exposições / exhibitions

português / english

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Homo – Humus

de ilda teresa castro* . 2016

por Catarina Alfaro*

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A instalação Binómio Homo-Humus nos séculos XX e XXI (Binomial Homo-Humus in XX-XXI century) apresentada por Ilda Teresa Castro no espaço Flores do Cabo, entre Agosto e Outubro de 2016, é realizada em três diferentes “painéis” em que o humus é a matéria comum e interrogadora. Estes receptáculos de terra são colocados e justapostos num diálogo que é feito através do contraste. No painel central, colocado horizontalmente e em domínio espacial, a terra é habitada por uma figura central, o homo faber, aqui metaforicamente representado por um boneco do tipo action-man, que num gesticular maquinal e onanista, usurpa, destrói, corrompe a seu bel- prazer a Terra/Natureza. À sua volta distribuem-se os multifacetados resíduos poluentes desta presença transfiguradora.

Nos outros dois painéis que integram a obra, a terra é colocada, num gesto sacralizador, dentro de duas molduras que supostamente a defendem das contaminações humanas. Uma delas contém, entre outros materiais não naturais, vestígios da própria autora, que é identificada através de uma fotografia de passe de entrada no Jardim Botânico de Lisboa − numa remissão para a criação de lixo, incluso nas práticas relacionadas com a vivência da Natureza, em contexto urbano. A sua presença – também ela interrogadora − inscreve-se, assim, nestes registos morfológicos do húmus. Imediatamente ao lado surge uma moldura que continha apenas a terra intocada mas que, durante o tempo da exposição, preencheu-se de formas vegetais, num verdadeiro paroxismo ao binómio Homo/Humus, e à análise que a artista faz de uma relação, à partida condenada, entre o sujeito humano contemporâneo e a Terra.

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* Catarina Alfaro é Licenciada em História da Arte e Mestre em Museologia e Património.  Colaborou na edição do Catálogo Raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), sendo autora da Fotobiografia do artista (Volume I do Catálogo Raisonné, 2007). Realizou a investigação preparatória da exposição Amadeo de Souza-Cardoso Diálogo de Vanguardas, assumindo as funções de Comissária-adjunta e coordenadora editorial do catálogo da referida exposição (coordenação partilhada com Helena de Freitas). Integrou a equipa científica do volume II do catálogo Raisonné de pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Actualmente é Coordenadora da Programação e Conservação do museu Casa das Histórias Paula Rego, assumindo a curadoria das exposições deste museu, bem como a edição dos respectivos catálogos, desde 2011.

*Ilda Teresa Castro, artista pluridisciplinar, no seu trabalho mais recente assume um cruzamento entre arte e ecologia − arte e ciência, com enfoque no domínio ecocritico, ambiental e animal. Conjuga práticas artísticas distintas: desenho, fotografia, webdesign, joalharia, escultura e filme. Investigadora pós-doc no AELab – Laboratório de Estética e Filosofia das Práticas Artísticas do IfilNova,  com o projecto “Paisagem e Mudança − Movimentos”, apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Fundadora e editora da plataforma e jornal online  AnimaliaVegetaliaMineralia, realiza filmes e instalações ecocriticas. Publicou Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015). Doutorada em Ciências da Comunicação/Cinema e Televisão, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Prossegue investigação em Estudos Fílmicos e Ecocriticismo.

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Homo – Humus

ilda teresa castro* . 2016

by Catarina Alfaro*

.The installation Binommial Homo-Humus in XX-XXI century (Binómio Homo-Humus nos séculos XX e XXI) presented by Ilda Teresa Castro at the Flores do Cabo space, between august and october of 2016, is created in three different “panels” where the humus is the common and interrogative matter. These receptacles of earth are placed and juxtaposed in a dialogue which activates through contrast. In the main panel, placed horizontally and in spatial domain, the earth is inhabitated by a central figure, the homo faber, here metaphorically represented by an action-man like dummy, who in a machinistic and onanistic gesticulation, usurps, destructs, corrupts the Earth/Nature at his will. Around him can be found the multifaceted polluent debris of this transfigurating presence.

On the other two panels which integrate this work, the earth is placed, in a sacralizing gesture, within two frames which supposedly defend it from human contaminations. One of which contains, amidst other non-natural materials, human traces – author’s own, who’s identified through a photograph from an entry pass to the Lisbon Botanical gardens – remission to the creation of waste, including practices related to the vivency of nature, in an urban context. Her own presence – herself interrogative as well – is thus inscribed in these morphological registries of the humus. Immediately aside we behold a frame which contained only the untouched earth but which, alongside the time the exhibition decurred, filled itself in vegetable forms, in a true paroxysm to the binnomial Homo/Humus, and to the analysis the artist has made of one relationship, condemned from the beginning, between the contemporary human subject and the Earth.

* Catarina Alfaro holds a degree in Art History and a Master’s degree in Museology and Heritage. She collaborated in the edition of the Raisonné Catalog of Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), being the author of the artist’s Photobiography (Volume I of the Raisonné Catalog, 2007). Carried out the preparatory research for the exhibition Amadeo de Souza-Cardoso Dialogue of Vanguards, assuming the functions of assistant Commissioner and editorial coordinator of the catalog (coordination shared with Helena de Freitas). She was part of the scientific team of the Raisonné catalog of painting by Amadeo de Souza-Cardoso, volume II. She is currently Coordinator of the Programming and Conservation of the Paula Rego House of Stories museum, taking over the curatorship of the exhibitions of this museum, as well as the edition of the respective catalogs, since 2011.

*Ilda Teresa Castro is a multidisciplinary artist, her most recent work assumes a cross between art and ecology — art and science, with a focus on the ecocritical, environmental and animal domain. It combines different artistic practices: drawing, photography, webdesign, jewelery, sculpture and film. Researcher in the AELab – Laboratory of Aesthetics and Philosophy of Artistic Practices at IfilNova Institute of Philosophy, Castro is developing the Postdoctoral project “Landscape and Change – Movements”, with support by the FCT. Founder and editor of the online journal and homonym platform AnimaliaVegetaliaMineralia she makes films and ecocritic instalations.  PhD in Communication Sciences, Faculty of Humanities and Social Sciences, Universidade NOVA de Lisboa, she published the book Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015) [I Animal – arguments for a paradigm shift – cinema and ecology (2015)] and continues making research in Film Studies and Ecocriticism.

 

translated by Ana Cordeiro Reis

in Ano III . Número VIII . Inverno 2016 . Year III . Number VIII . Winter 2016

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Dendograma (Tree-Kit)

de / by Catarina Leitão . 2016

7 de Maio a 2 de Julho 2016 . MCO Arte Contemporânea, Porto

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por Catarina Leitão*

Um projecto sobre a portabilidade, o desenho no espaço, repouso/agência e a ideia (intraduzível) de freedom of display[*].

Dendrograma | Tree-kit é o produto de uma pesquisa sobre as possibilidades do desenho no espaço. Composta por módulos de madeira pintada, esta peça funciona como um desenho tridimensional que incorpora os efeitos de luz e sombra que se projectam nas superfícies do seu contentor — o espaço de exposição.

Dendrograma é um Kit, as suas peças modulares são ramos transformados que se encaixam uns nos outros e podem ser montados como uma tenda. Este processo torna a obra portátil e mutante: pode estar fechada ou aberta, em repouso ou a actuar no espaço quando manipulada por um participante. Este Kit condensa três momentos: um inicial, de repouso e portabilidade (fechado, bidimensional), o acto performativo (abrir, instalar), e o corpo expandido (aberto, tridimensional).

No meu trabalho tenho vindo a desenvolver séries de narrativas ficcionais que partem de uma análise da nossa relação com a natureza, uma relação que é culturalmente condicionada. Os Dendrogramas partem de um estudo de botânica ficcional no qual são criadas novas espécies vegetais desenhadas. As espécies inventadas são delírios sobre formas naturais domesticadas, mimetizadas, manipuladas e hibridizadas. Num processo de indiferenciação entre o natural e o artificial, entre o observado e o imaginado, os desenhos propõe tanto a ideia da colonização humana do natural como o seu inverso, uma ocupação natural das formas que aprendemos a considerar artefactuais.

As formas em haste/ramo da instalação Dendrograma são ramos de árvore esculpidos e transformados. O material original é ocultado, para criar novas formas de ramo/árvore — limpas, domesticadas, artificiais e portáteis.

Ainda em processo, o meu estudo em botânica ficcional tem sido gerador de múltiplas obras em diversos media. Instalações, objectos, livros e desenhos constituem no seu conjunto um discurso que questiona os próprios modos de apresentação, circulação e contextualização da obra. Neste enquadramento, a minha pesquisa culmina na figura do museu portátil. O museu portátil é uma forma de museu liberta do peso institucional, é leve; pode viajar, não tem contexto fixo, e, mais importante, é dotado de sentido de humor.

[*] A expressão freedom of display, que formulei originalmente na língua inglesa, pode ser traduzida por liberdade de mostrar, exibir, organizar, seleccionar, dispor, apresentar, mas define também um nexo entre a liberdade do mostrado, a liberdade de quem mostra e a liberdade do mostrador.

*Catarina Leitão é uma artista cuja obra é estruturada em torno do desenho, a escultura, a instalação e o livro. Leitão tem exposto o seu trabalho em locais como a Galeria Carlos Carvalho, P.S.1/MoMA, Aldrich Museum, Connecticut, Socrates Sculpture Park, Wavehill, Glyndor Gallery and Grounds, Andrea Rosen Gallery, Michael Steinberg, Galeria Pedro Cera e Bronx Museum entre outros espaços. Conta com exposições individuais na colecção Berardo e no CAMJAP da Fundação Calouste Gulbenkian. Entre prémios e residências destacam-se The New York Foundation for the Arts Fellowship, 2009, Center for Book Arts, 2007, Triangle Arts, 2006, Sharpe Foundation, 2004, Lower Manhattan Cultural Council, 2003, Pollock-Krasner Foundation Grant, 2001, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso-Americana. Leitão tem um mestrado pelo Hunter College (2000), e concluiu o curso de Pintura na FBAUL (1993).

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by Catarina Leitão*

A work on portability, 3D drawing, stillness/action and the freedom of display

Dendrogram | Tree-kit is a product of a research on the possibilities of drawing in space. Composed of painted wood modules, the piece is a three-dimensional drawing that incorporates the effects of light and shadow on the container’s surfaces — the exhibition space.

Dendrogram is a kit, several pieces that fit into a box or a bag. Its transformed branches may be mounted in a tent like fashion. This makes the artwork portable and mutant: it is either closed or open, still or active in space through the manipulation of its parts by a participant.

The analysis of our relationship with nature, and how we have been culturally conditioned to experience, it is the basis from which I have been creating fictional narratives in my artwork. The Dendrogram works are developed from a research on a fictitious Botany in which I created new vegetable species in drawing. The fictional species were created from the ideas of taming, mimicking, manipulation and hybridization. The artifacts and visual materials produced are then organized into portable museums.

In the Dendrogram works, the original material of the tree shapes is hidden. Existent tree sticks are altered and painted into new shapes representing new-formed tree branches. This body of work entangles fact and fiction, organic and mechanic, natural and artificial, sculpture and drawing.

* Catarina Leitão (Stuttgart, 1970) is an artist working in drawing, sculpture, installation, and artist books. Leitão has exhibited her work at P.S.1/MoMA, the Aldrich museum, Connecticut, Socrates Sculpture Park, Wavehill, Glyndor Gallery and Grounds, Andrea Rosen Gallery, the Bronx Museum, Pedro Cera Gallery, Carlos Carvalho Contemporary Art, among others. She had solo museum shows at the Berardo Collection, Sintra, and Gulbenkian Foundation, in Lisbon, Portugal. Awards and residencies include The New York Foundation for the Arts Fellowship, 2009, Center for Book Arts, 2007, The Triangle Arts Residency, 2006, Marie Walsh Sharpe Foundation, 2004, Lower Manhattan Cultural Council, 2003, and The Pollock-Krasner Foundation Grant, 2001, Fundação Calouste Gulbenkian and Fundação Luso-Americana. Catarina Leitão has an MFA from Hunter College (2000), and a Painting degree by the University of Lisbon, Portugal (1993). www.catarinaleitao.net

in Ano III . Número VII . Primavera 2016 . Year II . Number VII . Spring 2016

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Space, City, Land and Sea: Performance Residencies / April

Korina Biggs . Liam Geary Baulch . Virginia Farman . Lydia Heath . Charlotte Still and Clare Whistler

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OncaCentre for Arts and Ecology

Cheerleading, Climate Change and Colonialism / Performance Lecture by Liam Geary Baulch
Friday 15th April 2016, 7.30-9.30pm

Residents in Performance/ Conversation
Sunday 17th April 2016, 5pm

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The Inspirational Magic World of Regina Frank

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Flores do Cabo – Sintra

26 Março 2016 / 26 March 2016

 

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Me LiKe YoU 

Ilda Teresa de Castro

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Museu Marionetas do Porto

Fevereiro a Julho 2015 .  February to July 2015

 

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por mundos visíveis . on visible worlds

Ilda Teresa de Castro

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fotografia da série “fungos” / photography from the series “fungi”

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frame do filme “sombras vegetais” / frame from the film “vegetal shadows”

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frame do filme “herbarium” / frame from the film “herbarium”

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frame do filme “ecceidade” / frame from the film “ecceidade”

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Sintropia Artes e Desenvolvimento Sustentável

Flores do Cabo, Pé da Serra, Colares – 19 a 21 de Setembro 2014

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art and animal testing for cosmetics

arte e testes animais em cosmética

Jacqueline Traide

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ler / full text Artist Gets Tortured Like an Animal to Raise Awareness for Animal Cosmetics Testing

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The Topography of Tears

by Rose-Lynn Fisher

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A topografia das Lágrimas é um estudo de 100 lágrimas fotografadas através de um microscópio de luz, ampliadas 100x ou 400x. O projeto começou num período de mudanças pessoais, perda e lágrimas copiosas. Um dia, perguntei-me se as minhas lágrimas de tristeza seriam diferentes das minhas lágrimas de felicidade e decidi explorá-las de perto, usando ferramentas da ciência para fazer arte e para refletir sobre questões pessoais e estéticas (…).

ps: Fico satisfeita se a minha arte acrescentar algo a uma conversa maior e se o interesse público ajudar a motivar a investigação científica e conduzir a uma análise mais profunda sobre a linguagem e conteúdo das nossas lágrimas. Esse é o melhor encontro entre a arte e a ciência, embora não faça nenhuma reivindicação científica no meu trabalho, nem quaisquer declarações sobre qualquer coisa, excepto, talvez, a poesia da vida.

The Topography of Tears is a study of 100 tears photographed through a light microscope, magnified 100x or 400x. The project began in a period of personal change, loss, and copious tears. One day I wondered if my tears of grief would look any different from my tears of happiness – and I set out to explore them up close, using tools of science to make art and to ponder personal and aesthetic questions. (…)

ps: I’m pleased if my artwork has something to add to a larger conversation, and if public interest helps motivate scientific inquiry that ultimately leads to deeper insight about the language and content of our tears. Then it’s the best meeting of art and science. I’m not making any scientific claims in my work though, nor any declarations about anything except perhaps the poetry of life.

ler / full text in Rose-Lynn Fisher

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Invocations

by Catarina Fontoura

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Invocações é a exploração de uma série de encontros particulares entre os seres humanos e os insectos; uma intensa jornada para capturar o desconhecido e para entender a grande fuga do Homem da Natureza, mas também para compreender a atração do Homem para com as outras formas de vida.Violência e graça estão constantemente presentes em Invocações e seguem o observador enquanto ele caminha no escuro. Voo e inquietação são emparelhados com momentos de vulnerabilidade e iluminação. Esta série de fotografias é o resultado de numerosas visitas de captura e estudo de traças em todo o continente britânico durante o período de dois anos. As traças e as pessoas são retratadas ao lado da paisagem nocturna escura que as envolve.
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Invocations is an exploration of a series of particular encounters between humans and insects; an intense journey to capture the unfamiliar and to understand Nature’s grand fleeing from Man but also to comprehend Man’s attraction to other forms of life. Violence and grace are constantly present in Invocations and pursue the observer as he walks in the dark. Flight and restlessness are paired with moments of vulnerability and enlightenment. This series of photographs is the result of numerous visits to moth trapping sessions across the British mainland during the period of two years. Moths and people are portrayed alongside the dark nocturnal landscape that involves them.

ler / full text in European Prospects

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Screening The Forest

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A floresta é naturalmente cinematográfica. Na última década, esta paisagem natural tornou-se um local de exploração criativa para os cineastas na arte contemporânea da Ásia. A curadoria de um programa de cinema asiático geralmente acaba com uma seleção de filmes agrupados de acordo com a suposta importância de seus autores e  identidade e história de cada nação. Screening the Forest toma a natureza como ponto de partida. Ao colocar a floresta no centro de uma prática curatorial, enfatizamos que o cinema não é apenas cultural e esteticamente, mas também, naturalmente, construído. Além disso, através de certas escolhas estéticas, este programa investiga as maneiras pelas quais o cinema comunica a sensação de estar numa floresta de um modo que as outras formas de arte não podem.

O programa entrelaça as florestas cinematográficas de Tailândia, Singapura, Filipinas e Taiwan (e em alguns casos, a floresta não se refere a nada, apenas ao mundo interpretado no seu próprio território).

Sensory, colourful and widescreen, the forest is already naturally cinematic. In the past decade, this natural landscape has become a site of creative exploration for contemporary art filmmakers in Asia. Curating a programme of Asian cinema usually ends up with a selection of films grouped according to the supposed importance of their auteurs and to the identity and history of each nation. Screening the Forest takes nature as a point of departure. By placing the forest at the centre of a curatorial practice, we emphasize that cinema is not only culturally and aesthetically, but also naturally, constructed. Moreover, through certain aesthetic choices, this programme investigates the ways in which cinema communicates the sense of being in a forest in a mode that other art forms cannot.

The programme weaves together the cinematic forests of Thailand, Singapore, the Philippines and Taiwan (and in some cases, the forest refers to nothing but a world construed in its own territory).

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Ilda Teresa de Castro

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Museu Geológico de Lisboa / Geological Museum of Lisbon

10 Maio a 4 Junho 2014 / 10th May to 4th June 2014

conferência .. Arte e Natureza – a poiêsis como ligação fundamental (escolas) .  conference ..Art and Nature poiêsis as a fundamental link (schools)

 

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Ecce Animalia

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Museu de Escultura Contemporânea, Centro Polaco de Escultura de Oronsko

8 Março . 15 Junho 2014

Ecce animalia é uma exposição internacional com enfoque na subjetividade e individualidade animal, bem como nas relações entre pessoas e animais.

Os animais têm estado presentes na criação de imagens humanas desde as primeiras esculturas em chifres e pré-históricas pinturas rupestres. Por isso, são um dos primeiros temas da história da arte. Em épocas posteriores aparecem na iconografia tradicional enquanto símbolos, atributos, decorações, elementos da paisagem, em cenas de caça e naturezas mortas. Raramente pela sua importância ou para o seu próprio bem.

Recentemente, a arte sofreu uma designada viragem animal – o que ocorreu também, mais amplamente, na cultura e na sociedade – por vezes relacionada com a noção de pós-humanismo. Uma nova abordagem do animal que começou na arte na década de 1960 e 1970 e manifesta um interesse crescente nos animais como seres vivos ao invés de símbolos, e um número cada maior de imagens de animais e de novas formas de os apresentar. Os artistas envolvem-se em questões relacionadas com a subjectividade e individualidade animal, e com a complexidade das relações entre as pessoas e os outros animais. A arte participa então do discurso dos estudos animais, nas análises críticas da abordagem tradicional dos animais na arte, bem como em questões não- artísticas.

Esta exposição é acompanhada de um conjunto de conferências académicas internacionais sob o título “Animais e o Seu Povo. A Queda do Paradigma Antropocêntrico?” organizado pelo Instituto de Pesquisa Literária da Academia Polaca de Ciências, com o patrocínio da Animals & Society Institute, Minding Animals International e do Institute for Critical Animal Studies.

Durante a abertura da exposição haverá uma performance de Artur Malewski .

(tradução ildateresacastro)

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Museum of Contemporary Sculpture, Centre of Polish Sculpture in Oronsko
8th  March – 15th June 2014
opening: 8th March, 2 PM

Ecce animalia is an international exhibition focusing on animal subjectivity and individuality as well as the relationships between people and animals.

Animals have functioned in human image-making since prehistoric rock paintings and the earliest carvings on tusks and antlers. That is why they are one of the first subjects in the history of art. In later epochs animals appeared within traditional iconography as symbols, attributes, decorations, landscape elements, in hunting scenes and in still-life paintings. Rarely did they appear because of their importance or for their own sake.

More recently art has undergone a so-called animal turn – and also, more broadly, in culture and society – sometimes related to the notion of posthumanism. A new approach to animals in art which began in the 1960s and 1970s manifested a growing interest in animals as living creatures rather than symbols, a greater number of animal images, and new ways of presenting animals. Artists now engage with issues connected with animal subjectivity, individuality and the complexity of relations between people and other animals. Art participates in the animal studies discourse and – as a part of it – critical analyses of the traditional approach to animals in art, as well as in non-artistic issues.

The exhibition is accompanied by international academic conference entitled Animals and Their People. The Fall of the Anthropocentric Paradigm? organized by the Institute for Literary Research of the Polish Academy of Sciences, with the patronage of Animals & Society Institute, Minding Animals International and the Institute for Critical Animal Studies.

During the opening of the exhibition there will be a performance by Artur Malewski.

curated by Dorota Łagodzka and Leszek Golec
cooperation: Anna Barcz (IBL PAN)

Artists:
Magdalena Abakanowicz, Steve Baker, Basia Bańda, Kuba Bąkowski, Jan Antoni Biernacki, Mary Britton Clouse, Cheto Castellano, Beata Czapska, Tatiana Czekalska & Leszek Golec, Józef Gott, Wiktor Górka, Justyna Górowska, Małgorzata Gurowska, Kathy High, Antoni Kenar, Piotr Kurka, Czesław Makowski, Artur Malewski, Jarosław Modzelewski, Stanisław Kazimierz Ostrowski, Janusz Antoni Pastwa, Adam Procki, Józef Robakowski, Zygmunt Rytka, Filip Sadowski, Angela Singer, Tomasz Skórka, Andrzej Szarek, Marek Targoński, Tomasz Tatarczyk, Jerzy Truszkowski

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Technoromantismo e Arte Planetária

Stephan Barron

«A Arte Planetária toma a Terra como material de reflexão e de emoção artística, utiliza as tecnologias de telecomunicação para tornar perceptiveis as distâncias e o espaço geográfico. Esta arte explora as emoções e o imaginário da distância e insere-se numa interrogação sobre a mundialização e suas consequências humanas e ambientais. Uma dimensão da aventura de Stephan Barron é o despertar de uma consciência mais vasta do nosso planeta.» Edgar Morin

«Planetary Art is a form of art that takes Earth in its planetary dimension, as material for artistic reflection and emotion. Planetary Art is sublime because it mixes fear and a sense of wonder. To imagine on a planetary scale is to resize one´s consciousness. Human consciousness can now extend to a planetary scale. Consciousness extension. We are at once infinitely big and infinitely small, lost and found.» Stephan Barron

«A Arte Planetária é uma forma de arte que aborda a Terra na sua dimensão planetária, enquanto material de emoção e de reflexão artística. Imaginar numa escala planetária redimensiona a consciência. A consciência humana pode agora extender-se a uma escala planetária. Extensão da consciência. Somos simultaneamente infinitamente grandes e infinitamente pequenos, perdidos e encontrados.» Stephan Barron

(tradução ildateresacastro)

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