lily Pforzheimer Foundation Fellow at Harvard University, USA (2014-2015) and “Invited Artist” (for the second time already), at Le Fresnoy, Studio national des arts contemporains, in France (2015/2016). Santo António/ Saint Anthony, created with Guerra da Mata for the Mimesis Art Museum in South Korea (26/11/2013 to 9/02/2014) was his first exhibition. A four-channel video installation, part of the Korean exhibition, opened last October at the Johnson-KuluKundis Family Gallery at the Radcliffe Institute of Harvard University. Do Rio das Pérolas ao Ave / From The Pearl River To The River Ave (2016) at Solar, Cinematic Art Gallery, Vila do Conde. He has a complete retrospective and exhibition, together with João Rui Guerra da Mata at the Pompidou Center in Paris as part of the Festival d’Automne (2016/2017).

* João Rui Guerra da Mata studied and trained in Graphic Design and Typography and started working in cinema in 1995. He teached Art Direction / Production Design at the Lisbon Film School (ESTC) from 2004 to 2011. He worked in several features and shorts as co-director, co-writer, assistant director, art director, production designer, costume designer, and make-up artist, notably the ones directed by João Pedro Rodrigues. In 2012 he directed O Que Arde Cura / As The Flames Rose, his debut solo short. He co-directed with João Pedro Rodrigues: China, China (short, 2007), Alvorada Vermelha / Red Dawn (short documentary, 2011), A Última Vez Que Vi Macau / The Last Time I Saw Macao (feature, 2012), Mahjong (short, 2013), Iec Long (short, 2014). He also develop Graphic Work, Style and Interior Design and Exhibitions. He has a complete retrospective and exhibition, together with João Pedro Rodrigues at the Pompidou Center in Paris as part of the Festival d’Automne (2016/2017). His work is in the permanent collection of the Museum of Modern Art (MOMA), in New York City. He was honored with several international retrospectives together with João Pedro Rodrigues, namely at the Harvard Film Archive and at the BAMcinématek, Brooklyn, U.S. in 2010; TIFF Bell Lightbox, Toronto – The New Auteurs in 2011 and an itinerant retrospective in Japan in 2013. In June 2015, he took part, together with João Pedro Rodrigues, in the panel “The Metamorphosis of Cinema” at Rikkyo University in Tokyo. In October 2016 he gave a lecture, together with João Pedro Rodrigues, at Waseda University in Tokyo.

* Maria Carbonária holds a degree in Philosophy from the Faculty of Letters of the University of Lisbon. An enthusiastic follower of cynics and all other dogs, she pays particular attention to the ethics and well-being of the human and the nonhuman.

* Ricardo Andrade is a Master´s degree student in Cinema, particularly interested in the articulation between Anthrozoology and Documentary Film. He´s also an intermittent musician, relentlessly fascinated by animals: humans and nonhumans.

* Ilda Teresa Castro is a researcher in the AELab – Laboratory of Aesthetics and Philosophy of Artistic Practices at IfilNova Institute of Philosophy developing the Postdoctoral project “Landscape and Change – Movements”, with support by the FCT. Founder and editor of the online journal and homonym platform AnimaliaVegetaliaMineralia. Castro published the book Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015). PhD in Communication Sciences, Faculty of Humanities and Social Sciences, Universidade NOVA de Lisboa. Castro continues making research in Film Studies, Ecocinema and Ecocriticism. Began by studying Arts and Techniques of Fire for Fine Arts, having opted to gave it up for Cinema Studies and graduated from Lisbon Film School (ESTC) and Art Experts (CESE), School of Decorative Arts (ESAD), at Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva (FRESS) in Lisbon. A multidisciplinary artist, her most recent work assumes a cross between art and ecology — art and science, with a focus on the ecocritical, environmental and animal domain. It combines different artistic practices: drawing, photography, webdesign, jewelery, sculpture and film. Director of ecofilms and eco-instalations.

.

Alvorada Vermelha / Red Dawn (documentário de curta-metragem / short documentary), 2011

Festival de Locarno

Fevereiro de 2011, Mercado Vermelho, o mais famoso e tradicional mercado de Macau. Dois realizadores, um olhar. Os gestos e as rotinas, entre a vida e a morte. In memoriam: Jane Russell (21 de Junho, 1921 – 28 de Fevereiro, 2011).

February 2011, Red Market, Macao’s most famous and traditional food market. Two directors, a common look. The gestures and the routines, between life and death.
In memoriam: Jane Russell (June 21, 1921 – February 28, 2011)

DCP, 27’, sem diálogos / no dialogue, escrito e realizado por / written and directed by João Rui Guerra da Mata e / and João Pedro Rodrigues imagem / cinematography João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata som directo / direct sound Nuno Carvalho, Carlos Conceição montagem / editing Rui Mourão, João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata montagem de som e misturas / sound editing and mix Nuno Carvalho primeira assistente de realização / first assistant director Leonor Noivo conselheira científica / scientific advisor Filomena Silvano produtor / producer João Figueiras produção / production Blackmaria.

imagens / images © Agência da Curta Metragem

.

 

 

.

.

A Vossa Terra, de João Mário Grilo (2016)


..

Unlocking the Cage, by Chris Hegedus and D A Pennebaker (2016)

unlockingpic

.

Heart of a Dog, by Laurie Anderson (2015)

safe_image

.

The Animal Communicator, by Swati Thiyagarajan, Craig Foster (2013)

image_preview

.

Cowspiracy : The Sustainability Secret, by Kip Andersen, Keegan Kuhn (2014)

12-reasons-why-cowspiracy-is-the-next-blackfish-features-peta

.

Thoughtful Birds in Action, Dr Deirdre Cobbin (University of Auckland)

687e1da015975c69ca3b5a50dc8009e3

online

“I just learned about a wonderful video called “Thoughtful birds in action” directed by Dr. Deirdre Cobbin of the Faculty of Science at University of Technology in Sydney, Australia, that shows captive and wild birds performing amazing cognitive skills showing just how smart they are. Some of the scientists whose innovative and groundbreaking research is discussed include Giorgio Vallortigara, Gisela Kaplan, Lesley Rogers, Gavin Hunt, K-lynn Smith, Cinzia Chiandetti, and Culum Brown.” Marc Bekoff, Thoughtful Birds In Action: Bird Brains Are Highly Evolved

 

E Agora? Lembra-me, Joaquim Pinto e Nuno Leonel (2013)

10636221_284623385054266_7666391448219084416_n

.

Lacrau, João Vladimiro (2013)

images-1

*

The Ghosts in Your Machine, Liz Marshall (2013)

ghosts_in_our_machine_xlg

*

Leviathan, Verena Paravel & Lucien Castaing-Taylor (2012)

Sensory Ethnography Lab Harvard University

leviathan

*

FixFood , Robert Kenner  (2012)

food-inc

*

A Vossa Casa, João Mário Grilo (2012)

A VOSSA CASA cartaz

*

The Turim Horse, Béla Tarr (2011)

the-turin-horse-title2

*

A Arca do Éden, Marcelo Felix (2011)

A Arca do Eden

*

Avatar, de James Cameron (2009)

Digital, cor, 162 min. Argumento James Cameron. Música James Horner. Fotografia Mauro Fiore. Montagem James Cameron, John Refoua, Stephen E. Rivkin. Intérpretes Sam Worthington, Zoe Saldanha, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel Moore, CCH Pounder, Wes Studi, Laz Alonso. Produção James Cameron, Jon Landau, Colin Wilson.

avatar_pf4

*

Home, de Arthus-Bertrand (2009)

Digital, cor, 95min. Argumento Isabelle Delannoy, Yann Arthus-Bertrand, Denis Carot, Yen Le Van. Música Armand Amar. Narrador Glen Close. Comentário Isabelle Delannoy, Tewfik Fares, Yan Arthus-Bertrand. Fotografia Michel Benjamim, Dominique Gentil. Montagem Yen Le Van. Produção Luc Besson, Denis Carot.

home_yann_arthus_bertrand_5_juin_2009

*

Food Inc., Robert Kenner (2008)

food-inc

*

Meat the Truth, de Gertjan Zwanikken e Karen Soeters (2008)

Digital, cor, 78 min. Ideia base Nico Koffeman. Argumento Cluadine Everaert. Apoio realização. Karen Soeters. Fotografia Daniel Pfisterer. Montagem Steve Armor, Wouter Crucio, Dennis van Kouterik, Gertjan Zwanikken. Intérprete Marianne Thieme. Produção Monique van Dijk, Claudine Everaert, Alalena. Apoio. Nicolas G. Pierce Foundation.

meat-the-truth

*

The 11th Hour, de Leila Conners Petersen e Nadia Conners (2007)

Digital, cor, 95min. Argumento Leila Conners Petersen, Nadia Conners e Leonardo Dicaprio. Música Jean-Pascal Beintus. Fotografia Peter Youngblood Hills. Montagem Luís Alvarez e Alvarez, Pietro Scalia. Produção Chuck Castleberry, Leila Conners.

The-11th-Hour

*

Encounters At the End of the World, Werner Herzog (2007)

Digital, cor, 99 min. Argumento Werener Herzog. Música Henry Kaiser, David Lindley Fotografia Peter Zeitlinger. Montagem Joe Bini. Narrador Werner Herzog. Intérpretes David Ainley, Samuel Bowser, Regina Eisert, Kevin Emery, Ryan Evans, Ashrita Furman, Peter Gorham, William Jirsa, Karen Joyce, Doug MacAyeal,William McIntosh, Olav Ofedal, Clive Oppenheimer, David Pacheco, Stefan Pashov, Jan Pawlowski, Scott Rowland, Ernest Shackleton, Libor Zicha. Produção Randal Boyd, Phil Fairclough, Dave Harding, Julian Hobbs, Henry Kaiser, Tree Leyburn, Andrea Medich, Erik Nelson.

encounters_at_the_end_of_the_world_2007_580x435_710896

*

An Inconvenient Truth, Davis Guggenheim (2006)

Digital, cor, 100min. Música Michael Brook. Fotografia Davis Guggenheim, Robert Richman. Montagem Jay Cassidy, Dan Swietlik. Produção Lawrence Bender, Soctt Z. Burns.

MV5BOTg3NjYxMjM5OF5BMl5BanBnXkFtZTcwMzQzMDA0MQ@@._V1_SX640_SY720_

*

Earthlings, Shaun Monson (2005)

Digital, cor, p/b, 95 min. Música Moby. Narrador Joaquin Phoenix. Prod. Brett Harrelson, Nicole Visram, Babak Cyrus Razi, Maggie Q, Pérsia White, Libra Max, David&Sean Amato, Jeffrey David Sinclair.

earthling

*

Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring, de Kim ki-duk (2003)

35mm, cor, 103min. Música Ji-woong Park. Argumento Kim ki-duk. Fotografia Dong-hyeon Baek. Montagem Kim ki-duk. Intérpretes Oh Yeong-su, Kim ki-duk , Seo Jae-kyeong , Há Yeo-jin , Kim Jong-ho, Kim Jung-young , Ji Dae-han , Choi Min , Park Ji-a, Song Min-Young. Produção Karl Baumgartner, Dong-joo Kim, Seung-jae Lee.

936full-spring,-summer,-fall,-winter...-and-spring-poster

*

Baraka, Ron Fricke (1992)

Digital, cor, 92 min. Ideia original Genevieve Nicholas, Constantine Nicholas e Ron Fricke. Conceito e argumento Ron  Fricke, Mark Magidson e Bob Green. Montagem Ron Fricke, Mark Magidson, David E. Aubrey. Fotografia Ron Fricke. Direcção musical e música original Michael Stearns. Supervisão de produção Alton Walpole. Produção Mark Magidson. Filmado em Todd-AO 70mm.

AmvSy

*

Mindwalk, de Bernt Capra (1990)

Digital, cor, 112 min. Obra original Fritjof Capra. Argumento Bernt Capra, Floyd Bars, Fritjof Capra. Música Philip Glass. Fotografia Karl Cases. Montagem Jean-Claude Piroué. Intérpretes Liv Ullman, Sam Waterston, John Heard, Ione Skye, Emmanuel Montes. Produção Adrianna Cohen, Robin Holding, Klaus Lintschinger, Stephanie Moore.

tumblr_lqx7szU5dJ1qa6f6fo1_500

*

Damnation, de Béla Tarr (1987)

35mm, p/b, 116 min. Obra original Lászlo Kranahorhai. Argumento Lászlo Kranahorhai, Bela Tarr. Música Mihály Víg. Fotografia  Gábor Medvigy.. Montagem Ágnes Hranitzky.. Intérpretes Miklós B Székely, Vali Kerekes, Hédi Temessy, Gyorgy Cserhalmi. Produção Josef Marx.

damnation-poster

*

O Raio Verde, de Eric Rohmer (1986)

35mm, cor, 98min. Argumento Eric Rohmer e Marie Rivière (colaboração). Música Jean-Louis Valéro. Fotografia Sophie Maintigneux. Montagem Maria Luísa Garcia. Intérpretes Marie Rivière, Maria Luísa Garcia, Amira Chemakhi, Sylvie Richez, Basile Gervaise, Virginie Gervaise, René Hernández, Dominique Rivière, Claude Julien, Alaric Julien, Laetitia Rivière, Isabelle Rivière, Béatrice Romand, Rosette, Marcelo Pezzutto, Irene Skobline, Eic Hamm, Gérard Quéré, Brigitte Poulain, Gérard Leleu, Lilianne Leleu, Vanessa Leleu, Huger Foote, Michel Labourre, Paulo, Maria Couto-Palos, Isa Bonnet, Yve Doyhamboure, Friedrich Gunter Christlein, Paulete Christlein, Carita, Marc Vivas, Joel Comarlot, Vincent Gauthier. Produção Margaret Ménégoz.

85435977b1bdfdc531e83fa4db90a573_jpg_290x478_upscale_q90

*

O Movimento das Coisas, Manuela Serra (1985)

kOjZGVY

*

Stalker, de Andrej Tarkovsky (1979)

35mm, cor, 163min. Obra original Arkadiy Strugatskiy e Boris Strugatskiy. Argumento Arkadiy Strugatskiy e Boris Strugatskiy. Fotografia Alexandr Knyazhinsky, Giorgi Rerberg, Leonid Kalashnikov. Montagem Lyudmila Feiginova. Direcção artística Shava Abdusalamov. Intérpretes Aleksandr Kaidanovsky, Alisa frejndlikh, Anatoli Solonitsyn, Nikolai Grinko, Natasha Abramova. Design de Produção Aleksandr Bojm, Andrei Tarkovsky. Produção Aleksandra Demidova, Willie Geller.

89a6d2c3e4406093425e88352512ca85

*

Trás-os-Montes, António Reis (1976)

RTOWVul

*

Jaime, António Reis (1974)

entrevista-jaime-001

*

Festa, Trabalho e Pão em Grijó da Parada, Manuel Costa e Silva (1973)

festa,+trabalho+e+pão+-+colecção+cinemateca

*

Solaris, de Andrej Tarkovsky (1972)

35mm, cor, 167 min. Obra original Stanislaw Lem. Argumento Andrej Tarkovsky, Friedrich Gorenstein. Música Eduard Artemiev. Fotografia Vadim Yusov. Montagem Lyudmila Feiginova, Nina Marcus. Intérpretes Natalya Bondarchuck, Donatas Banionis, júri Jarvet, Vladislav Dhorzhetsky, Nikolai Gringo, Anatoli Solonitsyn, Olga Barnet. Produção Michail Romadin, Viacheslav Tarasov.

solaris1

*

Au Hasard Balthazar, de Robert Bresson (1966)

35mm, p/b, 95 min. Argumento Robert Bresson. Música Jean Wiener. Fotografia Ghislain Cloquet. Montagem Raymond Lamy. Intérpretes Anne Wiazemsky, Walter Green, François Lafarge, Jean-Claude Guilbert, Philippe Asselin, Pierre Klossowski, Nathalie Joyaut, Marie-Claire Fremont, Jean-Joel Barbier, Jean Rémignard. Produção Mag Bodard.

donkey

*

A Caça, Manoel de Oliveira (1964)

17774_poster

*

The River (O Rio Sagrado), de Jean Renoir (1951)

35mm, cor, 99min. Música original M. A. Partha Sarathy. Obra original Rumer Godden. Argumento Rumer Godden e Jean Renoir. Fotografia Claude Renoir. Montagem George Gale. Direcção artística Bansi Chandragupta. Intérpretes Nora Swinburne, Esmond Knight, Arthur Shields, Suprova Mukerjee, Thomas E. Breen, Patricia Walters, Radha, Adrienne Corri, June Hillman (voz off). Produção Kenneth McEldowney e Jean Renoir.

rio+sagrado

*

Francesco giullare di Dio, Roberto Rossellini (1950)

35mm, p/b, 75min. Argumento Roberto Rosselini, Federico Fellini, António Lisandrini, Félix Morlión, Brunello Rondi. Música Renzo Rosselini. Fotografia Otello Martelli. Montagem Jolanda Benvenuti. Intérpretes Nazario Gerardi, Aldo Fabrizi, Peparuolo, Severino Pisacane, Roberto Sorrentino, Arabella Lamaitre. Produção Giuseppe Amato, Ângelo Rizzoli.

41Y0t4HRxoL._SY300_

*

Le Sang des Bêtes, Georges Franju (1949)

Digital, cor, 162 min. Argumento Georges Franju Comentário Jean Painlevé. Música Joseph Korma. Fotografia Marcel Fradetal. Montagem André Joseph.Câmera Patrice Molinard. Narradores Georges Hubert, Nicole Ladmiral. Intérpretes Alfred Macquart, Maurice Griselle, André Brunier, Henri Fournel. Produção Paul Legros.

Blood_of_the_Beasts.3

*

La Régle du Jeu, Jean Renoir (1939)

918_001

*

General Line, Serjei Eisenstein (1929)

images

*

Nanook of the North, de Robert Flaherty (1922)

16mm, p/b, 62 min. Argumento Robert Flaherty. Música Timothy Brock (versão de 1998), Stanley Silverman (versão de 1976), Rudolf Schramm (versão de 1947). Fotografia Robert Flaherty. Montagem Herbert Edwards (versão de 1947), Robert Flaherty, Charle Gelb.. Intérpretes Nanook, Nila, Cunayou, Alle e Allegoo. Produção Robert Flaherty.

nanook_

*

Electrocuting an Elephant, Thomas Edison (1903)

p/b. 22´´, EUA.

daly30n-2-web

*

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s